
NOTAS SOLTAS E RUÍDOS ESCRITOS
domingo, 25 de maio de 2008
Papo de sal

Cinema com sal

Dividindo tempo entre a pré-produção de sua estréia em longas, intitulado Cotas, e maquinando idéias para novos curtas, o cineasta, de 27 anos, não esboça ar blasé ao ver seu pequeno e belo filme de 18 minutos listado para mais uma competição, o Grande Prêmio Vivo de Cinema, cuja cerimônia de premiação será realizada hoje à noite, no Vivo Rio, no Flamengo.
– Sou fã dos curtas contra os quais estou concorrendo – afirma, modesto, o cineasta, que concluiu recentemente mestrado em cinema na Columbia University, em Nova York. – Não acredito nessa história de melhor filme.
Os seis anos de estudos acadêmicos não foram suficientes para demolir sua cor morena. Há poucos dias de volta ao Rio, aproveitou o fim de semana de praia para botar o papo, o sol e, principalmente, o sal em dia, tudo para que Beijo de sal também possa ganhar recarga de energia, logo mais.
– Não faço filmes para mim mesmo, não acredito nisso – diz. – Faço filme para comunicar algo, uma experiência.
Ao sorver influências de cineastas como John Cassavetes e os irmãos Dardenne, Barbosa aposta numa estética naturalista para traçar a história de dois amigos, que se reencontram às vésperas da virada do ano. O fascínio do mais velho e influente, Rogério, ao reencontrar Paulo se desmancha pela presença da namorada do mais moço, na casa em que ambos dividiam suas desventuras enquanto solteiros. Ao sugerir uma atração homossexual inconsciente entre os personagens, colhe os louros de sua fita em mostras competitivas voltadas para o público GLS mundo afora.
– Esse filme está tendo uma sobrevida que vai além de minhas expectativas – admite. – Um ano e meio depois de lançado, ainda segue firme e continuo a receber convites. Além deste prêmio, agora, ele está percorrendo os festivais com temática GLS da Europa, como em Istambul, Londres, Torino. Parece que o filme resolveu sair do armário – brinca o diretor.
Incluído na lista das 25 novas caras do cinema independente, pela Filmmaker Magazine, Beijo de sal foi festejado pela crítica de publicações influentes, como o jornal The New York Times e a revista New York Magazine, que o considerou o melhor curta do Festival de Sundance, em 2007, na mostra competitiva idealizada pelo produtor, diretor e ator Robert Redford. Não à toa, ao ganhar projeção no concorrido mercado independente americano, o projeto para seu primeiro longa-metragem (co-escrito com Karen Sztajnberg) foi recentemente selecionado para o laboratório de roteiros do Sundance Institute – o mesmo por onde passaram Casa de areia (Andrucha Waddington) e Central do Brasil (Walter Salles).
– Em janeiro, tive a oportunidade de conviver e aprender com alguns roteiristas e cineastas incríveis, como Thomas Vinterberg e Rodrigo Garcia – recorda o cineasta, que, após passar por mais uma seleção, se prepara para uma nova jornada no instituto de Redford. – Agora, em junho, volto para participar de uma oficina de direção para o desenvolvimento de Cotas.
Ao explorar assuntos como medo, etnia, classe, privilégio e despertar sexual na decadente elite carioca, Cotas registra a trajetória de Jean, um adolescente que tenta se esquivar da superproteção dos pais durante o ano do vestibular. É uma história em que questões de classe estão sempre presentes, mas quase nunca são confrontadas pela família, capitaneada por uma mãe e um pai que, à beira da falência, concordam em esconder do filho de 16 anos, Jean, a bancarrota, até que ele passe no vestibular. O ano é 2004 e o exame se tornou ainda mais competitivo, devido ao polêmico sistema de cotas estabelecido em um país em que etnia não se define tão facilmente.
– Não sei se posso dizer que é biográfico, mas é bastante pessoal. Lida com temas que me interessam e que já vivi – revela Fellipe, que estudou sob o severo comando dos monges no tradicional Colégio de São Bento. – Quero fazer este filme logo. Sinto urgência no assunto.
O cineasta pernambucano Lírio Ferreira aplaude a ascensão:
– Ele trabalhou como meu assistente em O homem que engarrafava as nuvens, que ainda está em pós-produção. É atuante no set, vê tudo que o cerca, questiona tudo e propõe soluções.
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Apesar do assédio e do bom posicionamento no mercado independente dos Estados Unidos, o cineasta afirma não ser fácil conseguir captar verbas para sua primeira incursão no universo do longa-metragem.
– Lá fora é difícil captar apoio, já que o filme será rodado no Brasil e conta com elenco de atores brasileiros. No Brasil, no entanto, não é fácil conseguir apoio de uma produtora, pois existem muitos projetos na fila e eu estou há um bom tempo fora. Meu filme está inscrito em alguns editais e espero que seja aprovado – diz Fellipe, que bancou Beijo de sal, rodado em 16 mm, sem nenhum centavo público, apenas dinheiro recebido em premiação por uma disciplina da faculdade, o New Line Award.
