<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839</id><updated>2012-02-02T06:50:59.473-08:00</updated><title type='text'>RADAR / RADAR / RADAR</title><subtitle type='html'>NOTAS SOLTAS E RUÍDOS ESCRITOS</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>226</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-9151124353948051167</id><published>2011-06-24T21:48:00.000-07:00</published><updated>2011-06-24T21:53:45.240-07:00</updated><title type='text'>O 'maluquinho que escreve letras'*</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele havia deixado o estúdio na Pompeia, em São Paulo, mais do que satisfeito. Naquela noite, tinha finalizado duas novas canções, as primeiras de um total de 14 inéditas que serão embaladas no emblemático 11 de setembro sob o título de “Babylon by Gus — A lenda do santo beberrão”, seu segundo álbum de carreira. Até ali, 26 de março de 2010, tudo parecia correr bem — como há tempos não rolava. Afinal, eram seis anos desde que o début “Babylon by Gus volume 1 — O ano do macaco” havia assaltado a atenção de quem já curtia seus versos ao lado de Marcelo D2, no Planet Hemp. Desde 2004, Gustavo Ribeiro, vulgo Black Alien, não tinha nada a dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Falta de inspiração, cara. Como não tinha nada para falar, não falei nada. Briguei com a gravadora, rescindi meu contrato, saí sem barulho. Depois entrei em um monte de furada... Comecei tudo do zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, duas faixas prontas. Mas uma ligação às 3h30m mudou o clima. O técnico de som havia acordado assustado (“Disse que sentia alguém puxando os pés dele”, conta). Na manhã seguinte, o choque: o rapper Speed havia sido assassinado. No momento em que a carreira parecia renascer, morria o parceiro que o enxergou como artista e que o fez acreditar que não era “só um maluquinho que escreve umas letras”, como dizia, mas um dos rappers mais inventivos e originais — na abordagem de temas e no flow — do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Depois daquela noite aconteceu um monte de coisas estranhas naquela casa. O estúdio nem existe mais... Perdi as bases que tinha gravado. E só há uns meses consegui fazer a coisa andar — diz Black, que vai se mudar para a capital paulista no fim do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo de tudo, Speed era o amigo e primeiro parceiro musical. Foi ele que sacou o talento para a rima de um moleque que rodava Niterói em cima de um skate sonhando competir profissionalmente. Entre as ruas e os sons, a fricção das rodas no asfalto fazia mais a cabeça que a agulha no toca-discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu sonho era ser skatista profissional, esse negócio de música não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até hoje, surpreendentemente, é assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Cara, gosto mais de cinema do que de música. Vejo muito mais filmes. Fiz uma participação em “Feliz Natal” e fiquei amarradão — diz, referindo-se ao longa de Selton Mello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a música não era sonho, ao menos era realidade em casa. E ele não deixava de pirar com os vinis que o pai trazia de Nova York, e os que um amigo DJ mostrava. Foram as batidas de Afrika Bambaataa em “Planet Rock”, Run-D.M.C. em “Raising hell” e os Beastie Boys em “Licensed to ill” que o fizeram sacar. O ano era 1986, Gustavo foi fisgado e logo começou a mandar seus versos em cima de bases extraídas pelo DJ Rodrigues (Planet Hemp, Seletores de Frequência). Foi a brincadeira que fez do skate um hobby, e do rap, profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Um dia, um cara me interpelou dizendo que tinha ouvido a minha fita. Se apresentou como Speed. Disse que era sinistro, que eu tinha que seguir aquilo, para eu tocar na banda dele. Na real, me deu uma vontade de bater nele. Mas eu disse: “Não, eu não sou artista. Sou só um maluquinho que escreve letra”. Aí ele mandou: “Vai tomar...” Eu não acreditei, e falei: “O quê?”. Ele mandou de novo! Não acreditei. Eu tava com o skate na mão, uma arma branca, né? Aí ele mandou: “Beleza, Tom Jobim é só um maluquinho que toca piano.” Porra, Tom Jobim e eu na mesma frase, já achei maneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que arremessou o emprego de comissário de bordo na Varig para o alto e duas semanas depois já lançava suas rimas no palco com o grupo Speedfreaks. Dois anos depois, com a morte de Skank, um dos criadores do Planet Hemp, Black Alien assumiu um dos microfones ao lado de Marcelo D2. Desde a estrondosa estreia com “Usuário” (1995), passando pelos hits de “Os cães ladram mas a caravana não para” (1997), como “Queimando tudo”, e até “A invasão do sagaz homem fumaça” (2000), foram muitas parcerias e percalços. Alguns que ele ainda não esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— A gente escrevia junto, mas eu era contratado, não era da banda. Então não devia ter sido preso (o Planet foi detido em 1997 por apologia às drogas). Inclusive vou processar a União. Quero ressarcimento, dinheiro e desculpas — diz. — Eu não escrevia sobre maconha. Nem em “Queimando tudo” me refiro à erva. Esse não é e nunca será o meu jeito de abordar o assunto. E, cá para nós, eu achava meio tosco aquilo. E aí fui mandado embora porque pedi aumento. Não queria ser contratado como um músico normal. Não fui preso, não escrevo, não falo no Jô Soares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi livre de amarras que ele desenvolveu um estilo único, que segue uma pegada própria e chega em forma de música, com o disco novo, e nos cinemas, com o lançamento do documentário “Mr. Niterói — A lírica bereta”, que vai contar sua trajetória. Dirigido por Ton Gadioli, o filme deve estrear no segundo semestre deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sempre me incomodou o jeito como os rappers falavam das mulheres e tantos palavrões. Meu disco não tem isso, falo de outra forma. Tem amor e política. Sarney, como sempre. Uma das paradas que mais me incomodam é o Sarney. Os Sarneys que o Brasil criou, um tipo de comportamento, e o povo brasileiro que, às vezes, é cuzão... Na Argentina, sobe o preço do pãozinho e já tem nego batendo panela na Casa Rosada. Aqui nego agradece ao patrão que tá te quebrando. Carnaval, cachaça e bunda... Tudo ótimo. Faz sentido, mas não é desculpa. E aí fico chateado com o povo. Porque no fundo você sempre sabe quem tá te fodendo. Sempre sabe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;*Publicada no Segundo Caderno do Jornal O Globo (23/6/2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-9151124353948051167?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/9151124353948051167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=9151124353948051167&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/9151124353948051167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/9151124353948051167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2011/06/o-maluquinho-que-escreve-letras.html' title='O &apos;maluquinho que escreve letras&apos;*'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3489398367798381205</id><published>2010-05-28T16:57:00.000-07:00</published><updated>2010-05-29T15:08:29.566-07:00</updated><title type='text'>Guizado - Sopro novo e ancestral em 'Calavera'</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/TABaNhEPUmI/AAAAAAAAA9s/4vl-5O0Qv2s/s1600/Guizado09_100%25_foto_Patricia_Araujo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476476335143473762" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/TABaNhEPUmI/AAAAAAAAA9s/4vl-5O0Qv2s/s400/Guizado09_100%25_foto_Patricia_Araujo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Vozes e sons enfumaçados ecoam das profundezas de uma floresta tropical, urros entrecruzados decolam no espaço e remetem a antigos rituais latinos, enquanto embalos percussivos se misturam a beats eletrônicos e levadas afro. São algumas dessas particularidades – e muitos outros molhos – que compõem a sonoridade ao mesmo tempo ancestral e moderna salpicada pelo trompete do paulistano Guilherme Mendonça, vulgo Guizado. Para os mais atentos ao que acontece na nova música brasileira, sua alcunha é carimbo fácil de ser encontrado, impresso nos créditos de dezenas dos mais interessantes títulos lançados atualmente. Após emprestar seus dotes a nomes como Céu, Nação Zumbi, Cidadão Instigado e Karina Buhr, entre muitos outros, Guizado decidiu dar sopro criativo em benefício próprio. Em 2008, arremessou na praça o experimental e urbano &lt;em&gt;Punx&lt;/em&gt;, e agora, dois anos depois, dispara na rede o tropical e onírico &lt;em&gt;Calavera&lt;/em&gt; – disponível para audição e download gratuito através do portal Trama Álbum Virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– No primeiro disco eu estava muito envolvido em descobertas eletrônicas. Escutava muito Kraftwerk, o pessoal do hip hop de vanguarda, underground, ligado ao instrumental, como os caras do Prefuse 73... – enumera Guizado, em entrevista por telefone, de sua casa no bairro de Pinheiros, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guizado elegeu o trompete por acaso. Aos 16 anos, já dedilhava sua guitarra, mas sensibilizou-se pela engenhoca de metal que viu largada no canto da casa do avô de um amigo. Sócio de um pequeno sebo, começou a riscar as bolachas de Miles Davies, Dizzy Gillespie na vitrola de casa. Perseguia as notas como num rito, mesclando disciplina e intuição. De lá até o primeiro álbum, criou novos fetiches. Vasculhou sintetizadores e máquinas antigas, aprendeu a usar o Game Boy para programações e tratou de processar e manipular eletronicamente o som do seu trompete. Apelo que marca sua carga autoral e criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– &lt;em&gt;Punx&lt;/em&gt; é o resultado do que eu vinha tocando ao vivo. As músicas eram mais desconectadas, com muitas colagens, enquanto &lt;em&gt;Calavera&lt;/em&gt; é um passo à frente. Decidi criar um fio condutor para o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal fio a que se refere o músico ganha liga não apenas através dos arranjos instrumentais que trafegam por rock, jazz, eletrônica, dub e muitas outras praias. A eles, Guizado adiciona letras e linhas vocais, cantando pela primeira vez em um de seus trabalhos. Para a empreitada, recrutou o amparo de vozes femininas: Céu e Karina Buhr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A ideia é tentar ser o mais direto possível, estabelecer um equilíbrio maior entre a comunicação direta e o abstrato – explica. – Acho que a letra tem esse papel, entre outros. Escutava Pink Floyd e me ligava sempre no instrumental. Até que me caiu a ficha de que o vocal poderia também soar como um instrumento, servir como um respiro. Céu e Karina me ajudam a construir essa ideia, e têm funções bem distintas no álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus versos, Guizado passa longe de um contador de histórias, de um narrador de experiências próprias ou alheias. Sua lírica carrega uma gênese visual, lisérgica. Serve como adorno, sempre revestida por efeitos diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ao mesmo tempo em que compõem sentidos e passam mensagens, as vozes criam um clima. Procurei palavras que fortalecessem essa intenção, por isso privilegiei as vogais, os sons abertos. Busquei o som das palavras, mas sem perder o significado poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos vocais e de seu trompete guiando cada uma das faixas, o músico pilota traquitanas diversas no disco. Teclas vintage como Minimoog, Júpiter 6, SH3A e Wurlitzer garantem colorido especial a &lt;em&gt;Calavera&lt;/em&gt;, constituído sob inspirações orquestrais traçadas por nomes como Henry Mancini, Herb Albert e Tijuana Brass, assim como pelo trompete malicioso do mexicano Rafael Méndez (1906-1981). O elo entre a sonoridade erudita e as melodias popular, folclórica e carnavalesca conduz a uma viagem sem fronteiras bem definidas. Guizado explora conexões entre tradições musicais aparentemente descoladas, e, depois, as atrela ao porto seguro da música brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O disco é o resultado de muitas viagens, comecei a conhecer melhor a música feita em outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canções como &lt;em&gt;O marisco&lt;/em&gt; nasceram em algumas dessas escapadas da capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ela tem um clima de praia, mais leve... Foi feita numa viagem – conta. – Entendi que as culturas mexicana, hispânica e latina traçam um elo com a música do Carnaval de Olinda, por exemplo; aquelas melodias tristes, em tom menor. Achei essa influência na música dos Balcãs e dos mouros também. Foi importante encontrar traços dessas culturas no Brasil. O trompete é muito rico nesses países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Calavera&lt;/em&gt; – caveira em espanhol – não exibe o batismo hispânico em vão. Fascinado pelos cultos populares, em especial a Festa do Dia dos Mortos, celebrada no México, Guizado mergulhou em terrenos desconhecidos para imergir transfigurado, de corpo intacto e alma renovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Buscava uma autenticidade maior. Existe uma razão espiritual para o título do álbum. Os mexicanos celebram o mistério e o desconhecido de forma festiva. Quis mergulhar ainda mais para dentro de mim, mas também me conectar ao cotidiano. É uma espécie de paradoxo. Uma vontade de entrar no mundano, viver essa festa, mas manter a espiritualidade. Sem negar qualquer um desses lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça e baixe 'Calavera' aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://albumvirtual.trama.uol.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://albumvirtual.trama.uol.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/guizado"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/guizado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3489398367798381205?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3489398367798381205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3489398367798381205&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3489398367798381205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3489398367798381205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/guizado-sopro-novo-e-ancestral-em.html' title='Guizado - Sopro novo e ancestral em &apos;Calavera&apos;'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/TABaNhEPUmI/AAAAAAAAA9s/4vl-5O0Qv2s/s72-c/Guizado09_100%25_foto_Patricia_Araujo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-6648366968832508903</id><published>2010-05-27T05:13:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T05:32:04.439-07:00</updated><title type='text'>Vincent Moon, The Take Away Shows - Música para os olhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_5i01ZgHzI/AAAAAAAAA9k/SLSpkb27E3I/s1600/Vincent+Moon.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 285px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475922856755863346" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_5i01ZgHzI/AAAAAAAAA9k/SLSpkb27E3I/s400/Vincent+Moon.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Em abril de 2006, o estudante de fotografia Vincent Moon sentava-se num bar ao lado da estação de metrô Porte de Clignancourt, em Paris, para tomar uma cerveja com os músicos da The Spinto Band. Além da sua inseparável mochila, carregava uma câmera na mão e não muita coisa ventilando a mente. Naquela tarde, fundava, sem saber, o primeiro Take Away Show, espécie de videocast produzido artesanalmente para ser postado num site de música criado por um amigo, o La Blogothèque. Além de servir como diferencial ao portal, criado no momento em que o YouTube começava a engatinhar, a ideia se baseava em um interesse simples e particular, o de “dividir um momento íntimo e musical com meus artistas preferidos, fingindo estar fazendo algo profissional e importante" – como resume o próprio Moon. Quatro anos depois, o videomaker conseguiu fazer com que todos levassem sua aventura a sério. E o site já ultrapassa a marca dos 100 pequenos “documentos musicais vivos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu trabalhava em algumas ideias bem lo-fi, procurando filmar de um jeito que eu não via por aí, buscando transmitir uma intimidade autêntica com os músicos – conta Moon, durante uma rápida parada em Paris, recém chegado de uma viagem à África. – Assisti ao primeiro show que o Arcade Fire fez na França. Eles terminaram a apresentação tocando no meio da rua, e aí tive a ideia de filmar música ao vivo, mas fora do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que supreproduções à Lady Gaga não param de estender sua dominação em massa, valendo-se do poder interativo proporcionado pela internet – primordialmente do YouTube, ferramenta concebida, originalmente, para estimular a produção de vídeos independentes, caseiros e particulares – Moon atira para um caminho oposto. Aposta num retorno da experiência musical à essência. Desnuda os artistas aos quais mira sua câmera, retirando-os de seu contexto habitual, ou seja, os palcos das casas de shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alterando o formato de suas canções, Moon registra takes acústicos ao ar livre. Pode ser em meio ao trânsito caótico de uma grande cidade, ou num vagão lotado de metrô. Pode ser na sala de estar da casa de um amigo, numa praça pública, num parque ou outro descampado qualquer. Tanto faz: o que interessa é encontrar um ambiente inusitado, inexplorado e sujeito a oferecer surpresas e riscos que seriam vetados por qualquer grande produção ou equipe de marketing de uma grande gravadora. Valendo-se da portabilidade da tecnologia digital, resgata o que há de essencial e mais cru no ato de se entoar uma canção: a vontade de encantar o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Uso minha câmera para expandir os limites criativos desses artistas – enfatiza. – Voltar ao básico. Alguém que pega uma guitarra para tentar tocar uma música. Tentar! Acho que a minha experiência como fotógrafo, de sair pelas ruas sozinho, à noite, tirando fotos sem permissão, influenciou bastante a forma como direciono a câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pesquisador insaciável&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De lá para cá, tanto o La Blogothèque como Vincent Moon tornaram-se referência instantânea entre os caçadores de música alternativa, indie ou experimental. Apaixonados em descobrir novos e desconhecidos nomes, Moon é um pesquisador insaciável, que se deixa levar pelo fascínio do desconhecido, o que está escondido no underground e nos subterrâneos. Isso pode parecer estranho a quem acesse o seu site e veja circular vídeos de nomes já estabelecidos, como Wilco, Mogwai, Grizzly Bear, Animal Collective, Phoenix, Yeasayer e Arcade Fire – para quem produziu um documentário, cujo corte final lhe desagradou e o afastou da banda. Mas um olhar atento às datas mostra que Moon captou as imagens antes ou no começo da explosão desses artistas. O documentário dirigido para o Arcade Fire, Miroir noir, é, ao mesmo tempo, um dos melhores momentos de suas peregrinações e uma de suas maiores frustrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O filme saiu, mas não a minha versão, porque houve um problema terrível no meio do processo. O empresário deles me ameaçou uma porção de vezes. Quis me demitir sem pagar por nada do que eu havia feito. Acabou saindo um filme muito estúpido, e eu me neguei a ser creditado por aquilo. Eu tenho aprendido muito trabalhando com essas grandes bandas, e vendo como eles colocam suas decisões mais importantes na mão de pessoas inescrupulosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade da fotografia e da direção do Moon, porém, não deixou de despertar a atenção de nomes fortes do mainstream – caso do R.E.M., que cresceu com os dois pés fincados na música alternativa, e requisitou o jovem diretor para captar as imagens de clipes e documentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não me interesso por filmes sobre música 99% do meu tempo, assim como também não me interesso por filmes em geral, com a exceção de uma coisa ou outra. Acredito que o sucesso desse projeto aconteceu porque o fizemos num momento em que as pessoas precisam se reconectar com a ideia de intimidade, com o intimismo. Precisamos de uma mudança radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Como permanecer pequeno?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como para muitas das bandas alternativas retratadas no La Blogothèque, o maior desafio encarado por Vincent Moon é evoluir, ampliar seu poder de influência, mas sem perder a integridade. No seu caso, isso significa o caráter artesanal de seus takes, o frescor e a intimidade de suas abordagens. Uma carga autoral que se apoia na quebra de dois preceitos: o distanciamento e o jogo de poder e dominação travado entre quem filma e quem é enquadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O grande desafio para muita gente hoje em dia é justamente esse: “Como permanecer pequeno? Como eu posso refutar a ideia de ficar maior?” – acredita o diretor. – Eu não falo aqui em me negar a crescer. Eu quero que o meu trabalho cresça, mas que ele mantenha o processo tão nu e cru quanto é desde o início. Meus filmes foram feitos sem dinheiro algum. E até hoje eu não ganho grana com a maioria deles... Não me interessa ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Música e imagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Defendendo sua tese de entrega à pessoalidade, à ideia de proximidade entre espectador e artista, Moon descarrega sua metralhadora teórico-instintiva contra o modelo de negócios das grandes gravadoras, assim como na qualidade e no formato dos vídeoclipes produzidos atualmente. Confessa que já foi fã dos trabalhos de Gondry, Cunningham e Jonze, mas apenas porque “era fascinado pelos truques de câmera”. Influenciado por fotógrafos como Michael Ackerman e Antoine D'Agata, e filmes como Step across the border, de Werner Penzel e Nicolas Humbert, Moon se aferra à tentativa de construir um diálogo equilibrado entre peças de mesmo peso: música e imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hoje em dia não suporto assistir a nada disso. Eu realmente não entendo porque as pessoas ainda fazem vídeos tradicionais – critica. – Sim, eu sei que faz parte de um antigo modelo de venda de música, mas me sinto completamente distante desse mundo. A sociedade não precisa de vídeos como esses, não mesmo. Eu não assisto a esses filmes, como não vejo os meus. Eu não entendo porque ainda queremos fazer mais imagens. Acho que atingimos a saturação. Mas ninguém nota, e à medida que fazemos mais imagens, em primeiro lugar, não criamos imagem alguma, e, em segundo, devastamos nossa cultura espiritual. Penso em parar todos os dias, mas o processo é tão bonito que eu continuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo às filmagens de bandas alternativas para o Take Away Shows, Moon realiza série musicais retratando cenas e manifestações culturais espalhadas por diversas cidades e países do globo. Recentemente, circulou pela Tanzânia, Nova Zelândia, Japão, Chile e Buenos Aires, mas em seu site oficial (www.vincentmoon.com) e em seu blog pessoal (http://fiumenights.com) constam séries, experimentos e documentários que não são veiculados no Take Away Shows. Andarilho, não fixa o ponto em Paris. De cidade em cidade, joga-se na estrada, em aventuras constantes e vivências que, com o passar dos anos, costumam embotar e restringir suas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tenho viajado pelo mundo, procurando por novos sons. Interesso-me por coisas que eu nunca escutei antes – explica. – Estou há mais de um ano sem casa, com as mesmas mochilas cheias de computadores, câmeras, microfones e algumas roupas. É uma experiência incrível poder experimentar o mundo dessa forma. Fazer filmes é apenas um pretexto para encontrar pessoas e dividir com elas um momento. Eu aprendo tanto vivendo na estrada! Por mais que isso soe banal, é a verdade. Eu construo a minha personalidade como uma tentativa de escape de quem eu sou. Então, todos os dias eu me forço a explorar novas sensações, filmar em novas situações. O único problema é que desse jeito a minha memória se desenvolve de um jeito muito parcial. Acho que é por isso que eu não paro de filmar... Filmo para recordar. É o principal motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alguns clássicos do Take Away Shows&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Arcade Fire, 2007:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9963936&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9963936&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeasayer, 2008:&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3352206&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3352206&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fleet Foxes:&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2143576&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2143576&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E muito mais aqui:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vincentmoon.