NOTAS SOLTAS E RUÍDOS ESCRITOS

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Wilco e Mutemath

Wilco - The album: Neste oitavo disco de carreira o sexteto de Chicago passeia pelos gêneros que perfilou ao longo de seus 15 anos de carreira. Se há muito que a banda se distanciou da sonoridade eminentemente folk e country, Wilco (The album) é um disco pop, radio friendly, recheado de baladas. Melodista versátil e letrista afiado, o líder e compositor Jeff Tweedy joga o tempo todo com a percepção do ouvinte, assinando versos de carga emocional intensa e os camuflando com melodias doces e ensolaradas. Sem experimentalismos, suas 11 novas canções soam, boa parte do tempo, leves e assobiáveis.

Apenas vez por outra Tweedy empresta sua carga emocional conturbada para os arranjos, como na hipnótica e urgente Bull black nova, que arrasta o ouvinte para uma espiral de guitarras distorcidas e uma pungente e cíclica linha de baixo. Sem despertar grandes sobressaltos, o disco não carece de unidade, mas, sim, de ambição. Cantor de poucos recursos, Tweedy tem rendimento irregular, que pende ao desafino em algumas canções. Destaca-se a bela e quase pueril You and I, que leva a participação da diva indie Leslie Feist.

You and I



Mutemath - Armistice: Formado em New Orleans, o Mutemath aposta num rock de arena, grandioso e, talvez, um tanto exagerado em sua inerente inclinação ao mainstream e ao grande público. No segundo CD, o grupo soa como uma mistura entre The Killers, Muse, Jane’s Addiction e U2, navegando por batidas eletrônicas, cordas e guitarras espaciais. O resultado é um rock direto, guiado pela potente voz de Paul Meany e a bateria devastadora de Darren King. Apesar da grandiloquência, o Mutemath pode ser considerada uma das mais criativas bandas do cenário americano – não que isso diga muita coisa, é claro..

Backfire




Typical