A limitação financeira, aliás, forçou o diretor a fazer escolhas que até certo ponto simplificaram a concepção estética e definiram características cruciais do premiado curta. Ao escolher um não-ator, Rogério Trindade, para o papel principal, apostando em seu carisma, Fellipe optou por estar rodeado de pessoas amigas, com quem tem intimidade, ao invés de profissionais.
– Tudo começa e termina na personalidade do Rogério. É alguém que de fato tem tudo e todos, mas que no fundo é muito triste e vazio. Não chamo nem um pouco atenção para mim e para a câmera; é o que menos importa. O filme foi um exercício onde conscientemente procuro não me mostrar – pontua o diretor, justificando sua direção um tanto quanto discreta.
Além da premissa estilística, Fellipe faz questão de frisar o conflito existente entre a intrusão de grandes aparatos de filmagem e a tentativa de capturar realidade. Atrito ideológico que, na opinião do diretor, se acentua em um país desigual como o Brasil.
– Tinha 10 mil dólares e limitei ao máximo o aparato, pois se o grande objetivo é capturar realidade, isto ajuda muito os atores. Mais do que isso, no entanto, não me sentiria confortável em utilizar orçamentos milionários, um aparato imenso, caminhões de luz, pra filmar num país pobre e tão desigual como o nosso. Neste ponto, eu gosto de olhar pra Cassavettes, ou Maurice Pialat, para ter certeza de que o melhor cinema não necessita de muito dinheiro. Deveríamos olhar um pouco mais para o legado de Glauber, e como seu cinema foi consistente com o que ele escreveu. Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça – destaca Fellipe.
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Histórico:Ganhador do Grande Prêmio Vivo de Cinema, na última terça-feira, como melhor curta na categoria ficção. Exibido no maior festival de curtas do mundo, o francês Clermont-Ferrand (2007), Gramado (2006), New York Short Short Cuts Film Festival (2007), além de Sundance, "Beijo de Sal" ganhou os prêmios de melhor filme e melhor direção pelo júri do Festival de Cinema da Columbia University, melhor ficção no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema, melhor filme no Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, além do prêmio máximo de melhor curta-metragem ibero-americano no Festival Internacional de Cine, em Guadalajara, México (2007).
TOC - Vitor Araujo

sexta-feira, 9 de maio de 2008
sÁnormal

Eu e da Mata

domingo, 4 de maio de 2008
Parque
A fim de atiçar a curiosidade da alma, após um dia repleto de tecladas, resolvi caminhar sem compromisso pela Fnac. Percorri prateleiras durante cerca de uma hora até chegar à seção de pocket books, ou melhor, livros para bolsos vazios, ou talvez, livros para jornalistas – profissional da comunicação que gosta de ler, mas ganha mal para escrever. Não conhecia a obra de Lawerence Ferlinghetti, apenas sua referência histórica dentro do movimento beat. Comprei o livreto a R$ 11 e me pus a ler ainda no ônibus 175, Barra–Central. Oportunamente, o ritmo frenético e louco com que o motorista contornava, em alta velocidade, as sombrias curvas do elevado do Joá e ultrapassava motoristas prudentes era perfeito para o acompanhar desorientado das tortas linhas de Ferlinghetti e seu "(um) parque de diversões da cabeça".
Considerado por muitos o melhor trabalho do autor, este é o segundo livro do fundador da editora e livraria City Lights (em funcionamento até hoje), que lançou grande parte dos autores beat e mudou os rumos da literatura americana da década de 50.
Apresentada em edição bilíngüe, traduzida por Eduardo Bueno e Leonardo Fróes, a obra poética de Ferlinghetti celebra os elementos triviais do cotidiano, a gíria das ruas, a vida simples e também seu amor pela arte. É um emaranhado de memórias, impressões e fragmentos líricos que pintam um quadro em borrões de uma América há muito perdida. O olhar de pintor realça o cenário americano da época, a espiritualidade e a beleza intrínseca a tudo. Como pontua a contracapa, Ferlinghetti evoca Dante, Goya, Chagall, Kafka, Yeats, Hemingway para compor sua principal obra. O título, extraído do livro "Into the Night Life", de Henry Miller, segundo o próprio, é usado fora do contexto original, mas expressa o que ele sentia ao escrever os poemas, algo como um “circo da alma”.
Se na primeira parte, Ferlinghetti grita para o mundo os absurdos da cultura americana e denuncia a sociedade de massas, na segunda, “Mensagens Orais”, o autor registra o clima dos encontros de jazz e poesia que regavam as mentes alucinadas dos beatnicks. São discursos espontâneos concebidos para acompanhamento jazzístico.
– Estes sete poemas devem ser considerados mais como discursos espontâneos, mensagens orais, do que como poemas redigidos para a página impressa. Como resultado de uma experiência contínua de leitura acompanhada de jazz. Permanecem ainda em forma mutante – destaca o autor.