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.vincentmoon.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/temporaryareas"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://vimeo.com/temporaryareas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogotheque.net/-Concerts-a-emporter-?lang=en"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.blogotheque.net/-Concerts-a-emporter-?lang=en&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.temporaryareas.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.temporaryareas.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fiumenights.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://fiumenights.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-6648366968832508903?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/6648366968832508903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=6648366968832508903&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6648366968832508903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6648366968832508903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/vincent-moon-take-away-shows-musica.html' title='Vincent Moon, The Take Away Shows - Música para os olhos'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_5i01ZgHzI/AAAAAAAAA9k/SLSpkb27E3I/s72-c/Vincent+Moon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3659361097297207970</id><published>2010-05-26T18:52:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T18:59:51.677-07:00</updated><title type='text'>Hole, Placebo, Goldfrapp, N*Grandjean e Julieta Venegas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hole - &lt;em&gt;Skinny little bitch&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hqPw0fPFnGo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hqPw0fPFnGo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hole - &lt;em&gt;Nobody’s daughter&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;Ao anunciar &lt;em&gt;Nobody’s daughter&lt;/em&gt; como o seu melhor trabalho, Courtney Love não só esquece a melhor parte de sua não muito extensa e significativa obra como compositora, como mente de forma deslavada – bem do seu feitio. O novo disco espelha uma caricatura canhestra da sonoridade cunhada nos anos 90. Os vocais gritados rangem fortes como antes, mas ventilam banalidades por melodias pouco inspiradas, algumas delas criadas em parceria com Billy Corgan, que também não atravessa a melhor de suas fases. Aí em cima ela ainda dá conta do recado, mesmo cercada por uma banda bem mais ou menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Placebo e Pixies - &lt;em&gt;Where is my mind&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wj1q18fiCi4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wj1q18fiCi4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Placebo - &lt;em&gt;Covers&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;Lançado em 2003 como um álbum bônus, &lt;em&gt;Covers&lt;/em&gt; joga luz em versões que prestam tributo a clássicos dos Pixies, The Smiths, Serge Gainsbourg, Depeche Mode, entre outras referências musicais do trio. Lançadas como singles ou lados-b, e gravadas em sessões espaçadas por anos, as peças aparentemente desconexas revelam os apelos melódicos que guiam a carga autoral da banda. Destaque para &lt;em&gt;Where is my mind&lt;/em&gt;, gravada ao vivo – e uma das maiores canções dos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goldfrapp - &lt;em&gt;Alive&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tSdZAkA4VpA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tSdZAkA4VpA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Goldfrapp - &lt;em&gt;Head first&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;Catapultado após o lançamento de &lt;em&gt;Supernature&lt;/em&gt; (2005), o Goldfrapp conduz um revival da sonoridade pop oitentista neste quinto álbum. Orientado para as pistas de danças, apoia-se na diversidade de texturas conduzidas pelos sintetizadores de Will Gregory para criar faixas de apelo instantâneo, que bebem de referências como Roxy Music e ABBA. Mais urgentes que nunca, navegam por letras e arranjos que beiram a fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;N*Grandjean&lt;/span&gt; - &lt;em&gt;Heroes and saints&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kUmC_MBWpmQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kUmC_MBWpmQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;N*Grandjean - &lt;em&gt;Carrying stars&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;Alinhado entre o folk, o pop e o indie rock, o dinamarquês Nikolaj Grandjean passeia pelo terreno cruzado por nomes como Damien Rice, tanto musicalmente como por sua figuração em trilhas globais. Adornadas por arranjos minimalistas, que valorizam sua voz suave, as melodias arredondadas do autor se encadeiam em bom fluxo, fazendo de &lt;em&gt;Carrying stars&lt;/em&gt; uma surpresa agradável, apesar de certa previsibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julieta Venegas - &lt;em&gt;Otra cosa&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;Guiada por arranjos de feições eminentemente acústicas, tratados com piano, cordas e violões, assim como outras em que guitarras e beats eletrônicos dialogam, a mexicana Julieta Venegas assina um trabalho bem amarrado conceitualmente, mas que patina em algumas melodias insossas. Salvo exceções, como &lt;em&gt;Revolución&lt;/em&gt;, carece de uma carga autoral mais pungente. Dona de boa voz, é pena que passeie por terrenos sonoros tão seguros. Ouça &lt;em&gt;Revolución&lt;/em&gt; aqui: http://www.youtube.com/watch?v=y3S9HryMlAI&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3659361097297207970?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3659361097297207970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3659361097297207970&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3659361097297207970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3659361097297207970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/hole-placebo-goldfrapp-ngrandjean-e.html' title='Hole, Placebo, Goldfrapp, N*Grandjean e Julieta Venegas'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-6362799382038543158</id><published>2010-05-26T18:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T18:06:34.393-07:00</updated><title type='text'>Stone Temple Pilots - Dever de casa feito, nada mais...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_3FGGTth5I/AAAAAAAAA9c/GvEPPjUdW0Q/s1600/STONE_TEMPLE_PILOTS_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475749430515566482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_3FGGTth5I/AAAAAAAAA9c/GvEPPjUdW0Q/s400/STONE_TEMPLE_PILOTS_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;A mais versátil e camaleônica das bandas surgidas no rastro da explosão grunge – na Seattle dos anos 90 – volta à cena com um trabalho que não supera nenhum de seus cinco álbuns precedentes. Apesar da ressalva, &lt;em&gt;Between the lines&lt;/em&gt; não deixa de reservar boas surpresas: os vocais granulados de Scott Weiland soam mais à frente na mixagem – um pouco menos comprimidos e escondidos por trás das guitarras distorcidas de Dean De Leo – enquanto seus versos navegam por esferas mais amplas que as temáticas referentes à luta contra o vício das drogas, suas conturbadas relações amorosas com modelos sanguessugas, sua família desestruturada e à onipresente carga autodestrutiva cravada em todas as suas criações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado por Bob Dylan e Leonard Cohen, arrisca-se em contar histórias e não apenas baseadas em suas obsessões, seu narcisismo exacerbado, confessional e autorreferente. Se a intenção é boa, algumas das faixas carecem justamente do apelo visceral, tripas abertas, inconsequente e alucinado que consagrou seu estilo dentro e fora dos palcos. Afastado do STP desde 2003, Weiland passou os últimos anos à frente do Velvet Revolver, por onde gravou dois álbuns – o ótimo &lt;em&gt;Contraband&lt;/em&gt; o mediano &lt;em&gt;Libertad&lt;/em&gt;. Este último, escrito sob a carga pesada da morte do irmão, por overdose, fez com que Weiland se deixasse levar novamente pela espiral decadente do consumo de drogas. Expulso da banda por Slash e Duff Mckagan, gravou seu segundo disco solo, &lt;em&gt;“Happy” in Galoshes&lt;/em&gt; até que uma ação movida pela Warner o lembrou de que devia à gravadora um novo disco com sua banda original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente ao lado de Eric Kratz (bateria), e os irmãos Robert e Dean De Leo – responsáveis por baixo e guitarra, além de todas as composições – reuniu-se apenas virtualmente com os antigos parceiros para registrar estas 12 novas faixas. Gravadas em estúdios separados – Weiland escreveu letras e criou suas linhas melódicas sozinho – as novas canções navegam por estilos diversos, mas em nenhum momento a variedade de gêneros e dinâmicas responde por criações ousadas, imersões psicodélicas e certeiras no universo mais pop, o que sempre emprestou ao grupo um colorido e um frescor que nenhuma das bandas grunge alcançou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Between the lines&lt;/em&gt; flerta com o country, com o folk, com o rock britânico e, sim, com o pop radiofônico, mas sempre impregnado por riffs distorcidos, baixos pulsantes e baterias secas, sem grandes concessões.Configura-se um STP essencialmente rock, mais linear, menos esquizofrênico e, talvez por isso, mais careta e cansativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musicalmente, propõe um retorno às raízes, mas não apenas àquelas que sintetizaram o grunge como a junção da urgência punk e o peso do metal. Riffs à Led Zeppelin, dinâmicas melódicas e vocais que remetem ao Aerosmith, entre outras referências sugerem um mergulho no hard rock que invadiu os EUA nos anos 70. Apesar da inevitável tintura Beatles em alguns trechos, o quarteto deixa de lado um de seus maiores trunfos: a sensibilidade aguçada de Weiland para criar baladas e refrões açucarados, como os assinalados em clássicos como &lt;em&gt;Sour girl&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Lady picture show&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Creep&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Plush&lt;/em&gt;. Do balaio, o destaque fica por conta da faixa-título, a entorpecida e inflamável &lt;em&gt;Between the lines&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja &lt;em&gt;Between the lines&lt;/em&gt; ao vivo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1eHNHGAw0Ec&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1eHNHGAw0Ec&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/stonetemplepilots"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/stonetemplepilots&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-6362799382038543158?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/6362799382038543158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=6362799382038543158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6362799382038543158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6362799382038543158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/stone-temple-pilots-dever-de-casa-feito.html' title='Stone Temple Pilots - Dever de casa feito, nada mais...'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_3FGGTth5I/AAAAAAAAA9c/GvEPPjUdW0Q/s72-c/STONE_TEMPLE_PILOTS_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8606639120738425253</id><published>2010-05-20T05:32:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T05:45:27.849-07:00</updated><title type='text'>Ben Harper &amp; Relentless7 - Deslubrado com a potência do rock, deixa de lado a sutileza do soul</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_UuN8UbYyI/AAAAAAAAA9U/V5NlfK_2ehc/s1600/ben-harper-590x393.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473331739203691298" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_UuN8UbYyI/AAAAAAAAA9U/V5NlfK_2ehc/s400/ben-harper-590x393.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nem sempre as mudanças estéticas concebidas por um artista agradam aos fãs. O que geralmente ocorre quando a ruptura com o padrão sonoro estabelecido passa a navegar em frequências e gêneros tão distantes quanto, por exemplo, o funk carioca está da tradição musical nipônica. O caso de Ben Harper não espelha a hipótese. Guitarrista fincado nas raízes do blues e cantor atrelado aos maneirismos vocais dos soulmen, Harper criou um repertório cuja tinta roqueira esteve sempre ao redor, mas nunca em primeiro plano. Isso até que o músico prestasse atenção à fita demo entregue por um guitarrista texano chamado Jason Mozersky alguns anos atrás. Impressionado, Harper se juntou a Mozersky e seus companheiros de banda, o baixista Jesse Ingalls e o baterista Jordan Richardson para formar o Relentless7, power trio que o acompanhou no álbum &lt;em&gt;White lies for dark times&lt;/em&gt; (2009) e que lança as bases musicais deste DVD gravado ao vivo no Montreal International Jazz Festival. A direção afunilada ao rock, porém, não responde pelo melhor momento de sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O registro peca pela excessiva carga de distorção e agudos arremessados pela guitarra de Mozersky. A estridência, fluidez precária e a pouca criatividade de seus solos fartam os tímpanos em poucos minutos. Harper, que impulsiona sua steel guitar apoiada sobre o colo com maestria, chega a lançar olhares para o parceiro de palco quando este exagera, mas, logo depois, volta a fazer graça, mostrando ao público que o arsenal de notas escandalosas expulsas pelo guitarrista faz parte de sua nova fase. O trio que cerca Harper abusa da força e carece de sutileza, respeito à evolução de dinâmicas, ou, numa palavra, &lt;em&gt;feeling&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baterista Jordan Richardson espanca seu kit como se não houvesse amanhã. Impressiona pela agilidade, apesar dos quilos a mais ostentados. Mas também a ele falta algo de essencial. O baixista Jesse Ingalls oscila entre lampejos de brilhantismo e outros em que suas linhas de baixo parecem desconectadas da levada rítmica. A análise dos músicos que o rodeiam é inevitável. Desde 1997, Harper era acompanhando por um combo de dar inveja. Formado por Oliver Charles (bateria), Leon Mobley (percussão), Michael Ward (guitarra), Jason Yates (teclado) e o “monstro” Juan Nelson (baixo), sua ex-banda de apoio, The Innocent Criminals era responsável pelo baile ou banho de musicalidade negra oferecido nas apresentações ao vivo do músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harper, que esteve no Brasil por três vezes, fez da sua última apresentação no Citibank Hall uma aula de sensibilidade e um tributo às mais diversas vertentes da música black. Neste registro em Montreal deixa claro o quanto a restrição a um repertório calcado no blues rock reduz o seu potencial criativo e o magnetismo de sua performance. O DVD se concentra no único álbum lançado com o Relentless7 e ignora todos os hits acumulados ao de oito discos lançados, como &lt;em&gt;With my own two hands&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Diamonds on the inside&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Waiting for you&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, Harper havia lançado o surpreendente &lt;em&gt;Both sides of the gun&lt;/em&gt;, álbum duplo focado num repertório soul e rock, como num cruzamento entre Otis Redding e Rolling Stones da era &lt;em&gt;Beggars banquet&lt;/em&gt;. O álbum seguinte, &lt;em&gt;Lifeline&lt;/em&gt;, evidenciava certo desgaste em sua linhagem musical. Era preciso renovar. A tentativa com o Relentless7 originou um álbum de sonoridade genérica. E desemboca agora numa apresentação quente, mas que não se iguala a outros registros ao vivo do músico. Mais do que sua magnificência instrumental ou versatilidade captada dentro do estúdio, a música do americano sempre foi melhor apreendida ao vivo. Não à toa, este é o quarto registro do tipo. A expressividade corporal, as sutilezas da interpretação e seu carisma sempre saltaram aos olhos frente à plateia, mas são justamente estas qualidades que faltam neste lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Live from Montreal - &lt;em&gt;Why Must You Always Dress in Black&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;Red House&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9PXke7vF2Uc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9PXke7vF2Uc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/benharper"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/benharper&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/benharper"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.youtube.com/user/benharper&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8606639120738425253?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8606639120738425253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8606639120738425253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8606639120738425253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8606639120738425253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/ben-harper-relentless7-deslubrado-com.html' title='Ben Harper &amp; Relentless7 - Deslubrado com a potência do rock, deixa de lado a sutileza do soul'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_UuN8UbYyI/AAAAAAAAA9U/V5NlfK_2ehc/s72-c/ben-harper-590x393.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2074931615629334288</id><published>2010-05-18T12:35:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T09:44:58.215-07:00</updated><title type='text'>Rodrigo Maranhão - Passageiro entre o mar e a mata</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_Luc_2IrEI/AAAAAAAAA9M/ORjsSLU5Z_U/s1600/holga_provia_rodrigo5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 396px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472698679150816322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_Luc_2IrEI/AAAAAAAAA9M/ORjsSLU5Z_U/s400/holga_provia_rodrigo5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Dizem que é bicho do mato, que se isola na toca para tocar e curtir o silêncio. E nada disso é muito distante da realidade. Longe do caos urbano, Rodrigo Maranhão mora com a mulher e seus dois filhos numa casa isolada, no bairro do Itanhangá, e faz da quietude florestal que cerca o lugar o adorno maior de suas canções. Entre a força do mar e a exuberância das matas, o cantor e compositor passeia com desenvoltura pelo manancial da música popular brasileira. Não à toa, seu novo trabalho leva o título de &lt;em&gt;Passageiro&lt;/em&gt;: “Abro novos caminhos e possibilidades e me sinto um passageiro mesmo, como todos nós”, compara o músico. Nascido e criado entre o caos de Copacabana (“no meio daquela malandragem da Sá Ferreira”) e a calmaria da serra (“todo ano eu passava uns quatro meses por lá”), Maranhão parece ter optado pela serenidade como estilo de vida e pela quietude como concepção artística ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Moro aqui na roça, saio pouco de casa e alimento essa lenda de que moro na floresta, o que não é mentira – diverte-se o compositor, lançado por vozes femininas como as de Maria Rita, Zélia Duncan e Roberta Sá. – Minha casa é cercada por árvores, fico ouvindo o canto dos passarinhos, tranquilo. Saí da Zona Sul e fiz uma casa no terreno que era do meu avô. Acho que tudo isso interfere na criação, porque me considero uma espécie de cronista, mesmo que seja meio psicodélico ou um cronista da alma... Falo do que eu vivo. E estou curtindo muito estar em casa, os meus filhos, viver da forma mais simples possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que leva a crer canções como &lt;em&gt;Valsa lisérgica&lt;/em&gt; e os versos de &lt;em&gt;Camaleão&lt;/em&gt;: “posso dominar o mundo, eu não” e “eu só que o meu lugar, aqui”.  