
Looking in a view
Muse - The Resistence
Black holes and revelations (2006) já sinalizava a jornada que agora aporta em The resistance, quinto álbum do aclamado trio inglês. Nele, assumem de vez, e com êxito, a megalomania sinfônica que o trabalho anterior apenas vislumbrava. Também ventilando rocks dançantes, como Uprising e Undiscled desires, The resistance mergulha mesmo – e fundo – em referências clássicas para esculpir faixas como United states of Eurasia, que inclui trechos de uma peça de Chopin; I belong to you e Exogenesis, uma sinfonia pop cindida em três partes.
Uprising
Sabrina Starke - Yellow brick road
Nascida no Suriname e criada em Roterdã, Sabrina Starke surge sob a chancela da Blue Note, num álbum que reverbera o neosoul de tintas jazzísticas catapultado por Amy Winehouse e seguido por tantas outras. Com um pé no pop e outro em referências sessentistas, Starke tornou-se hit na Holanda a bordo do single Do for love. Nesta estreia, acerta a mão em boa parte das 14 composições próprias, explorando bem seus límpidos agudos em faixas como Foolish e Keep it simple.
Do for love
The Jet - Shaka rock
Desde que Are you gonna be my girl escancarou as portas do novo rock ao Jet, a bordo de Get born (2003), a fonte secou. Enquanto Shine on (2006) emulava, sem sucesso, as baladas certeiras do debute, Shaka rock (2009) aposta, do início ao fim, no vigor de guitarras distorcidas e refrões gritados. O trabalho se resume a um amontoado insosso de clichês e riffs banais, com direito a palmas e coros infantis. Serve para abaixar ainda mais a crista dos irmãos Nic e Chris Chester, que acertam a mão apenas em Black hearts e Beat on repeat.
Killed in action
Willie Nelson - American classic
Ícone do country americano, Willie Nelson põe o par de botas de lado, se apruma num terno negro, laça a gravata, mas não se desfaz da cabeleira para reverenciar o cancioneiro americano. Esta é a primeira vez que o artista visita standards desde que lançou Stardust (1978). Desfilando entre blues e baladas de acento jazzístico, Nelson põe-se no centro de um sofisticado piano bar, em vez de um cabaré ou saloon do Meio-Oeste. Acerta em Fly to the moon e nas parcerias com Diana Krall, If i had you, e Norah Jones, Baby, it's cold outside.
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