Ao invés de jazz e da oralidade poética de um recital, conformei-me, enfim, com o grunhido estridente dos motores em alta rotação. Compactuavam, ainda, fortes trancos de incessantes trocas de marchas e o uivo lancinante da ventania gelada que preenchia o vazio do coletivo fantasma. Tracei seus primeiros poemas, passei olho na segunda parte e planejei para a madrugada o fechamento, ou terceira parte, que se dá com “Retratos do mundo que se foi”, grupo de poemas selecionado do primeiro livro do autor, Pictures of the Gone World, publicado em 1955 pela City Lights.Trecho de poema “Autobiografia” que definiu a aquisição:
"Sou um lago na planície.
Uma palavranuma árvore.
Sou uma montanha de poesia.
Uma blitz no inarticulado.
Sonheique todos os meus dentes caíram
mas a língua sobreviveu
para contar a história.
Porque sou um silêncio
poético."
sábado, 20 de outubro de 2007
Incubus - Citibank Hall 13.10.07
Olhares gélidos e tensos viajavam apressados pelos corredores do Via Park Shoping. Eram corpos magros, perdidos, tomados pela ansiedade e pelo medo que explodiam de cada semblante: fãs. Pra quem aguardava o primeiro show, no Brasil, de uma banda com seis CDs nas costas, não havia jeito. Satisfazer a todos com o repertório era tarefa impossível. Não deu outra. Os fãs saíram, literalmente, "chutando latinhas" pela falta de determinado hit, daquela outra que marcou o primeiro contato com o som da banda e etc. Em uma hora e meia de show, os californianos do Incubus compilaram seus 16 anos de carreira em 18 músicas. Como em todo empacotamento musical o resultado não foi dos melhores e talvez por isso não tenha lavado a alma das mais de duas mil pessoas que encheram boa parte do Citibank Hall.
Nice to know you foi o cartão de visitas, muito bem recebido pelo público, a canção foi sucedida pela sua irmã musical, Wish you were here. A galera, ao delírio, entoava em uníssono os pegajosos versos do refrão e identificava, aos primeiros acordes, todas as canções do repertório. Anna Molly, Dig e a urgentíssima Megalomaniac foram responsáveis por momentos catárticos, o público realmente deu um show à parte.
O problema é que o espetáculo, previsto pra estar em cima do palco, muita das vezes vinha de algum crooner inconvenientemente instalado a menos de 10 centímetros da sua orelha. Pouco se ouvia os versos proferidos pelo sujeito de pé no meio do palco, talvez pelo som mal-equalizado da casa. Olhar enviesado daqui, um tranco de ombros acolá. Centenas de Brandon Boyds infestavam o ambiente. O cantor, por sua vez, mantinha-se distante, alheio à empolgação de seus asseclas. Suas excelentes interpretações foram minimizadas pela barulheira da platéia e de sua banda, que infelizmente abafaram a clareza de seus vocais. O Citibank Hall precisa rever seu sistema de som. Problema semelhante ocorreu há alguns meses no show do Velvet Revolver, quando a voz de Scott Weiland mal era ouvida.
Boydmania
No entanto, a emoção do show foi mais do que garantida para as groupies, que suspiraram pelo strip parcial de Boyd. Já os marmanjos puderam, ao menos, se deleitar com a execução tecnicamente perfeita de todas as canções apresentadas pela banda, que não deixou de surpreender. Destaque para o baixista Ben Kenney e para o baterista José Pasillas II.
Suspirar, realmente, era a palavra de ordem. Sem bate-papo com o público a banda arremessou uma música atrás da outra: 15 sem descanso e mais três no bis. O show, no entanto, foi irregular, justamente pela mescla que a banda fez de composições de toda a carreira. As faixas dos primeiros CDs, que fizeram esfriar o meio do espetáculo, destoavam da qualidade e sofisticação das produções de A crow left to murder e Light grenades, dois últimos trabalhos. Era claro notar a evolução da banda e entender o porquê da legião de fãs que se descabelavam e imitavam o líder Boyd.
Imitações ao estilo do cantor foi o que não faltou na noite. Garotos magrelos desfilavam intocáveis, com seus indefectíveis chapeuzinhos pretos, camiseta regata, bermudas, calças largas e tatoos tribais pelo corpo. Flanavam seguros, dentro da fantasia blasé de superstars. Mítico universo Rock n’Roll. Modelo descolado, de boa forma física, trejeitos afetados e excelente voz, o líder da banda congregou em perfeita harmonia groupies histéricas, rockers esqueléticos e surfers bombadinhos, que rezavam à cartilha da persona Brandon Boyd.
Ficou um gosto de quero mais, mistura de indignação, êxtase e encantamento. Uma bandeira do Brasil permaneceu intocada a frente de um amplificador. Para o Incubus o show foi, literalmente, um rio que passou em suas vidas. Não há melhor definição. Justamente por isso a faixa Pardon me era a mais aguardada ao final do show. Era o grito de redenção esperado pela platéia carioca, que merece pedido de desculpas triplo: não tocaram uma das faixas mais importantes do repertório, pela demora de vir ao país e pela frieza com que foi conduzida boa parte do show. Com algumas dezenas de obrigados xoxos, o líder da banda se despediu sem se impressionar com a devoção de seus fiéis entusiastas.