Após o lançamento de &lt;em&gt;Bordado&lt;/em&gt; (2007) – celebrada estreia solo, carregada de tintura ocre e sonoridade agreste – ele agora cruza marés e se permite navegar por correntes diversas. Descobre fontes, nascentes e desemboca numa musicalidade que presta tributo – mesmo que inconscientemente – a mestres como Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, João Gilberto, Tom Jobim, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É uma bênção ser músico no Brasil e partir de um nível tão evoluído. As influências de Gonzaga, Caymmi, Tom, entre vários outros estão entranhadas – constata o fundador do grupo Bangalafumenga. – Eu percebo essas marcas depois que as canções ficam prontas. Fiz &lt;em&gt;Camaleão&lt;/em&gt; e quando terminei vi que Caetano poderia ter feito. &lt;em&gt;Samba quadrado&lt;/em&gt; tem a cara do Chico, &lt;em&gt;Samba pra vadiar&lt;/em&gt; é o Caymmi carioca, assim como &lt;em&gt;Um samba pra ela&lt;/em&gt; é Velha Guarda da Portela. Mas é claro que eles fariam muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem data definida para o show de lançamento no Rio, Maranhão já planeja viagem ao exterior. Neto de português, sonha voltar ao país. E não é à toa a participação do fadista António Zambujo em Quase um fado. Depois de conhecer as canções do músico quando percorria de carro a estrada que liga Lisboa ao Porto, Maranhão encontrou-se com Zambujo após um show numa de suas três estadas na terrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Carrego uma carga lusitana muito forte. Desde pequeno ouvia as histórias do meu avô, que sempre se emocionava ao falar de Portugal, sobre as travessias marítimas... – recorda. – Ficava imaginando visitar o país com ele um dia, o que infelizmente não foi possível. Então, foi um presente duplo ter conseguido apresentar o meu disco lá e depois ter conhecido o Zambujo. Fomos jantar na casa de uns amigos, tomamos vinho e numa hora eu peguei o violão, comecei a mostrar umas canções, e acho que ele gostou. Acabou gravando duas, e o convidei para participar do meu disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Passageiro&lt;/em&gt; não há atropelo de notas, choque de instrumentos ou acidentes de trânsito. Tudo segue um fluxo próprio sem interferir no caminho alheio. Mas isso não impede que se diga que o maior trunfo do álbum é justamente a conversa entre os instrumentos. Em torno das 12 faixas, cada um deles parece aguardar a vez para sentar-se ao redor do violão dedilhado por Maranhão. O instrumento define a base das sinuosas assinaturas do músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Às vezes você abre uma música com mais de 30 instrumentos e não consegue ouvir nada. Quando você coloca uns quatro para conversar e eles se entendem bem, é o ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa entre os instrumentos é fundamental nesse disco. Combinando sofisticação e crueza, Maranhão cerca-se da percussividade ancestral da música afro-brasileira assim como pelos sofisticados arranjos de cordas desenhados por Leandro Braga. De sonoridade cristalina, Passageiro facilita a absorção de cada contorno melódico. Minimalista, Maranhão atua como um artesão cuja matéria-prima é a mais básica possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acredito na filosofia de que menos é mais em muitos momentos da música. Tudo parte do violão, e quem consegue falar com ele entra na história. Ao optar por arranjos enxutos, valoriza o talento de instrumentistas que “são realmente um dream team”, elogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O orgulho responde pela percussão de Marcos Suzano, Marçal e Pretinho da Serrinha, pelos sopros de Zé da Velha, Andrea Ernest Dias e Zé Nogueira (produtor do álbum), as cordas arranjadas por Leandro Braga, além de outros craques como Marcelo Caldi, Ricardo Silveira e Siba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Depois que um cara como o Marçal coloca a percussão você tem pouca coisa a acrescentar – enaltece Maranhão. – Toco violão, cavaquinho e percussão, são instrumentos muito íntimos e que já haviam aparecido em primeiro plano em Bordado. Quando me propus a trabalhar com o Zé Nogueira me abri às novidades que ele trouxe. Queria oxigenar, porque o primeiro é centrado no meu universo, atrelado ao Bangalafumenga. Quis separar as coisas. Na música você não precisa ter essa fidelidade, e eu queria trabalhar com alguns dos meus ídolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Samba pra vadiar:&lt;br /&gt;&lt;object width="100%" height="81"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Frodrigo-maranhao-samba-pra-vadiar"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Frodrigo-maranhao-samba-pra-vadiar" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;a href="http://soundcloud.com/luizfelipereis/rodrigo-maranhao-samba-pra-vadiar"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rodrigo Maranhão - Samba pra vadiar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; by &lt;/span&gt;&lt;a href="http://soundcloud.com/luizfelipereis"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;luizfelipereis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2074931615629334288?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2074931615629334288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2074931615629334288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2074931615629334288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2074931615629334288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/rodrigo-maranhao-passageiro-entre-o-mar.html' title='Rodrigo Maranhão - Passageiro entre o mar e a mata'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S_Luc_2IrEI/AAAAAAAAA9M/ORjsSLU5Z_U/s72-c/holga_provia_rodrigo5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3847840837668735547</id><published>2010-05-08T11:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T19:46:12.366-07:00</updated><title type='text'>Lissie empresta fôlego renovado à música folk, country e gospel</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S-WtfrGOxKI/AAAAAAAAA9E/X7iiGiK9wqM/s1600/Lissie_new6.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468968082167743650" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S-WtfrGOxKI/AAAAAAAAA9E/X7iiGiK9wqM/s400/Lissie_new6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Empunhando uma inseparável Fender Telecaster como escudo, aos 26 anos Elizabeth Maurus mergulha fundo nas raízes musicais da América e volta à tona para emprestar fôlego renovado à música folk, country e gospel. Melodista aguçada, e dona de timbre ao mesmo tempo áspero e cristalino, extrai peças harmônicas que já fazem a cabeça de gente graúda do mercado fonográfico assim como de músicos destacados do cenário alternativo americano. De apelo pop instantâneo, mas nada superficial em seus versos, leva uma vida tranquila na fazenda de Ojai, no interior da Califórnia. E é de lá que acaba de soltar o EP &lt;em&gt;Why you running&lt;/em&gt; e se prepara para lançar em junho seu álbum de estreia, &lt;em&gt;Catching a tiger&lt;/em&gt; (Sony), coproduzido por Jacquire King (Kings of Leon) e pelo líder da Band of Horses, Bill Reynolds.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Gosto das coisas simples da vida. Acabei de voltar de bicicleta do mercado dos fazendeiros aqui perto... Comprei um monte de frutas e verduras. Estou tentando ser saudável essa semana e me afastar dos cheeseburguers. As coisas voltam a ficar malucas daqui a poucos dias. Tenho que aproveitar – brinca a cantora, que embarca no dia 14 para uma turnê europeia. – O disco está saindo e estou vivendo essa espera. Me preparando, promovendo e começando a fazer os primeiros shows. Então, quando não estou ocupada, aproveito para descansar, ficar em casa, cozinhar, sentar no gramado sob o sol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida em Rock Island, Illinois, às margens do caudaloso Mississipi, Lissie parece ter sido teletransportada de uma comunidade hippie californiana dos anos 60. Dona de longos e desgrenhados cabelos louros, que emolduram sua pele sardenta, se veste com roupas puídas e desbotadas de uma típica colegial do interior. O ar de timidez e certa ingenuidade protege um diamante em fase de lapidação. Movida por ícones folk como Johnny Cash, Stevie Nicks &amp;amp; Chrissie Hynde e comparada a nomes como Cat Power, Feist e Sheryl Crow, não dá muita importância às tentativas de definir seu estilo. Diz que, como muitos adolescentes da sua geração, cresceu “escutando gangsta rap e uma porção de outras coisas” que igualmente serviram como influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cresci ouvindo musicais, os standards, folk, blues e rock classic, mas sempre mudando, abrindo espaço para outras coisas. Ano passado mergulhei nos discos de Bobbie Gentry e Fleetwood Mac – conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência aberta e atenta a diversas vertentes da música pop se revela no canal de YouTube da moça. Lá, se destacam versões brilhantes para canções de Lady Gaga (Bad romance) e Metallica (Nothing else matters), ícones do pop e do metal um tanto quanto afastados do arquétipo bluesy que molda suas canções. De fato, a versatilidade é um dos grandes trunfos da artista, mas foi justamente por sua multifacetada personalidade que ela teve de mergulhar fundo até encontrar o tratamento estilístico adequado às suas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Passei algum tempo tentando descobrir um caminho para este trabalho solo, fazer com que ele tivesse um estilo. Depois que montei a minha banda no ano passado tudo ficou mais claro – explica a cantora. – Toquei sozinha em bares e na noite por muito tempo e queria que o disco tivesse mais força ao mesmo tempo que fosse versátil. Tive muita sorte de poder contar com músicos incríveis e de ter autonomia para dizer o que eu gostava ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tintas confessionais Gravado entre Holywood, Nashville, Carolina do Norte e algumas sessões caseiras em Ojai, Catching a tiger mescla canções embaladas por arranjos orgânicos, captadas nas primeiras gravações comandadas por Bill Reynolds, assim como faixas mais condicionadas aos padrões radiofônicos, assinadas por Jacquire. A liberdade em poder trabalhar com dois produtores é destacada pela cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acho que o Bill vai se tornar em pouco tempo um daqueles produtores lendários, que ficam marcados na história – aposta Lissie. – Tive sorte em poder contar com músicos incríveis e de ter Jacquire por perto. Ele é um super profissional. Confiei totalmente nele nele para encontrar o que eu precisava, mesmo sem saber muito bem como controlar e planejar as coisas dentro do estúdio. Apenas entrava lá e torcia pelo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construído como uma tentativa de se recuperar de um relacionamento amoroso frustrado e em meio a angústia de descobrir seu lugar no mundo, o disco apresenta uma compositora confessional, de veias quentes e abertas para o amor e conflitos internos que rangem a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estava tentando me recuperar... Componho instintivamente, apenas quando eu sinto que devo. Já tentei escrever e me guiar por determinados assuntos, mas entendi que as minhas melhores letras surgem quando estou realmente sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bad Romance (Lady Gaga):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MWe07krS8_E&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MWe07krS8_E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When I'm alone:&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yRlXausKdiQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yRlXausKdiQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3847840837668735547?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3847840837668735547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3847840837668735547&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3847840837668735547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3847840837668735547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/lissie.html' title='Lissie empresta fôlego renovado à música folk, country e gospel'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S-WtfrGOxKI/AAAAAAAAA9E/X7iiGiK9wqM/s72-c/Lissie_new6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-5098920324018908764</id><published>2010-05-07T05:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T05:52:37.679-07:00</updated><title type='text'>Usher - Talento moldado sobre clichês</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S-QMGF77y9I/AAAAAAAAA88/_Yd4IxspTpE/s1600/usher2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468509146346933202" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S-QMGF77y9I/AAAAAAAAA88/_Yd4IxspTpE/s400/usher2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Aos 32 anos, Usher Raymond IV é apontado como o mais bem-sucedido artista do r&amp;amp;b americano dos anos 2000. Pelo menos é o que dizem os números – o bastião referencial a guiar a cultura pop contemporânea. Com mais de 50 milhões de discos vendidos e cinco estatuetas Grammy na bancada de casa, esse americano de Dallas, Texas, se apóia em quatro elementos básicos para atingir os quatro cantos do planeta em larga escala: sexo, amor, trapaças e drama – sempre envolvendo mulheres, é claro. E é assim que ele segue em seu sétimo lançamento, &lt;em&gt;Raymond vs. Raymond&lt;/em&gt;: revisando clichês e disparando rumo ao topo. É o terceiro trabalho consecutivo a aportar no primeiro lugar das paradas da Billboard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seria a compreensão arguta e a utilização despudorada deste quarteto fantástico de tópicos que o diferencia dos demais representantes da música popular americana? Talvez. Usher não tem a voz, a dança, a beleza, o carisma, o comportamento e as ideias ousadas ou impactantes de ícones da sua geração, como Jay-Z, Kanye West, Justin Timberlake, Beyoncé, Alicia Keys e Black Eyed Peas. Mas não é por isso que ele deixa de ser absoluto quando o quesito em questão é o que importa para a debilitada indústria fonográfica: vendas. E se, definitivamente, não é um artista que se destaca pela proeza de um talento específico, é um expert em absorver referências e age como um potente catalisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por esse caminho que se verifica que, artisticamente, este novo álbum oferece muito pouco ao ouvinte. Usher escreve, acompanhado de uma penca de produtores, compositores, hitmakers e tastemakers – todos com o devido crédito no encarte – mais uma leva de canções que soam como um apanhado genérico do que se produziu na música pop americana nos últimos anos. Sua preocupação em enfileirar hits com beats certeiros para pistas e melodias chiclete para as rádios o impossibilita de criar, e o condiciona a função de emulador; um retransmissor de padrões estéticos e sonoros testados ad nauseam por marketeiros, empresários e produtores do showbiz americano. De braços trançados com o mercado e de olhos e ouvidos atentos, Usher conta com a participação de gente como Will.I.Am, Ludacris, T.I. e a revelação Nicki Minaj para esta saga mercadológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado do líder do Black Eyed Peas, entoa &lt;em&gt;OMG&lt;/em&gt;, o maior hit do novo trabalho. Entre arranjos vocais que imitam os coros de torcida de futebol, palmas e batidas pesadas, versa sobre seu tema principal, as mulheres: “Eu me apaixonei por ela quando eu a vi na pista de dança... Nunca uma dama havia me acertado à primeira vista. Foi algo especial, foi como uma dinamite”. Já com o auxílio de Ludacris, Usher não entende porque a musa de seus sonhos mantém certa distância e frieza: “Ela não sabe que está me fazendo desejá-la?”, indaga. E mais à frente dispara: “Ela sabe o que eu sei, mas ela mantém sua boca fechada. Ela é muito sexual, e sabe disso. Ela não sabe que está me matando por dentro por eu desejar o seu corpo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividido entre faixas para dançar – a (boa) primeira metade do disco – e outras para chorar – da segunda metade em diante – trata-se de um desafio cansativo manter-se atento ao longo de 58 minutos de um jogo desesperado por aceitação estimulado por clichês milimetricamente estudados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;OMG&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uhLhdKGINzU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uhLhdKGINzU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-5098920324018908764?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/5098920324018908764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=5098920324018908764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5098920324018908764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5098920324018908764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/usher-talento-moldado-sobre-cliches.html' title='Usher - Talento moldado sobre clichês'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S-QMGF77y9I/AAAAAAAAA88/_Yd4IxspTpE/s72-c/usher2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8660883971541405143</id><published>2010-05-03T08:02:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T18:48:36.636-07:00</updated><title type='text'>Chapel Club - Tons soturnos: rock noir</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S97mSqOvDpI/AAAAAAAAA8s/f3NW29mMsmA/s1600/Chapel+Club+3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467060205922487954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S97mSqOvDpI/AAAAAAAAA8s/f3NW29mMsmA/s400/Chapel+Club+3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Foi como o George Clooney em Onze homens e um segredo... Mike nos juntou e decidiu que deveríamos fazer alguma coisa, talvez montar uma banda – lembra o vocalista do Chapel Club Lewis Boman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o fim de 2008, Michael Hibbert (guitarra), Liam Arklie (baixo), Alex Parry (guitarra), Rich Mitchell (bateria) e Boman (voz) eram apenas amigos que se encontravam eventualmente nos mesmos bares e festas londrinas, até que as inevitáveis afinidades musicais construíram o elo que levou o poeta, escritor de contos e agora vocalista a se aventurar em sua primeira investida musical. Boman nunca havia tido um banda, escrito canções e muito menos testado seus dotes em cima do palco. Primeiro passo: perder o medo da plateia. Segundo: rumar ao topo até o fim de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Lembro que Mike tocou algumas linhas de guitarra e mergulhei naquelas ideias, porque realmente soavam especiais. Começamos a ensaiar num porão minúsculo em Londres – recorda. – No primeiro ano nos focamos em escrever canções e aprendendo a tocar juntos, como uma banda. Tive que aprender a cantar na frente das pessoas pela primeira vez. Então, realmente é uma surpresa que os nossos primeiros shows tenham chamado tanta atenção. É um pouco ridículo até... Lembro que achava tudo muito estranho, mas é engraçado encontrar formas diferentes para se fazer uma mesma coisa. Hoje eu acho até interessante, porque realmente não sou um frontman tão óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos desde ó começo de 2009, em poucos meses o quinteto passou a ser apontado pela imprensa como uma das mais promissoras do cenário inglês. A engrenagem audiovisual da rede BBC, o apelo instantâneo do semanário NME e a penetração massiva da revista independente The Fly incensaram o grupo até que a Universal se prontificou a apresentar um contrato. Confiante na potência da visceral O maybe I, primeiro single lançado pelo grupo, o Chapel Club inicia a primeira turnê como banda principal, percorrendo datas europeias até o fim de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Até agora gravamos apenas algumas canções e o nosso single, com o Claudius Mittendorfer, em Nova York. Começamos a trabalhar no álbum em março, e devemos lançá-lo até o fim do ano – planeja. – O que tenho certeza é que vai ser algo estrondoso, limpo e melódico... E espero que possa ser o mais diverso possível em intenções e efeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num balaio de mais de 20 faixas, os músicos pinçaram as 10 melhores para o repertório. Leitor voraz e ávido por poesias, Boman é o autor das letras sentimentais que versam sobre paixões, perdas, crescimento e fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Boa parte das letras foi retirada de poemas meus. Alguns são muito antigos, outros bem recentes. Uns são absolutamente pessoais, enquanto outros mais universais – explica o compositor. – Eu não tive muito tempo nem chance de planejar ou definir os temas. Geralmente reajo em relação à música, tento expressar o que aquela sonoridade sugere. Parece que Deus continua editando as coisas por aí, apesar de eu não ser muito religioso... Pelo menos eu acho que não sou... Sei lá, está cada vez mais difícil julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas canções disparadas no Myspace do grupo, a autodepreciação irônica e o humor negro tipicamente inglês se misturam a uma atmosfera melancólica e noir impulsionada pelas duas guitarras que comandam a banda. Ecoando uma mistura entre a sonoridade alternativa americana (Pixies e Sonic Youth) e o pop rock inglês dos anos 80 (The Smiths, Joy Division e New Order), o Chapel Club busca oferecer mais do que uma releitura do pós-punk, terreno atravessado com assiduidade por nomes como Interpol, The Editors e White Lies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Londres é completamente obcecada por modas e tendências, e assim que montamos a banda queríamos que a nossa música existisse de forma separada de toda essa celebração. Algo que pudesse realmente durar, que valesse à pena. Passamos um bom tempo nos sentindo absolutamente isolados do que acontece na cidade, pensando se alguém iria gostar de algumas das nossas músicas. Não tínhamos nenhuma certeza de que haveria algum espaço para nós. Acho que estamos abrindo aos poucos esse caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/chapelclub"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/chapelclub&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8660883971541405143?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8660883971541405143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8660883971541405143&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8660883971541405143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8660883971541405143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/05/chapel-club-tons-soturnos-rock-noir.html' title='Chapel Club - Tons soturnos: rock noir'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S97mSqOvDpI/AAAAAAAAA8s/f3NW29mMsmA/s72-c/Chapel+Club+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8364918349965328865</id><published>2010-04-30T11:13:00.001-07:00</published><updated>2010-04-30T11:16:40.348-07:00</updated><title type='text'>Nouvelle Vague - O disfarce bossa nova do punk</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9sd9hlijjI/AAAAAAAAA8k/ZMB0zL8rLAY/s1600/nouvelle+vague_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465995515569278514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9sd9hlijjI/AAAAAAAAA8k/ZMB0zL8rLAY/s400/nouvelle+vague_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;A fórmula é infalível: “Meninas bonitas cantando sensualmente um repertório em que não dá para colocar defeito, ainda mais com uma roupagem delicada, com arranjos doces e melódicos”, define Karina Zeviani. Aos 34 anos, ela não é nenhuma menina, mas é uma dessas mulheres bonitas que interpreta, em clima de bossa nova, os maiores clássicos do punk e do pós-punk com voz lasciva e sussurrante. Sobre o palco do Circo Voador, nesta sexta-feira, à frente do Nouvelle Vague, esta paulista de Jaboticabal não é bem a garota de Ipanema que o músico, produtor e idealizador do grupo francês Marc Collin imaginava: “Sou a primeira brasileira... E a ideia inicial era justamente ter brasileiras nos vocais”, explica a moça, que teve seu primeiro contato com Collin “há uns quatro anos, no camarim de um show que dividimos em Nova York”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos após o primeiro contato e a promessa de colaboração oferecida por Collin, Karina aporta no terceiro álbum do grupo, &lt;em&gt;NV3&lt;/em&gt;, e desde o ano passado assume um dos concorridos postos de vocalista de turnê – enquanto os álbuns são recheados com oito vozes femininas, o formato ao vivo conta com duas intérpretes. Antes de Karina, uma penca de meninas já desfilou à frente de Collin e seu fiel escudeiro Olivier Libaux; entre elas Camille e Melanie Pain, que fizeram de sua passagem uma plataforma de lançamento para álbuns solo. A ideia não é nada distante do que Karina planeja. Radicada em Nova York desde 2002, a ex-modelo vive dividida entre múltiplas conexões aéreas para dar conta de conciliar as agendas do Nouvelle e do Thievery Corporation, em que roda o mundo há cinco anos. Entre Paris, Nova York e São Francisco, “realmente não sei onde eu moro, tenho algumas bases...”, ela usa o ínfimo tempo livre para burilar os detalhes finais de seu primeiro voo solo, produzido por Collin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Outro dia me perguntaram se eu me incomodava em ser uma cantora de aluguel... Achei engraçado, porque para quem começou tocando para 100 pessoas no Nublu em Nova York poder cantar para 80 mil pessoas, como já aconteceu com o Thievery, e viajar o mundo todo com o Nouvelle é uma oportunidade gigante – conta Karina. – Antes eu engatinhava, tentava segurar o bambolê. Depois, fui jogada no mercado profissional, cresci como performer, ganhei confiança... São coisas que só acontecem depois que você encara grandes festivais. E é por isso que vou continuar com essas bandas até a hora em que for preciso. Quero conhecer pessoas, aumentar meu público e atrair atenção para o meu disco solo. Até porque daqui a pouco o repertório da Nouvelle acaba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produtor do álbum de Karina, Collin concorda que é preciso renovação na abordagem musical que serve como marca registrada do combo. Passados alguns anos desde a explosão mundial que catapultou o grupo como a banda “cover” mais interessante do globo, a bordo de hits como &lt;em&gt;Love will tear us apart&lt;/em&gt; (Joy Division), &lt;em&gt;God save the queen&lt;/em&gt; (Sex Pistols), &lt;em&gt;Guns of Brixton&lt;/em&gt; (The Clash), &lt;em&gt;The killing moon&lt;/em&gt; (Echo and the Bunnymen), &lt;em&gt;Dancing with myself&lt;/em&gt; (Billy Idol), &lt;em&gt;Heart of glass&lt;/em&gt; (Blondie), &lt;em&gt;Too drunk to fuck&lt;/em&gt; (Dead Kennedys), entre outros, ele garante já ter formulado novos conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É claro que quase tudo já foi dito ao longo desses três álbuns, então chega a hora da cobrança… Tenho que pensar numa ideia nova e forte o bastante. Mas isso às vezes pode levar um pouco de tempo – admite Collin. – Então, para evitar de lançar qualquer novo disco antes de essa ideia surgir, estamos preparando uma edição especial, em francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo trabalho segue formato similar, mas, em vez de mirar em pérolas punks inglesas e americanas, Collin se debruça sobre os ícones da new wave e do pop francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Serão versões interpretadas por uma nova geração, como o Mika, Vanessa Paradis, Coralie Clement e uma porção de cantores muito interessantes – conta o produtor. – Mas são mudanças que sentimos desde que os dois álbuns foram lançados. Nesse último, por exemplo, evitamos a bossa nova e o reggae, que marcaram os anteriores. Tentamos algo mais intimista, folk, country, algo a ver com trilhas sonoras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi baseado nas principais trilhas sonoras dos anos 80 que Collin arremessou no mercado, em 2008, a coletânea Hollywood mon amour, que recriava ícones do imaginário popular, como as faixas-tema de trilhas de longas como Rocky, Top Gun, Flashdance, entre outras. Como se vê, Collin não é apenas um profícuo arranjador, mas uma usina de ideias inusitadas. E é justamente a sua capacidade de se envolver em inúmeros projetos simultâneos que vem deixando Karina mais do que ansiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estamos terminando o disco, não vejo a hora. Ele faz 15 coisas ao mesmo tempo. Começamos a trabalhar há três anos – diz a moça referindo-se ao debute, cantado em português, inglês e francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirada em Tom Waits, Karina traz uma pegada creepy e cartoonish acompanhada por uma linguagem onírica e psicodélica (“Eu escrevo a partir dos meus sonhos”). Já Collin garante mais um sucesso na praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ela abriu um show nosso em 2005, e fiquei encantado com o seu talento e beleza. Mantivemos contato ao longo dos anos. Agora, o disco está quase pronto, e ficamos muito contentes com o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/nouvellevague"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/nouvellevague&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8364918349965328865?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8364918349965328865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8364918349965328865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8364918349965328865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8364918349965328865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/nouvelle-vague-o-disfarce-bossa-nova-do.html' title='Nouvelle Vague - O disfarce bossa nova do punk'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9sd9hlijjI/AAAAAAAAA8k/ZMB0zL8rLAY/s72-c/nouvelle+vague_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3300448838092173826</id><published>2010-04-28T18:56:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T19:20:57.323-07:00</updated><title type='text'>Macy Gray - Redenção de uma diva pop</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9jpVkbuiPI/AAAAAAAAA8c/DWEQWquyp0c/s1600/10562182-kurv-magazine-macy-gray-guiliano-bekor-the-sellout-beauty-in-the-world.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 315px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465374704580593906" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9jpVkbuiPI/AAAAAAAAA8c/DWEQWquyp0c/s400/10562182-kurv-magazine-macy-gray-guiliano-bekor-the-sellout-beauty-in-the-world.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Natalie Renee McIntyre, 42 anos, está em busca de redenção. Incensada após o estouro do single &lt;em&gt;I try&lt;/em&gt;, pinçado de seu multiplatinado álbum de estreia, &lt;em&gt;On how life is&lt;/em&gt; (1999), a cantora americana mundialmente conhecida como Macy Gray viu sua carreira passar do ápice ao caos de uma hora para outra. Apontada como a sucessora de divas da disco music, Macy caiu em descrédito a partir do lançamento de seus álbuns seguintes, &lt;em&gt;Id&lt;/em&gt; (2003) e o sugestivo &lt;em&gt;The trouble of being myself&lt;/em&gt; (2005), recebido com frieza por fãs e crítica. Após a resposta morna para um esperado álbum de “retorno”, &lt;em&gt;Big&lt;/em&gt; (2008), coproduzido por Will.I.am (Black Eyed Peas) e Justin Timberlake, Gray aposta todas as suas fichas em &lt;em&gt;The sellout&lt;/em&gt;, álbum em que diz retornar ao básico, mesmo que isso seja trafegar por gêneros diversos numa produção em que dá liga a suas diversas facetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando comecei a fazer esse disco o que eu mais senti era uma vontade de ter liberdade, não queria saber de escrever sobre um tema determinado, sobre amor ou qualquer coisa do tipo... A ideia toda era apenas me liberar totalmente. Um sentimento parecido ao que tive quando eu fiz o primeiro – revela a cantora, por telefone, ao Jornal do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de vender mais de 7 milhões de cópias e colocar na estante um Grammy de Melhor Cantora Pop pelo álbum de estreia, Macy Gray queria apenas ser compositora. E foi carregando algumas demos compostas em parceria com Joe Solo que ela se pôs à frente de um microfone para substituir uma cantora que deu cano no estúdio. Uma década depois, e após ter colaborado com os nomes mais importantes do pop mundial (Justin Timberlake, Common, Outkast, Rick Rubin, Carlos Santana, Erykah Badu, Fergie, Will.I.am, Mos Def, Natalie Cole e John Frusciante, do Red Hot Chili Peppers), tudo o que Macy Gray queria era se afastar de um batalhão de especialistas em hits a espreitar seus passos dentro do estúdio. Cansada de parcerias estelares, se fechou com músicos de confiança para gravar um álbum mais orgânico, visceral e versátil, apesar de, vez ou outra, soar como algo já experimentado pela artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nos últimos dois trabalhos eu estava sob a Interscope, envolvida numa máquina gigante, sempre ouvindo muita gente, muitas opiniões chegando de todos os lados... – reconhece Macy. – Agora tenho a certeza de que é um projeto totalmente diferente. Passei mais de um ano fazendo o disco sem qualquer pressão ou influência externas e pude escolher as pessoas que iriam trabalhar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The sellout é resultado de quase dois anos de trabalho. Ao longo de 12 novas faixas, Gray empresta sua voz rasgada, cheia de nuances e cores para trilhas dançantes guiadas por ondulantes linhas de baixo, sintetizadores e beats verticais sob medida para noites de festa, caso de &lt;em&gt;Lately&lt;/em&gt;. Mixado pelo papa-Grammy Manny Marroquin – autor de hits para Lady Gaga, Jay Z, Rihanna, Alicia Keys, Kanye West e John Mayer – o trabalho, apesar de menos inflado por parcerias, não deixa de ser recheado por um punhado de colaboradores, caso do rapper recém-libertado da cadeia T.I., Bobby Brown e Kaz James (The Bodyrockers), além do trio Slash, Duff McKagan e Matt Sorum (ex-Guns N' Roses e Velvet Revolver).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Conheço Slash há muitos anos e sempre conversamos sobre a possibilidade de trabalharmos juntos. Quando eu estava começando a fazer esse disco, liguei para ele e fiz o convite. Aí os outros caras também se interessaram e gravamos juntos – conta Macy, em referência à faixa &lt;em&gt;Kissed it&lt;/em&gt;, um dos destaques do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de soar confiante e recuperada dos abismos que a fizeram “perder a essência” em meio aos apelos do showbizz, Gray não soa muito distante do pop de feições radiofônicas, por vezes artificial na composição das linhas vocais e nos backs de apoio, que manteve como linha ao longo da carreira. O que sobressai são os arranjos burilados para algumas faixas, assim como a quantidade de possíveis hits. A contagiante &lt;em&gt;Lately&lt;/em&gt;, conduzida por energéticos grooves é seguida pela parceria assinada com os roqueiros, &lt;em&gt;Kissed it&lt;/em&gt;, marcada por densas linhas de baixo e bateria, palmas e os solos (em baixo volume) de Slash. É o melhor momento do álbum, que é puxado por um single menos inspirado, &lt;em&gt;Beauty in the world&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Noto algumas diferenças marcantes entre os discos. Acho que a minha voz está bem diferente. E o que eu realmente busquei foi construir uma sonoridade grandiosa, que pudesse causar impacto. Acho que antes desse disco eu estava muito confusa... – observa. – Fui criada escutando soul music o tempo todo. Stevie Wonder, os discos da Motown... Depois cresci e fui impactada pelo fenômeno da MTV, o hip hop se juntando ao rock. Entrei de cabeça naquilo. Depois aprendi muito de jazz e reggae. Sempre quis ser aberta. E acho que The sellout conta a história de como encontrei minha salvação sendo apenas eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Beauty in the world&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0qX7ZsxD3Ik&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0qX7ZsxD3Ik&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;* Realmente um erro eleger &lt;em&gt;Beauty in the world&lt;/em&gt; como single. Letra banal, melodia previsível e performance vocal abaixo do potencial de Gray. Parece que o clipe acompanha a pobreza. Chama atenção a total falta de ginga e tino da moça em frente à câmara. E olha que ela tem no currículo participação em alguns longas. Desenvoltura lamentável nesse vídeo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/macygray"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/macygray&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3300448838092173826?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3300448838092173826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3300448838092173826&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3300448838092173826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3300448838092173826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/macy-gray-redencao-de-uma-diva-pop.html' title='Macy Gray - Redenção de uma diva pop'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9jpVkbuiPI/AAAAAAAAA8c/DWEQWquyp0c/s72-c/10562182-kurv-magazine-macy-gray-guiliano-bekor-the-sellout-beauty-in-the-world.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2486726764744880790</id><published>2010-04-27T19:07:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T19:31:28.071-07:00</updated><title type='text'>Keane - Viagens de uma locomotiva pop</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9edGBYfVzI/AAAAAAAAA8U/gqKUxHERN3g/s1600/Keane1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465009399613314866" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9edGBYfVzI/AAAAAAAAA8U/gqKUxHERN3g/s400/Keane1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O instrumental à Gotham City que introduz &lt;em&gt;Night train&lt;/em&gt;, numa embalagem sonora de clima caótico, soturno e industrial, anuncia a chegada de um álbum sofisticado, pretensioso e, até certo ponto, megalômano. Depois que &lt;em&gt;Hopes and fears&lt;/em&gt; (2004) e &lt;em&gt;Under the iron sea&lt;/em&gt; (2006) se incrustarem nas paradas mainstream a bordo de baladas pegajosas ao piano, o trio inglês tencionou mudanças estéticas para o álbum seguinte, &lt;em&gt;Perfect simmetry&lt;/em&gt; (2008), que contava com guitarras e uma carga excessiva de sintetizadores. Dois anos depois, o novo EP amplia ainda mais os horizontes perscrutados pelo grupo. Com arranjos de cordas, metais, guitarras e sintetizadores conduzindo boa parte das canções, o álbum segue a linha dançante do anterior, mas indica uma guinada assertiva em direção ao mais (im)puro pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Night train&lt;/em&gt;, o apelo para pistas ganha força, a intervenção de instrumentos diversos tem dosagem em boa medida e o talento para cravar melodias instigantes ao primeiro sopro reverbera intacto por cada contorno harmônico. É o que se percebe em faixas como &lt;em&gt;Back in time&lt;/em&gt;, entre outras. Exalando desprendimento, urgência em quebrar estigmas e ânsia por novas viagens sonoras, as oito faixas inéditas foram escritas ao longo da última turnê mundial realizada pelo grupo. A sensação de movimento é o que fica na dica deixada pelo título, escolhido não apenas porque o trem era o transporte favorito da banda na tal turnê, mas porque de faixa a faixa o trio parece aterrissar numa nova atmosfera sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o passeio pelo brit pop, pelo dance e o flerte com a eletrônica sempre deram o tom, o Keane agora vai além, em faixas que contam, por exemplo, com a participação do rapper somalicanadense K’naan, caso do épico single &lt;em&gt;Stop for a minute&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Looking back&lt;/em&gt;. A participação da “MC de baile funk” japonea Tigarah para &lt;em&gt;Ishin denshin (You’ve got to help yourself)&lt;/em&gt; garante um clima ainda mais multifacetado ao trabalho. A faixa, na verdade um cover do Yellow Magic Orchestra, exemplifica a geografia musical desterritorializada que a banda aposta como caminho: “Trabalhei em cima da ideia original no avião, Richard gravou a bateria em Londres, Tom fez os vocais em Copenhagen, Tigarah registrou os dela em LA e finalizamos a música no ônibus da turnê”, diz o tecladista, baixista e principal compositor da banda Tim Rice-Oxley. A faixa é seguida por &lt;em&gt;Your love&lt;/em&gt;, cuja linha melódica entoada por RiceOxley remete imediatamente ao terreno sonoro traçado pelo The Killers. A comparação com o quinteto americano não é de hoje. Se &lt;em&gt;Perfect simmetry&lt;/em&gt; afastava o trio das baladas ao piano que os conduziam até então, o último lançamento colocou os ingleses na mesma sintonia dançante que os músicos de Las Vegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um punhado de hits, &lt;em&gt;Night train&lt;/em&gt; revela uma pungente necessidade de avanço. E se a banda realmente se deixa levar por estações desconhecidas o resultado dá a impressão de que nem sempre linhas e vagões se conectam ou levam o ouvinte a um destino musical certeiro. Como uma locomotiva solta, o trio opta por uma viagem sem roteiro ou destinos traçados. Ao jogar com o imprevisível, surpreendem positivamente ao mesmo tempo em que, vez por outra, deixam o trem escapar dos trilhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Stop for a minute&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; feat. K'naan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zI9C9j0QgU4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zI9C9j0QgU4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2486726764744880790?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2486726764744880790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2486726764744880790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2486726764744880790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2486726764744880790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/keane-viagens-de-uma-locomotiva-pop.html' title='Keane - Viagens de uma locomotiva pop'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S9edGBYfVzI/AAAAAAAAA8U/gqKUxHERN3g/s72-c/Keane1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-6187291301353996697</id><published>2010-04-27T17:51:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T17:53:05.820-07:00</updated><title type='text'>K'naan - Troubadour</title><content type='html'>K'naan - ABCs&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0TfXtcvmkiw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0TfXtcvmkiw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu segundo CD, Troubadour, o rapper mezzosomali mezzo canadense aposta numa produção acelerada e urgente, que se afasta dos batidões óbvios para colorir versos de métricas originais. Adornado por metais, elementos percussivos e camadas de sintetizadores, K’naan conta com a participação de Kirk Hammett (Metallica), Mos Def, Damian Marley, entre outros para misturar rap, funk, soul e rock num álbum de impacto, mas um pouco desgastante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-6187291301353996697?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/6187291301353996697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=6187291301353996697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6187291301353996697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6187291301353996697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/knaan-troubadour.html' title='K&apos;naan - Troubadour'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2635171086964638809</id><published>2010-04-21T18:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T19:52:38.730-07:00</updated><title type='text'>Theophilus London - A charmosa arte das mixtapes</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8-m2pxeH7I/AAAAAAAAA8M/9wvMidwBvoI/s1600/TH.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462768330880196530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8-m2pxeH7I/AAAAAAAAA8M/9wvMidwBvoI/s400/TH.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O sujeito acima mastigando um biscoito e usando óculos de grau não pode ser considerado um rapper comum. De fato, Theophilus London foge ao comportamento, à tradição e à estética visual e sonora associada aos guetos mais populosos e pobres de Nova York. Longe da persona gangsta e machista que corrompe o rap americano, London é um dos pioneiros de uma nova cena de eletro pop e rap urbano. Assim como Kid Cudi, faz parte de uma geração de jovens negros criada, apesar do preconceito, com melhores condições, longe dos becos e mais integrada ao centro; no caso de London, pelo menos, ao epicentro criativo do cenário musical americano, o Brooklyn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incensado pelo universo da moda, London não ostenta cordões, brincos, piercings entre outros adereços de prata, ouro e diamante. Quando não está sob jaquetas de couro, surge em combinações coloridas, de blazer, camisa pólo, calças sociais e seu indefectível boné de aba reta. Veste-se como um integrante de banda indie da Inglaterra. E talvez por isso seja natural que entre um beat e outro surjam ecos melancólicos do pós-punk britânico nos arranjos de suas canções. A contextualização social e estética acima, no entanto, serve apenas como tentativa de entender um pouco do universo por trás do cara que arremessou nas esquinas virtuais as mixtapes mais criativas e comentadas – por gente como Mark Ronson e Marc Ecko – dos últimos tempos, &lt;em&gt;Jam!&lt;/em&gt; (2008) e &lt;em&gt;This charming mixtape&lt;/em&gt; (2009). Sim, London ganhou respeito, ou credibilidade de rua, justamente pela expertise em fazer daquela coleção casual de músicas prediletas um trabalho autoral. E é sob a expectativa do lançamento de sua nova fornada, &lt;em&gt;I want you&lt;/em&gt;, que ele fala ao RP.