Fotos: http://www.flickr.com/photos/taiarock/
sábado, 13 de outubro de 2007
The Hives - The black and white album
Disco novo dos suecos do The Hives é aquilo tudo que você espera e muito mais: explosivo, rápido e intenso. O detalhe que torna o álbum arrasador fica por conta da sofisticação dos arranjos. Os alinhados terninhos brancos, que a banda utiliza como vestimenta para suas performances, agora são devidamente adaptados para dar classe às canções.Tick tick boom é uma das melhores já escritas pela banda. A faixa abre The black and white album e dá um tapa na orelha de jeito. Os caras não perdem tempo e não escondem o jogo. Se a primeira impressão é a que fica, Tick tick boom dá conta do recado, um single perfeito.
Pianos e teclados em abundância chamam a atenção. A faixa Puppet on a string conta apenas com palmas e singelas notas de piano. Já a instrumental (?!) A stroll through hive manor corridors utiliza apenas um órgão vintage, dos anos 60, e uma bateria eletrônica. Hives minimalista? Era só o que faltava.
A diferença entre este trabalho e os anteriores pode ser notada em menos de cinco minutos de audição. O punk inventivo e experimental do álbum é resultado de colaborações no mínimo improváveis, com os produtores Timbaland e Pharrel Willians. Cortejados pelos gangstas e softcores do R&B e hip-hop americano, eles emprestam o potencial de suas burilações musicais ao punk, cada vez mais pop, de Howlin' Pelle Almqvist e Cia.
Os suecos gravaram cerca de 30 canções para este quarto álbum de carreira. Sete faixas contaram com o toque midas de Pharrel. No entanto, apenas T.H.E.H.I.V.E.S e Well alright! entraram no álbum. Parece que a parceria não deu tão certo assim. Apesar da criatividade, as faixas não empolgam. Já as sessões comandadas por Timbaland também não entraram no disco. A faixa Throw it on me ficou pronta tarde e não pode ser incluída. A banda pretende lançá-la como lado b.
Aos fãs do rock cru e sessentista, soa um tanto quanto esquisita a opção da banda em tecer colaborações com estes medalhões do rap. No entanto, nada mais punk ou politicamente incorreto para o mundinho rocker do que trazer os mano para brincar de fazer som. André 3000, do Outkast, confirmou recentemente à Rolling Stone que só compôs o megaclássico Hey Yah depois de curtir e se esbaldar em um show do The Hives, em Nova Iorque.
Filmes publicitários da Nike e inserções promocionais no Cartoon Network provam à versatilidade punk dos suecos. Performáticos ao extremo, os caras são verdadeiros personagens, perfeitos para a exploração comercial midiática. Tadinho dos punks. Mas hoje em dia são tão previsíveis, não? É hora de aposentar as mofadas jaquetas de couro e esfolar a bunda magra de tanto dançar. Howlin' Pelle Almqvist e sua nervosa gritaria estão intactas. Confira abaixo o vídeo de Tick tick boom. Senhoras e senhores, com vocês: The Hives!
The Hives - Tick tick boom
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Radiohead - Novo álbum
Lançado hoje, pela manhã, o novo álbum do Radiohead, In Rainbows, já pode ser baixado legalmente pela net. A banda disponibiliza o álbum pelo preço que o interessado possa ou queira pagar. Talvez por este motivo a banda se nega a revelar o valor das pré-vendas e do resultado da primeira semana de lançamento. In Rainbows é uma mescla de canções inéditas, algumas do fundo do baú, além de velhas conhecidas dos fãs, por já terem sido apresentadas em shows. Quem optar pela ilegalidade também não fica na mão. Uma procurada básica em qualquer site de compartilhamento de arquivos será bem-sucedida.quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Radar
“If you keep losing sleep”
“Reflections of a Sound”
* Enquanto Brandom Flowers não aterrisa para o Tim, sua banda, The Killers, não pára de trabalhar em novos projetos. Esta semana, os caras anunciaram que um novo CD, recheado com raridades e lados-b, está para sair. O quinteto conta com a super colaboração de Lou Reed, líder do lendário Velvet Underground, que emprestará sua voz para uma das faixas do novo projeto, “Tranquilize”. Flowers e seus companheiros, de Las Vegas, estão gravando a participação de Reed, em Nova Iorque, com os mesmos produtores de “Sam`s Town”, Flood e Alan Moulder. Segundo Flowers, a participação de Reed é perfeita para o sentimento da canção, que ambos irão interpretar em um dueto. Descrita pelo cantor como a mais depressiva e forte já composta pela banda, ela serve como o maior atrativo ao novo disco, que deve sair até o final do ano. Ainda sem nome, o álbum segue a lógica de consumo dos EUA e promete apresentar muitas surpresas para o público americano, já que os lados b, inseridos no projeto, são canções apenas lançadas como singles na Inglaterra. Como se a distância geográfica e mercadológica impedisse, nos dias de hoje, o soulseek de trabalhar.