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Acredito que as mixtapes são muito mais do que um amontoado com as minhas canções preferidas. Acho que elas podem contar ou narrar histórias pessoais, e foi isso que me estimulou quando comecei a gravá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que Jam! e This charming mixtape ganharam a web, London coleciona admiradores na mesma proporção em que embaralha as referências e associações musicais dos ouvintes e críticos. Ao mesmo tempo em que metralha versos inteligentes, e não apenas espertinhos, conta com mais um diferencial, entoa alguns de seus melodiosos refrãos. Guiadas por dançantes linhas de baixo, as faixas de suas mixtapes destilam poesia urbana e contemporânea por entre batidas cruas, camadas de sintetizadores e samplers de ícones do soul, do r&amp;amp;b, jazz e do pós-punk – não é à toa que The Smiths, Ian Curtis e David Byrne são listadas como influências ao lado de medalhões como Michael Jackson, Marvin Gaye e Quincy Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu me enxergo como uma mistura. É claro que faço rap, mas tenho trabalhado bastante a minha voz, a minha forma de cantar e fazer melodias – explica London. – Acho que tenho que estar preparado para dar conta. Na frente do microfone tenho que ser o cara que pode dominar a situação. Sinto que preciso ter o controle do palco e da plateia, e quero exercitar cada vez mais esse poder de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos dois últimos trabalhos o rapper se aproveitou de trechos de peças de nomes como Kraftwerk, Amadou &amp;amp; Mariam, Whitney Houston, entre outros, em I want you (2010), mixtape que ele lança no dia 28, London conta com colaboradores de peso, como o produtor Mark Ronson e o cantor Sam Sparro, com quem forma o grupo Chauffeur, além do inglês Dev Hynes (Lightspeed Champion), para canções próprias, alguns covers e remix de gente como Marvin Gaye, Stevie Wonder, Missy Elliott, Vampire Weekend e a nova sensação indie The XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acho que neste trabalho estou fazendo mais rap e cantando mais também. Trabalhei bastante nisso – diz. – Dentro do estúdio foi realmente uma experiência marcante poder conhecer e criar com o Mark Ronson. Ele é o cara, trabalhou com o Gorillaz e fez uma porção de coisas interessantes. Queria ver como ele atuava, o que ele fazia no estúdio, e acho que o resultado ficou especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da vasta gama de referências, as primeiras faixas que vazam na rede apontam um caminho menos acelerado. London está mais cool e relaxado, sua música mais soul que rap e seu espírito com mais alma que pompa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Falo sobre as minhas emoções... Sobre os acontecimentos bons e ruins que me levam a responder. Passei por alguns momentos difíceis, onde estive mais fraco, alguns relacionamentos frustrados... Mas eu sei que posso criar a partir desse terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência que a obra de Gaye tem lhe causado nos últimos tempos dá o tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Passei muito tempo trabalhando nessas faixas e só agora começo a observar quais são as influências mais marcantes. Marvin Gaye está muito presente no que eu faço. Acho que criei um conjunto mais melancólico e reflexivo do que os trabalhos anteriores – constata London. – Eu tenho assuntos rodando na minha cabeça o tempo todo, e acho que posso realmente fazer as pessoas pensarem sobre certos temas. Então continuo produzindo, inventando, conhecendo pessoas e realizando parcerias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se 2009 foi um ano de turnês ininterruptas, 2010 insurge com mais intensidade e expectativa. Incensado por publicações como The Fader, NME e até pelo New York Times, London tem agenda cheia até o fim de maio e um futuro mais que promissor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que me deixa excitado é poder deixar as pessoas elétricas, soltas, fazer todo mundo delirar. Desde o começo, meu único objetivo é o de atingir as pessoas. E é isso que me estimula a continuar a fazer essas mixtapes. Apesar de as pessoas já gostarem, eu sei que ainda posso fazer melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça essa: &lt;a href="http://www.myspace.com/theophiluslondon"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/theophiluslondon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Baixe a incrível I want you mixtape here: &lt;a href="http://theophiluslondon.net/"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://theophiluslondon.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2635171086964638809?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2635171086964638809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2635171086964638809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2635171086964638809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2635171086964638809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/theophilus-london-charmosa-arte-das.html' title='Theophilus London - A charmosa arte das mixtapes'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8-m2pxeH7I/AAAAAAAAA8M/9wvMidwBvoI/s72-c/TH.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4366954890108887080</id><published>2010-04-21T18:04:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T18:14:45.552-07:00</updated><title type='text'>Dolores Duran - Uma cantora de múltiplos tons</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8-i6TKO51I/AAAAAAAAA78/tvXOLBOm1NE/s1600/dolores5_1256304008.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462763995483006802" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8-i6TKO51I/AAAAAAAAA78/tvXOLBOm1NE/s400/dolores5_1256304008.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dolores Duran irrompe o silêncio e anuncia: “Sinceridad”. A palavra ecoa sozinha, dá aval para um bordão de violão e abre passagem para um vigoroso arranjo de cordas. Adornado com piano e percussão o instrumental cresce gradualmente até entrar em declínio, descansando suave para a chegada da voz dolente e macia que dá vida ao bolero de Gastón Perez. O ano é 1955, o Rio de Janeiro é a capital federal e o país atravessa uma época de transição política após o suicídio de Getúlio Vargas. Nesse contexto, a música popular brasileira mergulha no samba-canção, onde o sentido da fossa absorvia o espírito de músicos e intérpretes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a abertura de &lt;em&gt;Dolores viaja&lt;/em&gt; (1955), disco que abre a caixa &lt;em&gt;Os anos dourados de Dolores Duran&lt;/em&gt;, já reverbera a versatilidade que marca sua trajetória. Sem afetações ou modismos que se dissolvem com o tempo, os oito CDs que compõem o box revelam uma artista inquieta, apaixonada, sincera e, sim, à frente do seu tempo. Ousada, no disco ela mistura o samba e o samba-canção com fox, bolero, valsa e baião. Com a mesma desenvoltura, passeia o seu canto do português ao francês, espanhol, alemão, italiano e inglês. Neste como nos CDs que seguem, Dolores exala o cosmopolitismo dos anos dourados. Vive a Copacabana de boates e nightclubs no seu esplendor, a sofisticação da Zona Sul em vias de abertura, buscando novos alicerces na mescla entre o requinte da produção internacional e a força do cancioneiro popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crooner de ótima reputação, Dolores faz de &lt;em&gt;Canta para você dançar&lt;/em&gt; (1957) uma coleção dos seus maiores hits, enquanto cantora da noite. Dançar aqui, é claro, ganha sinônimo de corpos colados em passos cadenciados, muito distante do que um álbum com mesmo título poderia sugerir nos dias de hoje. Com arranjos de Severino Filho, ela passeia por gêneros variados, em que se destacam &lt;em&gt;Por causa de você&lt;/em&gt;, parceria com Tom Jobim; o lancinante samba-canção &lt;em&gt;Quem foi&lt;/em&gt;, a bem-humorada &lt;em&gt;Feiura não é nada&lt;/em&gt;, samba avançado assinado por Billy Blanco; a interpretação para o clássico &lt;em&gt;Conceição&lt;/em&gt;, incensada por Cauby Peixoto um ano antes; além do blues &lt;em&gt;Only you&lt;/em&gt;, eternizado pelos The Platters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Computando os pedidos que lhe eram feitos em espetáculos, em &lt;em&gt;Canta para você dançar nº 2&lt;/em&gt; (1958) ela envereda pelas canções mais aplaudidas nos auditórios das rádios, nas boates, cinemas, clubes e festas particulares. No encarte original, Lúcio Rangel crava certeiro: “Dolores Duran consegue um milagre – canta todos os gêneros, em todas as línguas, os mais variados ritmos, e canta bem, admiravelmente bem”, sentencia. Entre faixas de sua autoria, onde temas como a solidão e o amor não correspondido dão o tom, ela também diverte o ouvinte com releituras de Geraldo Pereira, Vadico e Noel Rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o baião e a toada, &lt;em&gt;Esse Norte é minha sorte&lt;/em&gt; (1959) cava as raízes do cancioneiro nordestino e caipira. Mais uma vez, a capacidade mutável e camaleônica de Dolores a guiam ao patamar de intéprete-atriz. Afinal, não é nada menos do que atuação a forma como encarna o sertanejo e o nordestino, seja pelo sotaque, entonação ou pela personalidade que assume ao dar voz a faixas como &lt;em&gt;Prece de Vitalina&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;A fia de Chico Brito&lt;/em&gt;, também de Chico Anísio. Múltipla e talentosa, Dolores trilhava décadas atrás a tão em voga e onipresente globalização sonora que cantoras da atualidade apenas intentam, forjam ou simulam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na caixa, a compositora e letrista consagrada ganha destaque no duplo &lt;em&gt;O negócio é amar&lt;/em&gt;. O trabalho de produção, pesquisa e garimpagem executado por Rodrigo Faour joga luz em 28 das 35 canções assinadas ao longo de oito anos de carreira – interrompida aos 29. Vítima de um problema coronariano congênito, não deixou de ser alertada por médicos sobre os riscos que corria ao trocar a noite pelo dia. Preferiu uma vida de excessos a uma conjunção de regras e cerceamentos que a levariam a um estilo de vida que não o seu. Não se pode dizer que viveu pouco, mas sim muito em pouco tempo. Também compôs muito nos quatro anos em que se dedicou aos dotes. De tudo que era diminuto ela fez o contrário, injetou amplitude e intensidade. E é por isso que pôde abrigar num coração debilitado, seja pela saúde ou por desilusões amorosas, um manancial de musicalidade. Sem purismos, mas com bom gosto, deu conta de gêneros e linguagens distintas e, talvez, opostas, até o dia em que o seu peito não pode mais marcar o compasso.&lt;/span&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4366954890108887080?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4366954890108887080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4366954890108887080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4366954890108887080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4366954890108887080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/dolores-duran-uma-cantora-de-multiplos.html' title='Dolores Duran - Uma cantora de múltiplos tons'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8-i6TKO51I/AAAAAAAAA78/tvXOLBOm1NE/s72-c/dolores5_1256304008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2067514077275818049</id><published>2010-04-13T19:09:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T19:25:46.303-07:00</updated><title type='text'>Stacey Kent - Requinte no tom</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8UkqRIVI_I/AAAAAAAAA70/IVFtL9mEWHw/s1600/efr368-001-MF.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459810431828042738" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8UkqRIVI_I/AAAAAAAAA70/IVFtL9mEWHw/s400/efr368-001-MF.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Stacey Kent e o saxofonista, arranjador, compositor e produtor Jim Tomlinson (também seu marido) constroem, dentro e fora do estúdio, um casamento exemplar. Além das rotinas diárias, ao longo de quase 20 anos de trajetória conjunta aprenderam a dividir e respirar um amor incondicional pelo jazz e pela música popular brasileira – gêneros marcantes nos trabalhos solos tanto de um como de outro. Juntos mais uma vez, em &lt;em&gt;Raconte-moi...&lt;/em&gt; assinam um trabalho irretocável, em que a cantora reafirma seu talento e originalidade como intérprete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que se lançou a bordo de &lt;em&gt;Close your eyes&lt;/em&gt; (1997), Kent não deixou de explorar e reconstruir standards americanos e peças clássicas do cancioneiro popular do Brasil. Acostumada a absorver a elegância de melodias cunhadas por Duke Ellington, Cole Porter e Tom Jobim, ela agora empresta seu ar contemporâneo a um repertório exclusivamente interpretado em francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jobim à francesa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao abrir o álbum, porém, ela não deixa de registrar sua reverência ao maestro brasileiro, com a versão &lt;em&gt;Les eaux de mars&lt;/em&gt;. No repertório que segue a faixa, peças de compositores renomados como Barbara, Paul Misraki, Georges Moustaki, Henri Salvador, Michel Jonasz, Keren Ann e Benjamin Biolay ganham interpretações majestosas, em que a cantora exibe o rigor de seus estudos da língua francesa. Entre as releituras, destacam-se também temas criados exclusivamente para o novo trabalho, assinados por novos talentos como Claire Denamur, Camille D'Avril, Pierre-Dominique Burgaud e Emilie Satt, responsável pelo single&lt;em&gt; La Venus du melo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona de um fraseado de divisões e métricas impecáveis, timbre cristalino e um estilo de sensibilidade singular, Kent deita sua voz no limiar entre o despojamento e a sofisticação. No álbum, ao mesmo tempo em que presta tributo às divas do jazz tangencia a simplicidade do canto popular; proximidade herdada do folk que a envolveu do longo da adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as tradições do jazz e da canção francesa, Kent abole as divisões entre os gêneros. Escoltada pelo calor dos metais de Tomlinson, o balanço percussivo por vezes abrasileirado de Matt Skelton, assim como pela delicadeza e exuberância do piano de Graham Harvey, Kent passeia com a desenvoltura de uma veterana, imprimindo em cada nota e linha melódica o seu fraseado de tintas e contornos particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colecionadora de prêmios, Kent fincou de vez seu nome entre as grandes intérpretes de jazz a partir do festejado álbum &lt;em&gt;Breakfast on the morning tram&lt;/em&gt; (2007), chancelado pela Blue Note, indicado ao Grammy e dono de cifras marcantes para a seara jazzística, com 300 mil álbuns vendidos. Metade desta soma foi condicionada pela admiração dos franceses. Então, torna-se mais que natural a reverência da artista pela &lt;em&gt;chanson&lt;/em&gt; francesa neste trabalho. Mas a conexão com a cultura que molda o novo trabalho não é de hoje. Seu avô passou boa parte da vida no país e, sob os seus cuidados, Kent passou algum tempo estudando e absorvendo referências locais durante a adolescência. Em &lt;em&gt;Breakfast...&lt;/em&gt;, sua francofilia já começava a despontar, a partir da regravação de &lt;em&gt;Ces petits riens&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;La saison des pluies&lt;/em&gt;, assinadas por Serge Gainsbourg. Mas é em &lt;em&gt;Raconte-moi...&lt;/em&gt; que o seu fascínio torna-se espelho, capaz de gerar devoção semelhante ao ouvinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa: &lt;em&gt;Les eaux de mars&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VrvjsjNEocU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VrvjsjNEocU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/staceykentmusic"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/staceykentmusic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2067514077275818049?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2067514077275818049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2067514077275818049&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2067514077275818049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2067514077275818049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/stacey-kent-requinte-no-tom.html' title='Stacey Kent - Requinte no tom'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8UkqRIVI_I/AAAAAAAAA70/IVFtL9mEWHw/s72-c/efr368-001-MF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4899219133142030836</id><published>2010-04-13T18:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T19:01:34.072-07:00</updated><title type='text'>Lil Wayne - Rebirth</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ErCAOMi5EGM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ErCAOMi5EGM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Drop the world&lt;/em&gt; ft. Eminem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto desfruta os primeiros meses de sua pena de um ano no presídio de Rikers Island, em Nova York, com a função de observar internos com tendências suicidas, o multimilionário astro do rap vê por trás das grades seu sétimo álbum colher as críticas mais desfavoráveis de toda a sua carreira. Em &lt;em&gt;Rebirth&lt;/em&gt;, o rapper clama por um renascimento meramente estético, em que tenciona moldar suas canções dentro de um álbum conceitualmente roqueiro. No encarte, o jovem Dwayne Carter, 27 anos, ostenta, além de suas inúmeras tatuagens, uma guitarra elétrica sobre o colo. É tudo tão caricato e superficial quanto a agressividade que tenta emular através de versos guturais, interpretados entre o grunhido e o grito de sufoco. A angústia de Wayne, como se pode imaginar, não vai além de certos dramas por mulheres, tretas com inimigos do mundo do rap e crises egoexistenciais, em que o músico diz querer largar o mundo de lado, pegar a sua nave espacial e voar para bem longe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Perdido entre as piores referências que poderia encontrar no rock, Wayne se aferra à sonoridade nü metal, predominante nas guitarras que passeiam pelo disco, e no pop emo de melodias assépticas cultivado por bandas como Fall Out Boy. Wayneocêntrico, atira para todos os lados sem o menor pudor, acreditando que qualquer cusparada que escorre de seus lábios torna-se arte instantaneamente. Se aqui ele não funciona como rapper, o que dizer de sua tentativa alquebrada e até certo ponto inocente de se fazer um rock star? Para Wayne, um rock star é um sujeito que grita, esperneia e faz cara de mal. Em meio a um amontoado de clichês, de fraseados vocais desconexos, de melodias previsíveis e letras tão pobres quanto sua pretensa criatividade, o artista produz um dos álbuns mais vergonhosos do ano. Salva-se apenas em &lt;em&gt;Drop the world&lt;/em&gt;, onde a participação de Eminem serve como uma aula. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mais aqui: &lt;a href="http://www.myspace.com/lilwayne"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/lilwayne&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4899219133142030836?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4899219133142030836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4899219133142030836&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4899219133142030836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4899219133142030836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/lil-wayne-rebirth.html' title='Lil Wayne - Rebirth'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-6720270981508661427</id><published>2010-04-12T13:58:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T14:10:58.606-07:00</updated><title type='text'>Chew Lips - Ousadia entre o rock e a eletrônica</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8OMNrrg8vI/AAAAAAAAA7s/w8woSa7hvTQ/s1600/_MG_5989.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459361339994600178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8OMNrrg8vI/AAAAAAAAA7s/w8woSa7hvTQ/s400/_MG_5989.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Em 27 de abril de 2008, a londrina Alicia “Tigs” Huerta tirava o telefone do gancho para fazer uma ligação arriscada; talvez o ato de ousadia mais importante da carreira que só agora começa a deslanchar – a bordo do álbum &lt;em&gt;Unicorn&lt;/em&gt;, lançado na Inglaterra em janeiro último. O número discado servia para marcar o primeiro show do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://radarpop.blogspot.com/2010/03/chew-lips-em-busca-do-pop-perfeito.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;Chew Lips&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;. Mas até então a banda não tinha nome, o grupo sem nome não tinha canções, e os integrantes do tal conjunto sem batismo não sabiam que estavam numa nova banda, nem que esta já tinha um show agendado. Por isso, sim: ousadia. Tigs, James Watkins (baixo e teclados) e Will Sanderson (guitarra e teclados) levaram dois dias de ensaio para construir as bases de cerca de 20 canções. Não tinham tempo a perder. A vocalista havia agendado a apresentação para duas semanas à frente, antes de qualquer verso ganhar rascunho. E foi numa festa entre amigos, em diversos níveis de entorpecimento, que os embriões musicais passaram no teste, numa noite em que Tigs terminou sua performance em cima de uma máquina de lavar. Poucos shows depois, o burburinho selava o destino. Dois anos mais tarde o trio londrino é apontado como uma das forças do rock dançante feito nos últimos anos na Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acho que a maioria das bandas começam a tocar pensando em sucesso e fama. Ou por uma vontade qualquer, tipo “vamos fazer umas músicas? Vamos marcar uma hora no estúdio?” – diz Tigs. – Não tivemos chance de analisar sob uma perspectiva maior a motivação que nos juntou. Eu já os conhecia, e marquei as datas. Eles tinham criado algumas bases e eu comecei a escrever... Depois de uns cinco shows as coisas começaram a mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unicorn é um combo de 10 peças de apelo pop instantâneo, com levadas dançantes guiadas por potentes linhas de baixos e refrões grudentos, implacáveis aos ouvidos mais céticos. Afeitos à eletrônica, sintetizam techno, eletro e house com uma pegada ao mesmo tempo minimalista e grandiloquente, em que sobressaem as linhas vocais amplas e melodiosas de Tigs. Faixas como o single &lt;em&gt;Play together&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Karen&lt;/em&gt;, entre outras navegam entre beats pesados, sintetizadores pulsantes e linhas de guitarra dedilhadas repletas de colorido. No fim das contas, esculpido sob uma atmosfera que une crueza e sofisticação, &lt;em&gt;Unicorn&lt;/em&gt; é uma coletânea de potenciais hits de pista, e que já vêm fazendo a festa de DJs, com uma série de remixes disponíveis pela web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tentamos criar um disco com muitas dinâmicas, multifacetado, com camadas e níveis diversos. Algo que pudesse impactar já no primeiro segundo, mas que depois pudesse revelar certas sutilezas e detalhes numa escuta mais cuidadosa – explica a vocalista. – O disco tem uma série de delicadezas e manipulações sonoras que vão sendo descobertas aos poucos. Temos canções abertas e extremamente pop, assim como outras mais obscuras, que sugerem ao ouvinte momentos de maior introspecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o aval da crítica e de bandas como os Killers – “Acho que abrir o show deles para mais de 20 mil pessoas no Hyde Park foi um dos pontos altos”, revela Tigs – a sonoridade calcada entre a luxúria dos 80 e o underground dos 90 já rende comparações com nomes como Yeah Yeah Yeahs, Gossip, La Roux e LCD Soundsystem. Mas Tigs não segue a risca da obviedade e prefere listar referências que navegam por outros corredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Somos apaixonados por Pavement, Sparklehorse, Dinosaur Jr. e Yo La Tengo, ao mesmo tempo em que temos fascínio por discos que continuam a ser sampleados 20 anos depois, como os álbuns do Scritti Politti, Prince...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da sonoridade dos anos 60, dos clássicos de Neil Young, David Bowie, Fleetwood Mac… Produzido por David Kosten (Bat For Lashes) em parceria com o multiinstrumentista James Watkins ao longo de seis semanas, &lt;em&gt;Unicor&lt;/em&gt;n ganhou as lojas sob a chancela do pequeno selo francês Kitsuné. Motivo de orgulho para uma cantora de feições pop mas de ímpeto absolutamente independente. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Acho que termos seguido adiante sem contrato e o suporte de uma grande gravadora tornaram as coisas um pouco mais difíceis. Mas realmente não queremos dividir o controle da nossa banda. Além disso, estamos em outros tempos, modernos... Não temos que fazer nada que não seja do nosso agrado – afirma. – Por isso foi tão maravilhoso contar com David e James. Eles se tornaram inseparáveis durante a produção. Eu e James escrevemos todas as canções. Combinamos muito bem, apesar de eu preferir os shows e ele de brincar com botões. Ele é um gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de iniciar o grupo e de se trancar em estúdio, o trio havia deixado projetos anteriores de lado. A ansiedade experimentar novas possibilidades explodiu logo ao primeiro encontro. As primeiras 10 faixas compostas começaram a ser delineadas sem que houvesse um plano, um objetivo, uma sonoridade em comum a ser alcançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Escrevemos o mais rápido que podíamos, porque passamos mais de um ano sem tocar. Tínhamos muita energia acumulada e muito material para vir à tona – lembra. – Não fazíamos a menor ideia de como deveríamos soar, mas sabíamos claramente o que não gostaríamos de ser, ou seja, uma dessas bandas de guitarra como o Bloc Party, Foals, Strokes... Queria dar vazão às coisas que haviam acontecido com a minha vida ao longo desse tempo sem tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tigs classifica &lt;em&gt;Unicorn&lt;/em&gt; um disco de transição, mas nem por isso deixa de defender o álbum como uma peça fundamental de sua curta mas incensada trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Escrevo ali sobre o meu crescimento, sob a perspectiva de realmente me sentir uma partícula pequena e solitária no meio do mundo – elabora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas no fim das contas, é maravilhoso saber que o disco vai permanecer vivo, extravasar a nossa existência. Até o fim dos tempos ele estará aí, disponível para quem se interessar em ouvir. Isso me conforta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://myspace.com/chewlips"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://myspace.com/chewlips&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-6720270981508661427?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/6720270981508661427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=6720270981508661427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6720270981508661427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6720270981508661427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/chew-lips-ousadia-entre-o-rock-e.html' title='Chew Lips - Ousadia entre o rock e a eletrônica'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8OMNrrg8vI/AAAAAAAAA7s/w8woSa7hvTQ/s72-c/_MG_5989.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-1384181144561558063</id><published>2010-04-11T18:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T19:01:15.546-07:00</updated><title type='text'>Sergio Mendes - Bom tempo para o maestro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8J-259f7tI/AAAAAAAAA7c/gaCTD5TrT2o/s1600/sergio_mendes1web.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459065180063264466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8J-259f7tI/AAAAAAAAA7c/gaCTD5TrT2o/s400/sergio_mendes1web.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aos 69 anos, Sérgio Mendes pode ser considerado o músico brasileiro em atividade com maior prestígio no exterior – e mais precisamente no mercado americano. Radicado nos Estados Unidos desde meados dos anos 60, o maestro, como é conhecido desde então na América do Norte, pegou carona na explosão bossanovista capitaneada pela santíssima trindade Tom, Vinicius e João, ganhou Grammy, encabeçou paradas de sucesso, apresentou-se em estádios, cerimônias do Oscar e em plena Casa Branca para os presidentes Lyndon Johnson e Richard Nixon. Fez de tudo para se tornar um dos baluartes da &lt;em&gt;brazilian music&lt;/em&gt; mundo afora. Conseguiu. E agora celebra quase cinco décadas de carreira com o lançamento do álbum &lt;em&gt;Bom tempo&lt;/em&gt;, seu 36º.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo começou com Stan Getz e Charlie Byrd com Astrud e João Gilberto tocando as músicas do Tom. Foi um dos mentores e um amigo – relembra Mendes, pelo telefone de sua casa em Los Angeles. – Depois veio o meu trabalho com Cannonball Adderley e Ron Carter, mais tarde Frank Sinatra e Ella Fitzgerald gravando com Jobim, David Byrne fazendo discos com músicos brasileiros, até chegarmos nos meus últimos trabalhos, &lt;em&gt;Timeless&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Encanto&lt;/em&gt; que atraíram uma série de jovens músicos americanos que amam a nossa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe, o reconhecimento e a fama não são de agora, apesar de o músico ter tido sua importância reforçada a partir de meados dos anos 2000. Produzido em parceria com Will.I.ame lançado após hiato de uma década, &lt;em&gt;Timeless&lt;/em&gt; (2006) redimensionou a grife Sergio Mendes, trajou com nova roupagem suas criações, reacendeu a carreira, renovou seu público e reapresentou as particularidades rítmicas e melódicas da música popular brasileira para milhões de jovens americanos – em sua maioria fãs dos maiores astros do pop e do hip hop americano. Isso porque, na ocasião, Mendes fora surpreendido com um convite feito pelo famoso produtor e líder do grupo pop Black Eyed Peas. Ao bater em sua porta, o americano carregava na memória os arranjos de Mendes e, debaixo do braço, uma coleção de vinis recheada por clássicos como &lt;em&gt;Brasil'65&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Sergio Mendes &amp;amp; Brasil'66&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Equinox&lt;/em&gt;, entre outras gemas das décadas de 60 e 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Timeless foi realmente um diviso de águas. A primeira surpresa foi descobrir que Will tinha todos os meus discos. Ele cresceu escutando o meu trabalho e nos tornamos bons amigos – diz. – Foi a partir dele que descobri que existia uma nova geração de artistas americanos que havia absorvido a minha música lá atrás. Foi muito importante descobrir esse interesse. E foi desse encontro que nasceu Timeless. Não foi nada programado, coordenado por gravadora, ou coisa parecida... Simplesmente uma porção de gente queria fazer parte do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma porção de peso: de Will.I.am e sua parceira Fergie a astros pop como Justin Timberlake, John Legend, Erykah Badu e Black Thought, passando por antigos amigos como Stevie Wonder e recentes como Marcelo D2. A salada tropical contemporânea azeitada por Will e Mendes embalava o samba, a bossa nova e o flerte com o jazz sob as bases sintéticas do hip hop e do r&amp;amp;b. Puxado pela releitura de Mas que nada, o disco emplacou e moldou a estética que o artista seguiu em &lt;em&gt;Encanto&lt;/em&gt; e que repete em &lt;em&gt;Bom tempo&lt;/em&gt;, apesar de agora dar preferência a participação de mais artistas brasileiros, como Milton Nascimento, Carlinhos Brown e Seu Jorge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Depois desses dois discos notei uma grande renovação do meu público. A partir deles muita gente começou a redescobrir &lt;em&gt;Brasil'66&lt;/em&gt; e outros – explica. – Agora faço um disco mais brasileiro, recheado com artistas do Brasil. Alguns amigos de longa data, como o Milton e Carlinhos, que foi um dos grandes responsáveis por &lt;em&gt;Brasileiro&lt;/em&gt; (1992). É um disco para cima, até porque foram grandes momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de poucas visitas ao país, sendo a última há dois anos, Mendes tenta manter-se minimamente atento à produção musical nacional. E foi através de amigos que conheceu o trabalho e entrou em contato com Seu Jorge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Consegui entrar em contato com o Seu Jorge através do Mario Caldato – conta Mendes, referindo-se ao produtor brasileiro responsável por discos de artistas como Beastie Boys. – Gostei muito da voz dele e o convidei para duas canções. Recebo e compro discos, então estou sempre de olho no que as pessoas estão fazendo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Jorge empresta seu vozeirão para canções escolhidas a dedo pelo arranjador, Maracatu atômico e Maracatu, nação do amor, de Moacir Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu tenho boas lembranças com Moacir por essa música. Toco ela desde quando tinha 17 anos e morava em Niterói – recorda. – Foi bonito ter o seu Jorge e a Gracinha (Leporace, sua mulher) nesta versão. Foi como o encontro com Marcelo D2, que faz uma música brasileira super contemporânea. Gosto de apostar em novos artistas, porque sempre dão uma energia extra ao disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista, que fez de sua discografia um mosaico contemporâneo, mesclando clássicos de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Baden Powell, João Donato, Jorge Ben com versões para pérolas dos Beatles, Cole Porter, Michel Legrand, Burt Bacharach, entre outros, segue recriando peças marcantes do cancioneiro nacional. Aberto com &lt;em&gt;Emorio&lt;/em&gt;, de João Donato, &lt;em&gt;Bom tempo&lt;/em&gt; navega por releituras de peças consagradas do cancioneiro brasileiro, como &lt;em&gt;Caminhos cruzados&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Só tinha de ser com você&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;País tropical&lt;/em&gt;, além de uma nova versão para &lt;em&gt;The real thing&lt;/em&gt;, escrita por Stevie Wonder especialmente para Mendes, para o álbum &lt;em&gt;Sergio Mendes and the New Brasil '77&lt;/em&gt;; e a gravação de &lt;em&gt;Caxanga&lt;/em&gt;, com a participação de Milton Nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– As participações foram incríveis. Brown é um percussionista sensacional. Tenho uma admiração enorme pelo trabalho dele e por isso o chamei novamente. Já Milton me fez uma surpresa. Depois de aceitar o convite ele veio com a ideia de fazer &lt;em&gt;Caxanga&lt;/em&gt;, uma canção lindíssima que eu não me lembrava. A música tem um perfume especial, como tudo o que ele faz. Gostaria muito de voltar a tocar no Brasil. Quem sabe numa turnê com Brown, Milton, Seu Jorge... Só falta o convite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-1384181144561558063?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/1384181144561558063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=1384181144561558063&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1384181144561558063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1384181144561558063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/sergio-mendes-bom-tempo-para-o-maestro.html' title='Sergio Mendes - Bom tempo para o maestro'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S8J-259f7tI/AAAAAAAAA7c/gaCTD5TrT2o/s72-c/sergio_mendes1web.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-1632843972756092657</id><published>2010-04-05T19:27:00.001-07:00</published><updated>2010-04-05T21:28:50.444-07:00</updated><title type='text'>Record Club - Beck e cia. recriam álbum clássico do INXS</title><content type='html'>&lt;object width="600" height="338"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10634950&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10634950&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="600" height="338"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;New sensation&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Já tem algum tempo desde que Beck fez do seu site oficial um laboratório musical aberto. No meio do ano passado ele começou a convidar uma série de artistas para colaborar com as gravações do projeto Record Club. A ideia do clube do disco é bem simples e instigante: pinçar álbuns clássicos de ícones como Leonard Cohen, Velvet Underground, Skip Spence, entre outros e regravá-los integralmente numa sessão de 24 horas num estúdio. Contando com brechas na agenda dos convidados, assim como na sua, Beck já reuniu ilustres e novatos, gente como Jamie Lidell, MGMT, Devendra Banhart, Feist, o elemento X do Radiohead Nigel Godrich, e mais um punhado de músicos. Sem ensaio ou arranjos pré-definidos, o que interessa é captar o frescor dos primeiros takes, a espontaneidade de uma recriação a partir da memória, o registro documental de músicos reunidos trocando referências sobre tais pérolas e nos dar a oportunidade de absorver novas dinâmicas para canções incrustradas há muito em nossos cerebelos e canais auditivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última jornada recria o melhor disco do INXS (!!!), &lt;em&gt;Kick&lt;/em&gt; (1987). No estúdio, como sempre, uma combinação inusitada: os roqueiros experimentais e barulhentos do Liars, a doçura folk de St. Vincent, o tropical Sérgio Dias (Os Mutantes) e, é claro, toda a versatilidade de Beck. Gravado em 12 horas, no dia 3 de março, as canções já começaram a pipocar em posts no site do músico. As sessões, geralmente bastante inspiradas, dessacralizam as obras e contrariam, é claro, os mais xiitas. Acima e abaixo, duas sensacionais releituras em vídeo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Guns in the sky&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="600" height="338"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10245433&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10245433&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="600" height="338"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.beck.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.beck.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-1632843972756092657?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/1632843972756092657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=1632843972756092657&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1632843972756092657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1632843972756092657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/record-club-beck-e-cia-recriam-album.html' title='Record Club - Beck e cia. recriam álbum clássico do INXS'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-7949007527563121050</id><published>2010-04-04T13:05:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T13:15:06.935-07:00</updated><title type='text'>Phantogram - Do bucolismo rural ao caos da metrópole</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7jyl4p2fdI/AAAAAAAAA7M/fXh0uFQc34g/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 248px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456377681236360658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7jyl4p2fdI/AAAAAAAAA7M/fXh0uFQc34g/s400/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Ao contrário do que parece, não é só do Brooklyn que explode a mais excitante produção musical do cenário americano. Entre os poucos mais de 20 mil habitantes da remota Saratoga Springs, cidade interiorana ao norte de Nova York, Sarah D. Barthel (voz e piano) e Joshua M. Carter (guitarra) – o duo Phantogram – catapultam um trabalho que une a placidez ao caos. Como se uma ponte de notas abolisse os quilômetros e as diferenças atmosféricas que separam a cosmopolita metrópole do recanto rural. Entre o trepidar veloz e crispado de beats eletrônicos, melodias fluidas e vocais enevoados, &lt;em&gt;Eyelid movies&lt;/em&gt;, debute recém-lançado pela dupla, ressoa cada vez mais intenso nos centros urbanos dos EUA. Incensado pela crítica, assim como por artistas de destaque do cenário alternativo, como o Yeasayer, o grupo assina um trabalho cruzado por referências modernas e clássicas, mas que constitui uma paisagem sonora predominantemente futurista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ainda estamos aprendendo a lidar com essa resposta, assimilando a ideia de que as pessoas estejam realmente curtindo o nosso trabalho depois de tanto tempo de experimentações. Fico ansioso porque temos muito mais trabalho para fazer e canções novas para mostrar – revela Carter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beats produzidos na fazenda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes do primeiro registro oficial e do contrato assinado com o selo Barsuk, o guitarrista transformou o celeiro da fazenda de seus pais num laboratório. Sentado ao piano, empunhado sua guitarra ou colado à tela do computador pilotando traquitanas diversas, trabalhou por três anos ininterruptos na construção de beats eletrônicos, linhas de bateria e guitarra, experimentando texturas e timbres inusitados. Após uma tentativa de carreira frustrada em Nova York, ele retornou ao interior e decidiu que era hora de avançar, a princípio sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando voltei a Saratoga mergulhei em milhões de testes. Não que eu quisesse ser um artista solo, mas era o meio que eu tinha encontrado no momento – revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O isolamento, porém, durou pouco. Em poucos meses, Sarah regressava da universidade. Pianista e dona de um timbre vocal peculiar, não tardou até que as afinidades musicais se transformassem em canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Começamos a sair juntos e decidi mostrar algumas coisas que eu vinha trabalhando – conta. – Eu sabia que ela tinha uma voz incrível e que tocava algumas coisas bem legais no piano. Ela aceitou colocar uns vocais numa música e ficou muito bom... Acho que a partir daí entendemos que estávamos começando uma banda. De lá para cá foi tudo muito rápido. As pessoas em Nova York começaram a falar sobre a gente. E agora é uma bola de neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eyelid movies avança sobre a música neoclássica, krautrock, shoegaze, afro beat e uma porção de referências. Aliás, ao contrário de 9 entre 10 artistas, Carter faz questão de enumerar dezenas de músicos, artistas, produtores e cantores que fazem a sua cabeça e o ajudaram a esculpir a sonoridade entrecruzada do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nunca pensei na ideia de seguir um determinando gênero. O que importa é sugar o que é bom das vertentes mais diferentes, desde os Beatles ao My Bloody Valentine, do Sonic Youth ao Madlib – exemplifica. – Para ter uma ideia, quando eu era criança era fascinado por hip hop, Public Enemy e Beastie Boys. No fim da adolescência mergulhei em Pavement, Smashing Pumpkins, Beck, Nirvana... Acho que agora deixamos um pouco de lado essas influências. Temos escutado J. Dilla, David Bowie, Curtis Mayfield, Sparklehorse, Joy Division, Serge Gainsbourg, Flying Lotus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzido pela dupla, entre 2007 e 2008, o disco foi construído sem pressa, ao longo de inúmeras sessões na fazenda do guitarrista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ficávamos tocando horas e horas em cima daquelas bases, testando melodias e ideias. Era um quebra-cabeça fazer daquilo algo real, que pudesse ser tocado ao vivo. Apesar de também criarmos sozinhos, acho que as nossas canções preferidas são as que fizemos juntos. Foram feitas num estalo, fluíram naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesclando sonoridades eletrônicas e orgânicas, o que se houve em faixas como &lt;em&gt;Mouthful of diamonds&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;When I'm small&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;You are the ocean&lt;/em&gt;, entre outras, é uma atmosfera borrada e furtiva característica do dream pop. Mais do que criar sentidos bem definidos em seus versos, as canções assinadas pela dupla tencionam apagar a linha que separa o sonho da realidade, “aquele estágio inebriado logo que acordamos”, define. No álbum, isolamento e solidão dividem forças com momentos menos acinzentados, em que a banda visita referências mais dançantes e injeta colorido aos arranjos a partir de samples pinçados da black music. Entre o abstrato e o concreto, o Phantogram estrutura melodias suaves a partir de batidas secas e precisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O nosso objetivo sempre foi criar um tipo de canção que gostaríamos de ouvir. Algo fresco e familiar, que pudesse inspirar as pessoas – diz. – Tenho uma imagem que ilustra bem o que fazemos. Imagino fios e alto-falantes surgindo em meio a sujeira e brotando como flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em versos, arranjos e visualizações repletas de ideias opostas, elegem uma dualidade atemporal como elemento temático e sonoro central: o jogo entre a vida e a morte, intermediado pelo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seria difícil escrever sobre qualquer outra coisa, porque é o que desperta a nossa sensibilidade. Existe uma carga emotiva e de honestidade muito forte nas nossas letras, mas mesmo assim acho que é um disco gostoso para se ouvir com fones ou durante uma viagem de carro pela estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa: &lt;em&gt;Mouthful of diamonds&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZvSgLHWR16o&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZvSgLHWR16o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/phantogram"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/phantogram&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-7949007527563121050?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/7949007527563121050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=7949007527563121050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7949007527563121050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7949007527563121050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/phantogram-do-bucolismo-rural-ao-caos.html' title='Phantogram - Do bucolismo rural ao caos da metrópole'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7jyl4p2fdI/AAAAAAAAA7M/fXh0uFQc34g/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4919392451737804001</id><published>2010-04-03T06:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T21:30:28.257-07:00</updated><title type='text'>Wilco live - La Blogothèque</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Wilco - &lt;em&gt;Country disappeared&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="600" height="338"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10514390&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10514390&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="600" height="338"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4919392451737804001?