* Divulgada a trilha sonora do filme “Control”, que trata da curta vida de Ian Curtis, líder do Joy Division, até seu suicídio. Iggy Pop, Sex Pistols, David Bowie, Kraftwerk e The Killers (novamente) aparecem na trilha. Destaque, também, para as três novíssimas faixas instrumentais do New Order, 'Exit', 'Hypnosis' e 'Get Out', compostas exclusivamente para o filme. Coube ao The Killers regravar ‘Shadowplay’, faixa que vem sendo executada durante os shows que a banda vem fazendo nos festivais de verão europeus. “Control” tem data de estréia prevista para cinco de outubro, lá fora, e enquanto não fica pronto, será precedido por um documentário, também sobre a banda, entitulado “Joy Division”, que estréia mês que vem no Toronto International Film Festival. O jeito é esperar que caia logo na rede. Abaixo o tracklist de “Control”:
New Order - 'Exit'
The Velvet Underground - 'What Goes On'
The Killers - 'Shadowplay'
Buzzcocks - 'Boredom' (live)
Joy Division - 'Dead Souls'
Supersister - 'She Was Naked'
Iggy Pop - 'Sister Midnight'
Joy Division - 'Love Will Tear Us Apart'
Sex Pistols - 'Problems' (live)
New Order - 'Hypnosis'
David Bowie - 'Drive-In Saturday'
John Cooper Clarke - 'Evidently Chickentown'
Roxy Music - '2HB'
Joy Division - 'Transmission' (cast version)
Kraftwerk - 'Autobahn'
Joy Division - 'Atmosphere'
David Bowie - 'Warszawa'
New Order - 'Get Out'
* Canções para frear suicidas. Na sua opinião, que tipo de música faria um potencial suicida desistir de sua asfixiante encruzilhada existencial? Música clássica, smooth jazz, lounge, soul? Nada disso. O presídio de Pentonville, em Londres, escolheu os moleques do indie rock e suas guitarras, para fazer pensar os tais potenciais suicidas instalados na cadeia. The Enemy e Dirty Pretty Things foram os responsáveis por animar os 180 presos, que assistiram à apresentação das duas bandas na capela da casa de detenção Pentonville, anteontem. Em suporte a um programa de caridade, que visa à diminuição de suicídios por homens abaixo de 35 anos, as duas bandas se juntaram ao hall de famosos que já se apresentaram em penitenciárias, como Billy Brag, Metallica, além do rei dos detentos norte-americanos, Johnny Cash. “Foram registrados 67 suicídios nas cadeias britânicas, no ano passado. Este ano, já contabilizamos 59. É preciso fazermos algo a mais para combater a depressão e os demônios que assolam os jovens. O suicídio é a maior causa de morte entre homens com menos de 35 anos”, disse o líder do Dirty Pretty Things e ex-Libertines, Carl Barat. A prisão de Pentonville foi o “refúgio” de Pete Doehrty, em 2006, quando respondia ao processo em que fora pego dirigindo sob influência de drogas, em dezembro de 2005. O Babyshambles, banda atual de Pete, havia sido convidada para tocar, mas foi vetada pelo departamento de serviços da prisão. Dia oito de setembro, um show no Koko club, em Londres, também visa arrecadar fundos para a criação de uma linha telefônica para ajudar na prevenção de suicídios. Os nomes, para a apresentação no Koko, não poderiam ser menos desajustados, a banda Boy Kill Boy e, os esquisitóides magricelas, The Rakes foram os escolhidos para mandar a mensagem sonora de que viver vale a pena.
* Foo Fighters na cena. The Pretender, novo single da banda, já tem clipe na rede. Echoes, Silence, Patience & Grace, novo disco de Grohl, só sai no final de setembro; o ótimo single ganha destaque com um excelente vídeo. Confira:
“The Pretender”
* Danger Mouse é o cara, ou melhor, várias caras. Metade do incrível duo Gnarls Barkley, ao lado do cantor, Cee-lo Green, integrante do Gorillaz e produtor dos mais requisitados e competentes da cena, o perigoso rato está em todas.. Enquanto prepara o sucessor de “St. Elsewhere”, em um rancho, em Atlanta, Danger encontrou tempo para produzir o novo álbum de Martina Topley-Bird, “The Blue God”, que está previsto para sair em 2008. A artista inglesa, que teve seu ótimo disco de estréia, “Quixotic” (2003), indicado como um dos finalistas do cobiçado Mercury Prize inglês é apenas um dos projetos recentes em que o cara está metido. Sem parar, para descanso, o produtor já começou a gravar o novo álbum do ótimo duo norte-americano, Balck Keys. O quarto disco de carreira da dupla de Ohio, sai, também, em 2008, pela Nonesuch.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Ben Harper e etc.

* Duzentos gramas de narcótico, não especificado, além de três animais mortos foram encontrados pela polícia na casa de um polêmico artista da música. Não, dessa vez não se trata de Pete Doeherty. Suas peripécias mais recentes, como o caso dos gatos que continham cocaína no sangue, poderiam muito bem servir à abertura deste post. No entanto, o doido da vez é o violent-rapper norte-americano DMX. Policiais do distrito de Maricopa County, no Arizona, investigam o caso, em que foram encontrados na casa do rapper, três cães mortos, uma variedade de armas de fogo e 200 gramas de um narcótico, não especificado. A alegação sugere que o artista não estava alimentando seus pequenos pitbulls devidamente, por isso a morte dos cães. O advogado de DMX respondeu às acusações, dizendo que os cães estariam sob os cuidados de um criador e que DMX não seria o culpado. DMX é conhecido por suas performances ensandecidas, dignas de um pitbull de rinha.
* O líder do Pearl Jam, Eddie Vedder, fará uma pequena apresentação solo, mês que vem, na premiére do documentário “Body of War”, de Phil Donahue e Ellen Spiro. O filme relata o caso do soldado Thomas Young, que ficou tetraplégico depois servir ao exército americano durante uma semana no Iraque. Vedder compôs duas canções para o filme, “Long Nights” e “No More”. A palavras anti-bush que o cantor proferiu na apresentação da banda no último Lollapalooza foram cortadas pela AT&T, empresa responsável pela transmissão via web das apresentações do festival. Algo semelhante ocorrera, alguns meses antes, com a apresentação do guitarrista Tom Morello (ex-Audioslave e RATM), no Boanaroo Festival. Os episódios, tratados como “erros” pela empresa, desvelam a censura que rola na surdina da celebrada liberdade de expressão norte-americana. Polêmicas a parte, Vedder anda envolvido com a produção de material para o novo filme de Sean Penn, “Into the Wild”.
* Uma garrafada na cabeça, seqüenciada por um nocaute. Isso lhe diz alguma coisa? Talvez. Duas garrafadas na cabeça, será que isso lhe diz alguma coisa? Quem sabe. Alguma mensagem subliminar, na questão? O alvo dos ataques é o circense trio de Las Vegas, Panic! At the Disco. Mistério solucionado. Agora sim, isto nos diz muita coisa. Os integrantes da “banda” americana também estão afogados em dúvidas e, matutam, até agora, sobre o porquê de tamanho desprezo. A platéia do Reading Festival, na Inglaterra, porém, sabe muito bem quais as razões que levaram a tal efusivo ato. O trio é uma farsa digna de Las Vegas. Fachadas coloridas, imponentes e que refletem nada mais do que um árido delírio de cores e sofisticação no meio de um deserto de criatividade insossa. Las Vegas é legal, assim como o Panic! At the Disco. Dá pra entender? Ou melhor, representa a ostentação do mais ridículo ideal de desenvolvimento norte-americano. O néon como símbolo do mau gosto. Talvez por isso tudo, mas com foco na música, que no ano passado o vocalista da banda foi alvo de certeiras garrafadas. Já este ano, o objeto da ação foi o baixista Jon Walkers; devidamente atingido durante a execução da música, 'Lying Is The Most Fun A Girl Can Have Without Taking Her Clothes'. Não sou defensor de garrafadas à la Carlinhos Brown, mas como são sensatos estes ingleses!
* A esperada turnê norte-americana do The Cure foi adiada. As datas iniciais, previstas para setembro e outubro de 2007, foram re-agendadas para abril e maio do ano que vem. Os garotos americanos choram por uma boa razão, no entanto: Robert Smith finaliza o novo álbum de inéditas da banda, que será duplo. Vale a pena esperar.
* Gravadoras decidem rivalizar com o gigante Itunes. Encabeçado pela Sony-BMG, Universal, além de outras companhias, o projeto Gbox pretende competir com o mais famoso portal de download, pago, de música. O serviço, disponível a princípio para os EUA, conta com o apoio da Google, como anunciante, e oferece cada faixa a 0,99 cents. Enquanto grande parte das gravadoras ainda insiste em vender seus acervos digitais com o sistema anti-cópias embutido, as músicas compradas através do Gbox chegam ao ouvido do consumidor sem a ultrapassada e irritante tecnologia de proteção. O projeto pretende utilizar sites de relacionamento como MySpace e Orkut para venda música. Doug Morris, executivo do Universal Music Group, declarou à BBC que o comprometimento de sua companhia é somente o de explorar novas formas de disponibilizar o conteúdo musical de seus artistas. Segundo o executivo, o que interessa é facilitar o consumidor, fazendo com que este encontre, em cada vez mais portais, música
* Na lista pop da semana, chancelada pelo portal NME, tem o Maximo Park nas cabeças. Com o single 'Girls Who Play Guitars' Paul Smith desbancou o fraco, e super celebrado pelos indies afoitos, The Cribs, e seu single 'Moving Pictures'. A novidade da semana é a chegada do novo single do Kaiser Chiefs, a ótima “Angry Mob” (clipe abaixo), uma das melhores canções do último álbum da banda, “Yours Truly, Angry Mob”.