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4919392451737804001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4919392451737804001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4919392451737804001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4919392451737804001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/wilco-live-la-blogotheque.html' title='Wilco live - La Blogothèque'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4014256866641604575</id><published>2010-04-01T12:53:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T13:19:14.983-07:00</updated><title type='text'>These New Puritans - O ataque dos gêmeos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7T-1qEQn0I/AAAAAAAAA7E/Hx5R10vZfxE/s1600/tnp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455265246431190850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7T-1qEQn0I/AAAAAAAAA7E/Hx5R10vZfxE/s400/tnp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Eles se autodenominam os novos puritanos e têm uma missão precisa: mexer com paradoxos. Quem se deixa levar por sua atmosfera multifacetada tende a definir o som do grupo como experimental ou vanguardista. E é tudo o que o líder do quarteto, Jack Barnett quer passar longe de ouvir – muito pelo tipo de desleixo, hermetismo e pretensão associados aos termos. Enquanto muitas das novas bandas inglesas trazem para dentro do estúdio a previsibilidade e para as páginas das revistas e jornais o ar blasé e descolado da pseudogenialidade, os gêmeos Jack e George Barnett fazem o contrário. Nerds, tímidos, feios e branquelos, assumem uma disciplina estrita, foco e rigor estético para produzir o que há de mais ousado no cenário musical britânico, o álbum &lt;em&gt;Hidden&lt;/em&gt;, recém-lançado pela Domino Recording.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando eu era mais novo adorava Lou Reed. Devia ter uns 8 anos e ficava imaginando como seria viver naquele mundo louco que ele descrevia nas músicas. Era legal, mas já passei da adolescência e acho que estamos a milhões de milhas de distância desse tipo de música – dispara Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Percussividade tribal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entre o pop e referências clássicas, entre a eletrônica e a percussividade tribal, ao lado de Thomas Hein (baixo, bateria e samplers) e Sophie Sleigh-Johnson (teclados e samplers), a dupla de irmãos cria em Hidden uma narrativa musical de estrutura inusitada, mas ainda assim instigante e imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tenho escutado tudo de Benjamin Britten. Ele é incrível, ao mesmo tempo estranho e completamente direto. São qualidades musicais que eu realmente admiro – comenta Jack, a respeito do compositor, maestro e pianista inglês – Gosto de escrever sobre acontecimentos ou situações não muito claras, escondidas, inexprimíveis, sem a preocupação de fazer com que as pessoas assimilem instantaneamente uma ideia ou outra. Quero estabelecer uma narrativa entre as canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastados do &lt;em&gt;hype&lt;/em&gt; e indiferentes à lógica radiofônica de hits e à corrida industrial e pelas paradas de sucesso, tratam este segundo trabalho como peça de uma engrenagem maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ainda enfrentamos muita resistência, conseguir sobreviver nesse cenário é o nosso maior desafio. Já houve épocas melhores para se fazer música – afirma o vocalista. – Bandas novas, especialmente aquelas que não se encaixam no pop têm sofrido bastante. Mas tivemos sorte de assinar com a Domino e, principalmente, de eu ter tido coragem de pegar o telefone e ligar para marcar o nosso primeiro show. É muito importante começar fazer as coisas se tornarem reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coproduzido por Graham Sutton (Bark Psychosis e Boymerang) e mixado em Los Angeles por Dave Cooley (Madvillain e J Dilla) Jack compara o processo de gravação de Hidden a uma operação militar. Metódico, escreveu todas as seções de sopro, percussão e arranjos vocais antes de entrar em estúdio. Apesar do pragmatismo autocentrado, o que se ouve é uma miríade de possibilidades sonoras, e não um trabalho hermético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Foi complicado gravar o disco, precisamos nos organizar muito. Fazer música não é algo difícil. Ao contrário, é sempre muito divertido, mas gravar é diferente – observa Jack. – É muito estressante tentar fazer justiça às ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de acionar o rec, Jack e o produtor realizaram um tour de force de experiências numa loja de ferramentas. Nas potentes &lt;em&gt;Attack music&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Fire-power&lt;/em&gt;, ouvem-se a estridência de facas sendo afiadas, correntes de ferro chacoalhadas, e o corte seco de um machado atravessando um melão recheado com biscoitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Queríamos simular as técnicas usadas em trilhas sonoras de cinema. Sempre achei que os discos não têm o mesmo crispado, o relevo das músicas dos filmes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Fascinados pelas possibilidades rítmicas, alugaram um imenso galpão para captar o rufar estrondoso dos grandes tambores taiko, normalmente usados em cerimônias japonesas. No disco, o grave imponente das peças se mistura a sopros de madeira e metais um tanto quanto exóticos, gravados durante uma viagem a Praga, na Polônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Os tambores eram gigantescos, e tivemos que transportá-los num caminhão. O problema é que eles cabiam no estúdio, então precisamos alugar um galpão. E foi sorte, porque a acústica era maravilhosa e eles soaram ainda mais grandiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após toda milimétrica logística, o grupo levou ínfimas seis horas para registrar a outra metade do álbum dentro do estúdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Foi muito interessante trabalhar sob essa perspectiva de que tempo é dinheiro – reconhece Jack. – Sem aquela autoindulgência de ficar seis meses em gravações intermináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misturando partes desconexas com a ajuda de um sequenciador, ou rabiscando diagramas para combinações improváveis, Barnett lançou mão de uma série de técnicas próprias para mesclar a sonoridade fake do universo dancehall e do pop americano com a organicidade de gravações orquestrais. Entre o barroco e o futurismo, os puritanos do novo milênio assinam uma libertinagem sonora altamente moralizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tinha ideias absolutamente contraditórias para ligar. Escrevi músicas para instrumentos de sopro de madeira, assim como trechos super agressivos e hiperrealistas. Decidi que deveria quebrar todas as barreiras e fazer com que essas referências coexistissem. Quero unir o ancestral à última novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja: &lt;em&gt;Attack music&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z47b8F6tGFg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/z47b8F6tGFg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Veja: &lt;em&gt;We want war&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GIfKqgWPVvk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GIfKqgWPVvk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/thesenewpuritans"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/thesenewpuritans&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4014256866641604575?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4014256866641604575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4014256866641604575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4014256866641604575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4014256866641604575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/04/these-new-puritans-o-ataque-dos-gemeos.html' title='These New Puritans - O ataque dos gêmeos'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7T-1qEQn0I/AAAAAAAAA7E/Hx5R10vZfxE/s72-c/tnp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3131941551521394912</id><published>2010-03-31T14:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T14:34:43.874-07:00</updated><title type='text'>Two Door Cinema Club - Power trio para pista de dança</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7O_0Ur4qsI/AAAAAAAAA68/noCoptQ3YQw/s1600/001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454914479302683330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7O_0Ur4qsI/AAAAAAAAA68/noCoptQ3YQw/s400/001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Aos 15 eles começaram uma banda, aos 17 desistiram da universidade e aos 18 esses três moleques irlandeses são apontados como a maior revelação dos últimos anos do país que colocou no mapa o U2. Alex Trimble (voz e guitarra), Kevin Baird (baixo) e Sam Halliday (guitarra) cresceram e estudaram música juntos, na pequena Bangor, e, ao que parece, prescindiram de um baterista na formação original para construir a sonoridade pulsante do álbum de estreia do Two Door Cinema Club, &lt;em&gt;Tour history&lt;/em&gt;, fincada entre o indie e o eletro que catapultou mundialmente nomes como Bloc Party e que fez dos atuais companheiros de turnê, Phoenix, uma das maiores sensações de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É tudo muito surreal, e tentamos não ler muitas das coisas publicadas sobre a banda – revela Baird. – Nos conhecemos e começamos a tocar muito cedo, na escola. Formamos uma banda de rock antes dessa que não deu certo, mas continuamos a fazer música. Nos permitimos compor sem qualquer pretensão, conceito ou ideia de como deveríamos soar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daft Punk como influência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Unidos por referências musicais bem distantes do que produzem hoje, como Biffy Clyro e At The Drive-In, antes de entrar no estúdio o trio passou a misturar o eletro rock francês e alemão com o rock alternativo americano em produções caseiras a bordo de um laptop. A evolução da sonoridade está presente no debute, lançado este mês. Nele, usam a formação de power trio para passar longe do punk e acertar um indie rock sob medida para as pistas; resultado da fusão entre Death Cab For Cutie, aparente no timbre e nas linhas melódicas de Alex Trimble; com a base rítmica de Daft Punk e Digitalism.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São alguns dos artistas que nos influenciam, mas não queremos deixar ninguém construir a ideia do que somos ou de como soa a nossa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da ascendência meteórica que infla o perfil do MySpace com mais de dois milhões de visitantes e uma agenda lotada, o TDCC passou por alguns maus bocados antes de ganhar a chancela do selo alternativo americano Glassnote. Foram quase dois anos de turnê em casas pequenas, sem bandas de apoio ou atenção da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ultrapassamos uma série de barreiras. A primeira delas foi conseguir sair da Irlanda do Norte e fazer os primeiros shows na Inglaterra sem conhecer ninguém – conta o baixista. – Rodamos a Europa num lixo que não chegava nem a ser uma van. Ficamos nessa por uns dois anos, sem ganhar dinheiro algum, até que conseguimos ganhar um pouco de destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tourist history&lt;/em&gt; começou a ser escrito há três anos, mas as gravações avançaram a partir do meio de 2009, em Londres. Produzido por Elliott James (Bloc Party) e mixado pelo ícone do house francês Phillipe Zdar (Phoenix e Justice), o disco alterna momentos de urgência com melodias delicadas e assobiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– As gravações foram muito intensas – diz Baird. – Tentamos criar uma atmosfera única que fluísse do início ao fim do disco, mas com sonoridades e timbres variados. Acho que deu certo e é inacreditável que agora temos um disco pronto, nas prateleiras das lojas. Acho que sonhamos com isso desde os 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz tanto tempo. E talvez por isso que os versos cunhados por Alex Trimble circundem dois pontos temáticos aparentemente simples: relacionamentos amorosos frustrados (“Mas não são canções de amor convencionais, evitamos o clichê”, ele diz) e versos que transitam pelo universo dos romances de formação, ou seja, o crescimento dos jovens músicos ao longo dos últimos três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Falamos sobre relacionamentos e todas as nossas experiências até agora, os altos e baixos que passamos juntos – resume o baixista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baird revela que antes de gravar o disco, dada tenra idade dos rapazes, uma questão fundamental se impôs: escolher entre a segurança de uma formação acadêmica e um emprego convencional ou se arriscar no meio de toda incerteza e adrenalina que rondam o atual mercado da música pop. Faixas como &lt;em&gt;Undercover Martyn&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;What you know&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;I can talk&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;You're not stubborn&lt;/em&gt; perpassam tais questionamentos e inseguranças, mas reverberam, acima de tudo, uma energia jovem, certeira e em plena combustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O disco como um todo reflete essa transição. Escrevemos sobre tudo que nos manteve no caminho e nos fez acreditar que se a gente trabalhasse muito tudo iria dar certo – explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o verão europeu se aproxima e a temporada de festivais anuncia suas atrações, o trio já conta com lugar cativo nos maiores eventos do ano, como Hurricane, Oxegen, T in The Park, Benicàssim, Reading e Leeds Festival, entre outros. O segredo da agenda repleta até setembro eles não sabem, mas a faixa Something good can work parece resolver o mistério: talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sabemos que temos boas canções e que podemos fazer uma carreira com elas. Ter essa confiança é tudo o que precisamos. Não queremos ninguém para nos dizer que seremos a próxima grande banda. Isso serve apenas como instrumento de pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa: &lt;em&gt;Something good can work&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1PorW3y5n1w&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1PorW3y5n1w&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/twodoorcinemaclub"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/twodoorcinemaclub&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3131941551521394912?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3131941551521394912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3131941551521394912&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3131941551521394912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3131941551521394912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/two-door-cinema-club-power-trio-para.html' title='Two Door Cinema Club - Power trio para pista de dança'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7O_0Ur4qsI/AAAAAAAAA68/noCoptQ3YQw/s72-c/001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3017809975542907394</id><published>2010-03-30T17:56:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T18:27:48.038-07:00</updated><title type='text'>MGMT - Congratulations: Surpresa e frustração se misturam</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7KggSaqndI/AAAAAAAAA6k/eRKend0sB_I/s1600/MGMT-02-011-2_R2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 257px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454598575259033042" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7KggSaqndI/AAAAAAAAA6k/eRKend0sB_I/s400/MGMT-02-011-2_R2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Máquina e música se contrapõem nas mentes de Andrew Van Wyngarden e Ben Goldwasser desde 2008. Se a escolha do nome da banda como MGMT (sigla para management, ou gerência) fora uma tirada de sarro com o corporativismo moderno, sem que a brincadeira soasse tão “óbvia ou mesquinha como o universo dos negócios”, a artimanha durou pouco. Em pouquíssimos meses, para o bem ou para o mal, o MGMT não escapou à fagocitose da indústria, que os embalou e os ofereceu como iguaria exótica, a ser saboreada por qualquer antenado de plantão: “...são inexplicavelmente contratados de uma grande gravadora”, cravou o jornal The New York Times.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Expectativa vira inspiração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao prazer e o dissabor de uma proposta alternativa que se confunde e se imiscui no mainstream, a dupla alternou as sessões para o novo disco entre um casulo no meio de floresta e a ensolarada Malibu californiana. Com um pé lá e outro cá sobre a linha invisível que sustenta a integridade artística, em &lt;em&gt;Congratulations&lt;/em&gt; eles podem se congratular por alguns méritos, entre os tais, além das intrincadas melodias, o drible que desnorteia os que aguardavam um álbum repleto de maneirismos, enjaulado na fórmula de hits certeiros que fisgou os executivos da gravadora Columbia e a grande mídia. O peso da expectativa exacerbada serviu como inspiração para confeccionar o disco. Predominam entre os versos referências à ascendência meteórica e irrefreável da banda desde que &lt;em&gt;Oracular spectacular&lt;/em&gt; (2008) alçou voo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma estratégia enviesada que opta pelo não lançamento de singles – caberá às rádios escolher que faixa trabalhar – e pela liberação de todas as faixas em streaming – através do site oficial e da página no Myspace – a dupla parece querer selecionar seus fãs e testar seus entusiastas. &lt;em&gt;Congratulations&lt;/em&gt; não é um álbum previsível ou grudento à primeira audição. Com uma linha de baixo pulsante à surf music dando corda, &lt;em&gt;It's working&lt;/em&gt; dá as boas-vindas recobrindo os vocais de Van Wyngarden sob uma densa camada de teclados. E é assim que a voz do líder do MGMT atravessa suas novas composições: como um elemento decorativo às melodias, sem nunca ocupar o primeiro plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzido por Peter Kember (Spaceman 3), o disco carrega a mesma gênese atmosférica, espacial e lisérgica que impulsionou o début, mas passa ao largo dos refrões eufóricos e ensolarados que ecoavam de hits como &lt;em&gt;The youth&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Kids&lt;/em&gt;. Em meio a canções de dinâmicas esquizofrênicas e progressivas, destacam-se versos nonsense e visuais que servem tanto à irônica Brian Eno quanto à melancólica &lt;em&gt;Someone's missing&lt;/em&gt; e à épica &lt;em&gt;Flash delirium&lt;/em&gt;. Esta última é uma lufada de ar fresco, uma cartada estratégica que dissipa qualquer controvérsia quanto à criatividade do grupo. Longe do electro rock dançante de &lt;em&gt;Electric feel&lt;/em&gt;, o MGMT percorre um caminho sinuoso e arriscado numa época de extremos, em que cada passo é encarado como um convite ao abismo ou a salvação. Conceitualmente autênticos e artisticamente íntegros, patinam numa musicalidade desconexa, mas com lampejos de brilhantismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça: &lt;em&gt;Flash delirium&lt;/em&gt;&lt;object width="100%" height="81"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Fmgmt-flash-delirium&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=43a354"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Fmgmt-flash-delirium&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=43a354" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouça &lt;em&gt;Congratulations&lt;/em&gt; na íntegra e assista ao clipe de &lt;em&gt;Flash delirium&lt;/em&gt; aqui: &lt;a href="http://www.whoismgmt.com/"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.whoismgmt.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ou aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/mgmt"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/mgmt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3017809975542907394?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3017809975542907394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3017809975542907394&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3017809975542907394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3017809975542907394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/mgmt-congratulations-surpresa-e.html' title='MGMT - Congratulations: Surpresa e frustração se misturam'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7KggSaqndI/AAAAAAAAA6k/eRKend0sB_I/s72-c/MGMT-02-011-2_R2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4791001541815710338</id><published>2010-03-29T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T18:23:56.647-07:00</updated><title type='text'>Thiago Amud - Um autor barroco e contemporâneo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7Iqu6Ku7oI/AAAAAAAAA6c/ufTR3ooYNfk/s1600/IMG_5113-Felp_Scott300.