1. Maximo Park - 'Girls Who Play Guitars'
2. The White Stripes - 'You Don't Know What Love Is..'
3. Kaiser Chiefs - 'The Angry Mob'
4. The Cribs - 'Moving Pictures'
5. The Pigeon Detectives - 'Take Her Back'
6. Peter, Bjorn and John - 'Young Folks'
7. The Twang - 'Two Lovers'
8. The Enemy - 'You're Not Alone'
9. Hard-Fi - 'Suburban Knights'
10. The Rumble Strips- 'Girls And Boys In Love'
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Radar

* Ansiedade zero! O filmaço dos Rolling Stones que o gênio-diretor Martin Scorsese prepara teve a data de lançamento bastante adiada. A pérola musico-cinematográfica, que registra uma apresentação de Mick Jagger e o cheirador de papai Keith Richards, só será lançada em abril de 2008, nada menos do que oito meses de atraso em relação a data anterior, que vislumbrava um possível lançamento para o próximo mês, dia 21 de setembro. De acordo com uma fonte próxima do diretor, o prazo inicial seria extremamente curto para a finalização do projeto. Uma outra hipótese para o adiamento seria a atual turnê dos Stones, que se encerra no final deste mês. O infeliz Michael Vollman, diretor da Paramount, fez ainda o favor de declarar solenemente a revista Variety que o mês de ABRIL DE 2008 seria a melhor agenda para o lançamento do projeto. “Temos um fantástico trailer e pôster. Precisamos de tempo para termos o filme lançado no melhor momento do mercado”. – disse a insuficiência.
O White Stripes Jack White participa do show (foto acima), fazendo, portanto, uma ponta de responsabilidade no filme dos Stones, que foi registrado no Madison Square Garden, Nova Iorque, em novembro de 2006. Abaixo, confira o novo clip/single da dupla "You Don`t Know What Love Is". Sensacional.
The White Stripes – “You Don`t Know What Love Is”
* Eddie Vedder e a líder dos Yeah Yeah Yeahs, Karen O, estão cotados para participar da trilha sonora de um novo filme sobre Bob Dylan. “I`m Not There” apresenta em sua trilha Karen O interpretando versão para "Highway 61 Revisited" e Vedder para "All Along The Watchtower". Estas são apenas duas colaborações das mais de 30 canções que farão parte de um álbum duplo a ser lançado no final de outubro. O filme conta com atores e atrizes de peso, como Cate Blanchett e Heath Ledger, que interpreta Bob Dylan, em diversos estágios da carreira do trovador canadense mais importante do século passado. A estréia do filme está marcada para o dia 21 de novembro nos EUA. Aqueça seu Bit Torrent! Abaixo alguns dos covers da lista de artistas selecionados para o projeto:
'All Along The Watchtower' - Eddie Vedder and the Million Dollar Bashers
'Can You Please Crawl Out Your Window' - The Hold Steady'
'Dark Eyes' - Iron & Wine and Calexico
'Fourth Time Around' - Yo La Tengo
'Highway 61 Revisited' - Karen O and the Million Dollar Bashers
'I Wanna Be Your Lover' - Yo La Tengo
'I'm Not There' - Sonic Youth
'Just Like A Woman' - Charlotte Gainsbourg and Calexico
'Knockin' On Heaven's Door' - Antony & The Johnsons
'Mama You've Been On My Mind' - Jack Johnson
'The Man In The Long Black Coat' - Mark Lanegan
'Ring Them Bells' - Sufjan Stevens
'Senor (Tales Of Yankee Power)' - Willie Nelson and Calexico
'Simple Twist Of Fate' - Jeff Tweedy
'Stuck Inside Of Mobile With The Memphis Blues Again' - Cat Power
'Wicked Messenger' - The Black Keys
* E o tenente Reznor não pára. O líder do Nine Inch Nails anda mais doido do que em seus áureos tempos de artefatos sintéticos pesados. De vento em popa com suas esquizoideas Reznor vocifera em direção a cartada final de seu "Year Zero" marketing plan. Brincadeiras a parte, o cara anda realmente empenhado em fazer de sua última obra-bruta, o apocalíptico disco “Year Zero”, um programa de TV. E já tem gente interessada na doideira. Reznor declarou a um jornal britânico que as negociações a respeito de um seriado relacionado ao conceito(?!) de "Year Zero" estão em andamento acelerado. “Temos um produtor encarregado e já nos encontramos com alguns roteiristas”, disse o líder do NIN. Abaixo o clipe de “Survivalism”, que mostra a banda enquadrada nas telas de um sistema segurança. É a sociedade de controle de Burroughs presente no ultra-realismo de alta definição de Reznor.
NIN – “Survivalism”
* John Lennon via itunes. Para quem utiliza este meio para fazer download “legal” de músicas, a boa nova é que o catálogo do beatle mais genial, John Lennon, está disponível, a partir desta semana, no Itunes. Ao todo são dezesseis discos prontos para download. Pago. Yoko declarou que Lennon, se tivesse vivo, estaria muito contente em ver sua música em um formato adequado para a nova geração de consumidores de música. Entre os álbuns estão John Lennon/Plastic Ono Band, Sometime in New York City, Walls and Bridges, Milk and Honey, e Working Class Hero.
* LCD Soundsystem e Arcade Fire se juntam para produzir um novo single, dividido entre as duas bandas em vinil. A bolachinha, que sai em edição limitada – disponível para venda durante a tour que as bandas realizam em setembro nos EUA e no website dos dois artistas –, conta com cover do LCD Soundsystem para "No Love Lost", do Joy Division, e o Arcade Fire encarnando o espírito do genial francês Serge Gainsbourg, em "Poupee de Cire". James Murphy (sistema de som LCD) prepara ainda o lançamento de um novo EP, "A Bunch of Stuff" composto por remixes do último álbum "Sound of Silver", além do famoso cover do Franz Ferdinand para "All My Friends".
* Oasis se prepara para o lançamento de mais um DVD, mas não é só isso o pacote é duplo! “Lord Don`t Slow me Down” tem data de lançamento prevista para dia 29 de Outubro, lá fora. O material é o registro da última turnê dos irmãos Gallagher em forma de um on-the-road-film. O documentário registra a passagem dos músicos por 26 países, contando com cerca de mais de dois milhões de fãs. Entrevistas com todos os integrantes da banda e filmagens de backstage também fazem parte do filme que foi rodado por Baillie Walsh, diretor que já trabalhou com Massive Attack, New Order e Kylie Minogue. O segundo DVD conta ainda com um show de dezesseis canções que a banda realizou no Eastlands Stadium, do clube de futebol Manchester City, em julho de 2005. Enquanto isso o Oasis prepara um novo trabalho, a ser lançado em 2008.
* Os suecos mais explosivos do universo, The Hives, anunciaram o nome do novo e super esperado quarto disco de carreira, “The Black And White Álbum”. O álbum será lançado no inicio de outubro na Inglaterra, isso quer dizer que no final de setembro poderemos começar as buscas internéticas por faixas devidamente vazadas. O single “Tick Tick Boom” será lançado dia 24 de setembro e as novidades dos caras já podem ser apreciadas através de um remodelado e interessantíssimo website: http://www.thehivesbroadcastingservice.com/. Em declaração a NME, o líder da banda, Howlin' Pelle Almqvist se disse frustrado com a demora durante o processo de gravação do álbum, que acabou por ser registrado em sete estúdios diferentes. Almqvist disse ter sentido na pele o problema que leva Axl Rose a adiar infinitamente “Chinese Democracy”.
* Por falar em Axl, Slash & Cia., segue preciosidades do mundo Rolling Stone via web. Abaixo dossiê Guns and Roses com entrevistas das antigas com Axl Rose, Slash e banda. Confira!http://www.rollingstone.com/news/story/15808548/axl_rose_the_rolling_stone_interview
http://www.rollingstone.com/news/story/15808331/slash_the_rolling_stone_interview
http://www.rollingstone.com/news/story/15808339/guns_n_roses_outta_control_the_rolling_stone_cover_story
Seguindo na RS web... Pergunte a David Fricke, editor sênior da Rolling Stone gringa, o que você quiser. Ou, se preferir, confira as respostas do colunista no link abaixo. Vale a pena, Fricke conta interessantes passagens desua carreira e alguns hábitos particulares. http://www.rollingstone.com/news/story/15857960/ask_david_fricke_frickes_picks_columnist_and_rolling_stone_senior_editor_answers_your_questions
* Agora é hora de novidade. Discos e singles lançados na Inglaterra e EUA esta semana: entre os destaques, novo e nono álbum de carreira dos rappers americanos do Public Enemy, lançado ontem, além do novo single dos reis do subúrbio Hard-Fi, “Suburbian Knights”. Quem lança single também é o pentelho Kanye West, que vem com sample de “Stronger”, do Daft Punk. Aliás torçamos para que o novo disco de Kanye venda muito bem, se possível e com estranha sinceridade faço votos para que comprem o CD do cara. É que rola uma disputa entre ele e 50Cent. A Coisa, 50Cent, declarou que se o seu novo trabalho "Curtis" vender menos que o de West ele abandona a carreira de rapper. Deus te ouça meu filho.
Seguindo a onda de lançamentos e singles, segue abaixo o verdadeiro chart show, o mais hype de todos, e por que não o mais obtuso deles. NME Chart Show apresenta os indies da semana, com o The Pigeon Detectives liderando a parada e desbancando o Maximo Park. Isso enquanto os novos singles do White Stripes, Hard-Fi e o novíssimo “Mammoth”, do Interpol, não ganham fôlego.
1. The Pigeon Detectives - 'Take Her Back'
2. Maximo Park - 'Girls Who Play Guitars'
3. The Cribs - 'Moving Pictures'
4. Hard-Fi - 'Suburban Knights'
5. Interpol- 'The Heirich Maneuver'
6. The White Stripes - 'You Don't Know What Love IT (You Just Do What You're Told)
7. Biffy Clyro - 'Folding Stars'
8. The Twang - 'Two Lovers'
9. The Rumble Strips - 'Girls And Boys In Love'
10. The Enemy - 'You're Not Along'
Abaixo, clipe da excelente “Suburbian Knights”, Hard-Fi rumo ao topo.
Hard-Fi – “Suburbian Knights”
Álbuns lançados:
Architecture In Helsinki - 'Places Like These'
Public Enemy - 'How You See To A Souless People Who Sold Their Souls'
Andre 3000 - 'Class of 3000'
You Say Party! We Say Die - 'Lose All Time'
The Coral - 'Roots & Echoes'
White Rabbits - 'Fort Nightly'