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454469084075716226" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7Iqu6Ku7oI/AAAAAAAAA6c/ufTR3ooYNfk/s400/IMG_5113-Felp_Scott300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O semblante sereno, o corpo esguio e as passadas calmas do compositor e cantor Thiago Amud, 29 anos, escondem um turbilhão de referências artísticas que extravasam as óbvias comparações melódicas e líricas que perpassam o cancioneiro brasileiro. Prestes a lançar seu primeiro álbum, &lt;em&gt;Sacradança&lt;/em&gt;, dia 26 de abril no Cinemathèque e 28 no Espaço Rio Carioca, o músico, que já foi gravado por Guinga e Milton Nascimento, é uma combustão que une à sua musicalidade a literatura de Dostoiésvky, a cinematografia de Fellini e, claro, ares tropicais e urbanos característicos de um morador da Urca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado de Edu Kneip, Pedro Moraes, Chico Vervloet, entre outros, ele já foi colocado no cerne de uma neo-MPB. Crédito que educadamente repudia. Dono do seu nariz, acredita que os mais de R$ 10 mil tirados do próprio bolso para a gravação do debute, representam um esforço de repensar a condição autônoma do artista perante sua obra. Autor de todas as 10 canções, assim como dos arranjos para os instrumentos que povoam sambas, marchas, frevos, Amud propõe independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acho importante que as pessoas façam discos por conta própria, sem esperar as benesses de uma lei de incentivo, ou a chancela de uma gravadora – sentencia Amud. – Este é o caminho da arte. Sou um liberal defensor da autonomia artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzschiano e ateu convicto durante a adolescência, agora convertido, Amud veste a capa do cristianismo, mas não deixa de provocar seus contemporâneos. A primeira canção de trabalho do álbum, &lt;em&gt;Marcha dos desacontecimentos&lt;/em&gt; parte de uma perspectiva francamente cristã para fazer uma atual leitura de costumes. Inspirado pela leitura de &lt;em&gt;Confissões&lt;/em&gt;, de Santo Agostinho, seus versos irônicos pregam o questionamento do politicamente correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É uma espécie de crônica que denuncia um fenômeno atual: a tentativa das pessoas em substituir a responsabilidade individual por uma consciência coletiva – diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sal insípido&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Gnose song&lt;/em&gt;, que contam com a participação do compositor pernambucano Armando Lôbo, também compõem o viés apocalíptico do autor, diferentemente de &lt;em&gt;Pedra de iniciação&lt;/em&gt;, que abre o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Somos compositores barrocos e expressionistas. Não nos furtamos a deixar a paisagem sonora cheia de reentrâncias, sobressaltos, abismos e criaturas estranhas – divaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que o parceiro, de afinidades que transcendem o meramente musical, corrobora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A MPB está carente de ousadia e de certo veneno – dispara Lôbo. – Thiago percorre caminhos poéticos que não estamos acostumados a ouvir. Ele foge da velha tradição do lirismo amoroso e, quando entra no cotidiano, o faz de maneira corrosiva. Longe da irreverência gratuita, suas críticas têm substância e seu objetivo maior é a lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegando pelas águas bravias da polirritmia, da multiplicidade de camadas sobrepostas, Amud desbrava melodias que se desdobram ao ponto original das canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sei que corro o risco de ser tachado de hermético, já que a redundância é um marco central na história da canção popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbuído na tarefa de encontrar e propor uma nova síntese de brasilidade, aponta para a época de fragmentação de opiniões e considera seu trabalho um painel tropical de canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se o poeta ou o pensador retiram de si a incumbência da síntese, estamos selando a era do descompromisso e da substituição da responsabilidade do criador por um ar relativista – opina Amud. – Quero, sim, apresentar tensões nas letras e nos arranjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lidar com suas proposições de rupturas estéticas e existenciais, o artista aferra-se a referências nacionais, como &lt;em&gt;Terra em transe&lt;/em&gt;, de Glauber Rocha; &lt;em&gt;Choros nº 10&lt;/em&gt;, de Villa-Lobos; e &lt;em&gt;Grande sertão: veredas&lt;/em&gt;, de Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Apesar das influências externas, não recebi esse caráter na Rússia de Dostoiévski e muito menos da Itália de Fellini. Esta minha esquizofonia nasce aqui. Mas digo que não faço música popular brasileira, mas, sim, música bipolar brasileira. É um disco de catarse e não cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Caymmi, compõem o manancial de referências de Amud Pixinguinha, Chico Buarque, Milton Nascimento, Edu Lobo, Noel Rosa, Lupicínio Rodrigues, Elomar e, é claro, Guinga, que, do repertório de Amud, gravou &lt;em&gt;Contenda&lt;/em&gt; para o disco &lt;em&gt;Casa de Villa&lt;/em&gt;. Agora o compositor retribui o gesto e convida o mestre para cantar, e não tocar violão, em &lt;em&gt;Irreconhecível&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele é uma hidrelétrica da MPB. Vejo que minha geração reconhece sua obra porque ele estiliza ao máximo nossos gêneros. Chamei-o para cantar porque sua voz rouca carrega um sentimento lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Guinga, que conheceu o compositor há 10 anos ao integrar o júri para um concurso de jovens talentos, Amud é um dos maiores compositores de canções dos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu me comprometo a assinar quantas vezes for preciso que ele é um verdadeiro gênio da música brasileira – exagera Guinga. – Está ao lado de Chico Buarque, Milton Nascimento e Noel Rosa. Só não o comparo a Jobim e Pixinguinha porque são maestros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dono de alma buarquiana, nas palavras de Guinga Amud é progressivo e conduz a música brasileira adiante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele sozinho redime a enxurrada de coisas horrorosas, mas repletas de fama que vemos enaltecidas por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça essa: &lt;em&gt;Marcha dos desacontecimentos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="100%" height="81"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Fthiago-amud-marcha-dos-desacontecimentos&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=56a254"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Fthiago-amud-marcha-dos-desacontecimentos&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=56a254" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/thiagoamud"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/thiagoamud&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4791001541815710338?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4791001541815710338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4791001541815710338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4791001541815710338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4791001541815710338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/o-semblante-sereno-o-corpo-esguio-e-as.html' title='Thiago Amud - Um autor barroco e contemporâneo'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S7Iqu6Ku7oI/AAAAAAAAA6c/ufTR3ooYNfk/s72-c/IMG_5113-Felp_Scott300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-1898265261653402847</id><published>2010-03-28T18:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T19:11:41.570-07:00</updated><title type='text'>Holly Miranda - Entre anjos e demônios, uma voz real</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6_-_KUus6I/AAAAAAAAA6E/MipXAJqLVDc/s1600/Sem+t%C3%ADtulo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453858034825474978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6_-_KUus6I/AAAAAAAAA6E/MipXAJqLVDc/s400/Sem+t%C3%ADtulo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Muito antes de o sucesso bater à porta de seu apê no Brooklyn, em forma de contrato para o lançamento de &lt;em&gt;The magician's private library&lt;/em&gt; pela XL Recordings (Radiohead), de extensa reportagem publicada no The New York Times, de elogios de Kanye West e Trent Reznor, e de cair nas graças de um dos mais renomados produtores atuais, o guitarrista Dave Sitek (TV on The Radio), Holly Miranda comeu o pão que o diabo passou longe de amassar. Acima de tudo que há sobre a Terra, havia Deus e uma igreja em Detroit. E só. Nascida no Michigan e criada no Tennessee, passou longos 14 anos, desde a infância até a adolescência, frequentando a igreja cinco vezes por semana. Tudo aparentemente normal se contarmos que suas influências remontam muitos ícones do r&amp;amp;b e da soul music. Mas não era porque a menina franzina e branquela se esgueirava em busca de espaço no coral da igreja que a música era algo rotineiro dentro de casa. Muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meus pais não me permitiam escutar música pop. Cinema era proibido. Eu não tinha TV a cabo, muito menos MTV, e certos desenhos animados eram tidos como demoníacos, como os Smurfs. A única permissão eram os discos da Motown – conta Holly, antes de um show que faria em Omaha, ao lado da dupla Tegan &amp;amp; Sara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo da exceção, aparentemente sem sentido, é simples. Seus pais eram de Detroit, berço da lendária companhia de discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo começou com a Motown. Escutava os discos de Smokey Robinson, Diana Ross, Aretha Franklin e muitos outros. Era o que me deixavam ouvir quando criança – recorda. – Mas eu só comecei a compor depois de descobrir Ani Difranco. Nunca havia escutado algo tão honesto, e isso me inspirou pelo menos a tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais tarde, descobriu o paraíso de vozes e almas retumbantes que orbitavam entre os universos do jazz, blues e gospel. Entre eles: Nina Simone, Jeff Buckley, Leonard Cohen e Edith Piaf. A inspiração é evidente no álbum que acaba de lançar, por mais que se deixe levar pela produção contemporânea de Sitek, atravessada por guitarras com ampla ambiência, vocais modulados, e tintas referenciais que transitam pelo dream pop e pelo folk assinalado por nomes como Cat Power, Charlotte Gainsbourg, Feist e Beach House.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São todos artistas fundamentais, que serviram para o meu desenvolvimento como musicista, compositora e performer – elege Holly. – Mas o que mostro agora é fruto de um longo trajeto. Comecei a tocar piano aos 14, compor aos 16, e quando conheci o Dave havia acumulado um arsenal de gravações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes disso, numa casa em que a música pop era tratada com repulsa dogmática e como reverência diabólica, discos eram “contrabandeados” para adentrar os cômodos e fazer vibrar o aparelho de som da caçula. Sua irmã mais velha assinava às escondidas um serviço &lt;em&gt;delivery&lt;/em&gt; de álbuns, sob os cuidados de um pseudônimo. Se valendo das noites endoidecidas da primogênita, Holly entrava em seu quarto de madrugada, de lanterna em punho, para roubar algumas peças. Foi assim que descobriu bandas como The Cure e Nine Inch Nails. Mas a alegria durou pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu pai descobriu o disco do Nine Inch Nails e quando leu versos como “fucking the devil in the backseat of your car” quebrou o disco ao meio e mandou minha irmã vender tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansada da repressão familiar – tanto religiosa quanto homofóbica – que a impedia de se entregar à música e à sua opção sexual, Holly seguiu os passos da irmã, que havia se mudado para Nova York. Com apenas 16 anos, abandonou a escola, fugiu de casa e se meteu numa enrascada: chegou perto de assinar contrato com um pequeno selo bancado pela máfia. Decepcionada, voltou para casa, compôs novas canções, até que retornou, definitivamente, para a Big Apple. Aos 17, chegou a gravar um disco pela BMG, mas o projeto foi engavetado. Pouco tempo depois, formou a Jealous Girlfriends, e à frente da banda lançou dois álbuns, &lt;em&gt;Comfortably uncomfortable&lt;/em&gt; (2004) e &lt;em&gt;Roboxulla&lt;/em&gt; (2007). Instalada no Brooklyn, alugou um pequeno espaço de ensaios em Williamsburg, e ao abrir a porta do estúdio, deu de cara com o vizinho que mudaria a sua vida, Dave Sitek. Conforme os esbarrões pelo hall ganhavam constância, Holly passou a distribuir algumas de suas 40 demos ao produtor, até que, há dois anos, iniciaram as gravações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nos tornamos amigos e a decisão de gravar juntos foi muito orgânica e natural – conta ela. – Foi uma experiência super intensa. Começávamos a gravar com o pôr do sol e terminávamos quando ele começava a despontar, durante um mês. Dave é como se fosse da família, então o ambiente era super confortável. Mas é claro que ele me levou a sair dessa zona de conforto para que eu tentasse uma série de coisas que normalmente não faria. Mas não forçou, fez com que eu quisesse arriscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo Holly Miranda passou a colecionar elogios da crítica, embora ainda assombrada com as suposições de que teve pouca autonomia na elaboração dos arranjos – uma resenha publicada no The Guardian chegou a afirmar que a cantora não seria responsável pela sonoridade sinestésica e ambiciosa contida no disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei que rondaram especulações sobre até que ponto eu tive envolvimento na feitura dos arranjos e das canções. Estive presente em cada segundo, e toquei o máximo de instrumentos que pude. Componho e gravo canções há muitos anos, esse é apenas o primeiro álbum que ganha vida. Dave tocou bastante coisa também. Tentamos gravar o máximo de instrumentos até que qualquer pessoa entrasse no estúdio para registrar os metais, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com o toque especial de outros dois integrantes do TV on The Radio – o guitarrista e cantor Kyp Malone e o multiinstrumentista Jaleel Bunton – &lt;em&gt;The magician's private library&lt;/em&gt; descortina um repertório comovente em meio a paisagens sonoras acinzentadas, desoladas e, por vezes, fantasmagóricas. Sob uma torrente de metais, cordas, teclados, guitarras, beats eletrônicos carregados de reverbes, versos sobre amor (&lt;em&gt;Waves&lt;/em&gt;), sonhos e contos de fadas (&lt;em&gt;Sweet dreams&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Everytime I go to sleep&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Sleep on fire&lt;/em&gt;) criam uma atmosfera envolvente e única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Só faltou o Tunde (Adebimpe, vocalista do TVoTR) – lamenta. – Não pensamos em nenhum conceito, as coisas fluíam conforme íamos nos relacionando. Seguimos nossos instintos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizado em 2008, Holly penou um longo tempo até que o trabalho chegasse às mãos da badalada XL Recordings. Diz que a angústia da espera foi um dos momentos mais difíceis da carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acreditar e permanecer firme foram as maiores dificuldades que eu enfrentei – afirma. – Há muito tempo que trabalho essas canções, e chega uma hora que você começa a se perguntar: “Será que é isso mesmo que eu tenho a dizer?”. Isso fica cada vez mais pesado, ainda mais morando em Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na metrópole, onde todo mundo vê, ouve e lê de tudo, do melhor ao pior, onde os estímulos sensoriais ganham carga e são excitados a cada segundo, onde artistas crescem exponencialmente para logo depois serem despejados na vala comum, voltarem para suas casas e arrumarem um emprego rotineiro, Holly sentiu todo o peso e a adrenalina de ser uma total desconhecida e, nos últimos meses, se tornar uma das mais comentadas artistas em ascensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aqui é tudo muito duro. Mas sempre soube que eu não poderia fazer nada diferente. Eu nunca seria feliz fazendo qualquer outra coisa – explica. – Independentemente de ter um contrato ou atenção da mídia, estarei sempre compondo. Mas nem tudo é ruim, é claro que tem o lado bom de estar aqui e poder conhecer pessoas maravilhosas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dave Sitek, Kyp Malone e Jaleel Bunton são algumas delas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouça essa: Every time I go to sleep&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="100%" height="81"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Fholly-miranda-everytime-i-go-to-sleep&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=43a354"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Fholly-miranda-everytime-i-go-to-sleep&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=43a354" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/hollymiranda"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/hollymiranda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-1898265261653402847?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/1898265261653402847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=1898265261653402847&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1898265261653402847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1898265261653402847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/entre-anjos-e-demonios-uma-voz-real.html' title='Holly Miranda - Entre anjos e demônios, uma voz real'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6_-_KUus6I/AAAAAAAAA6E/MipXAJqLVDc/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-662219571934582467</id><published>2010-03-27T20:04:00.001-07:00</published><updated>2010-03-28T06:12:31.945-07:00</updated><title type='text'>Laura Marling - Uma voz que (en)canta e tem algo a dizer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S67Yk_n5-cI/AAAAAAAAA58/1L8yEid0kcI/s1600/Laura%2520Marling%2520new%2520dark%2520hair.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453534328857950658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S67Yk_n5-cI/AAAAAAAAA58/1L8yEid0kcI/s400/Laura%2520Marling%2520new%2520dark%2520hair.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Cerca de &lt;a href="http://radarpop.blogspot.com/2008/06/laura-marling.html"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;dois anos atrás&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Laura Marling era, aos olhos de cá, uma espécie de Mallu Magalhães à inglesa; ou talvez a nossa Mallu fosse uma resposta tupiniquim, uma Marling para inglês ver. Não importa... Aos 17 anos, tímida, franzina e delicada, a menina chegava a ser barrada na porta de alguns clubes em que ela própria era a atração da noite. A bordo de &lt;em&gt;Alas I cannot swim&lt;/em&gt;, seu álbum de estreia, Marling fugia à onda soul e enveredava num caminho próprio, navegando fundo pelo folk, sempre acompanhada, no estúdio ou em shows, pelos músicos do  Noah and the Whale. Chamava a atenção não apenas pelas melodias bem tramadas ou pela pouca idade, até porque ícones precoces de talento não faltam no cenário pop. Mas Marling não era exatamente pop, e o que surpreendia ia além de suas delicadas e sinuosas canções, ou de sua voz doce, plácida e envolvente. Era a densidade de suas letras que pregara a atenção; o caráter até certo ponto soturno de sua sensibilidade poética havia fisgado a todos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Era claro que a menina era diferente, tinha algo além da superfície; e em vez de apenas romantizar à frente da TV, embebida por seriados teen, filmes pipoca ou revistas/sites de fofoca – algo comum na sua idade –, naturalmente ela se deixava guiar e passar o tempo imersa em romances e poemas. Não que seus versos refletissem uma intelectualóide esnobe em formação. Apenas denotavam uma carga de entrega admirável, passavam longe do risível, do lugar-comum e da banalidade. Se falava de amor, surpreendia pela maturidade com que abordava o tema, se lançava os olhos para solidão, era nítida a sinceridade como encarava o que dizia... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O fato é que Marling cresceu, bateu a casa dos 20, rompeu com o primeiro grande amor, tingiu o cabelo louro branco de castanho, modelou a voz antes falseada em tom mais grave e encorpado, e rascunhou versos mais melancólicos para ressurgir com o segundo disco de carreira. O título, &lt;em&gt;I speak because I can&lt;/em&gt;. Pretensão e empáfia inglesa? Nada disso. Apenas, se permite a falar sobre perda, culpa, medo, morte e solidão sem tanta timidez. Pena que a aura ainda mais densa deste novo trabalho tenha retirado de sua poesia um pouco de cor, de frescor pop, e de uma saudável ingenuidade, notada desde a arte gráfica até os videoclipes que envolviam o début. I speak because I can é um disco para ser absorvido aos poucos, esmiuçado em suas quebras melódicas e sentido em seus baques percussivos. Uma jornada intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa: &lt;em&gt;Devil's spoke&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#999999;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="360" width="425"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="movie" value="http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=102489757,t=1,mt=video"&gt;&lt;embed src="http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=102489757,t=1,mt=video" width="425" height="360" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Veja essa: &lt;em&gt;Ramblin man&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#999999;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="360" width="425"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="movie" value="http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=103772226,t=1,mt=video"&gt;&lt;embed src="http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=103772226,t=1,mt=video" width="425" height="360" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/lauramarling"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/lauramarling&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-662219571934582467?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/662219571934582467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=662219571934582467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/662219571934582467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/662219571934582467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/laura-marling-uma-voz-que-encanta-e-tem.html' title='Laura Marling - Uma voz que (en)canta e tem algo a dizer'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S67Yk_n5-cI/AAAAAAAAA58/1L8yEid0kcI/s72-c/Laura%2520Marling%2520new%2520dark%2520hair.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8058314142741028907</id><published>2010-03-25T17:15:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T17:59:46.604-07:00</updated><title type='text'>Wilder - Hype às avessas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6wEePd8GZI/AAAAAAAAA50/HohKy-jHdro/s1600/Wilder.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452738166433520018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6wEePd8GZI/AAAAAAAAA50/HohKy-jHdro/s400/Wilder.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até uma semana atrás eles não tinham nem uma conta aberta no Youtube, e o perfil no Myspace havia sido montado no final de outubro. Mas isso não impediu que a Rough Trade Records, atenta que é, pousasse suas garras nesse quarteto muito antes que qualquer outra major. Aliás, quando o quesito é se adiantar ao hype a RTR parece ter os melhores A&amp;amp;Rs. O burburinho rolou à moda antiga, sem o auxílio das tão disputadas, hipervalorizadas e inchadas ferramentas de promoção, socialização e marketing via web. O quarteto de Bristol optou por um caminho arriscado, e parece que deu certo. Há algumas semanas eles rodaram as principais casas de Londres abrindo os shows para a turnê europeia de Julian Casablancas. O sucesso foi grande, e todo mundo passou a perguntar: "Que banda é essa?", "Vieram de onde?" e etc. Mas não foi apenas por sua tática às avessas que o grupo estampa, por exemplo, a sessão Radar da NME desta semana – não que isso diga muita coisa, sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica na cabeça é a mistura de um rock tipicamente inglês, cru, com cheiro de garagem, mas que, numa troca ou outra de marcha, passa a acelerar o motor sob a pressão de sintetizadores e recursos eletrônicos. Até agora soltaram duas canções no Myspace, e um vídeo na conta recém-aberta do Youtube. O burburinho geral aponta: "Eles vão ser grandes". A Rough Trade já deu o recado: "Trabalhem bastante, vocês têm talento". Formado por Bec (bateria), Joe (baixo), Jay (synths) e Sam (voz e guitarra), o Wilder – nome-tributo ao mestre do cinema noir Billy Wilder – pega emprestado o frescor de Friendly Fires, The Whip, Rapture e Gossip, mistura com a new wave ou o art rock de Talking Heads e Velvet Underground, e adiciona algo de "Neu!, Kraut, Captain Beefheart, Little Richard, 50's R&amp;amp;R e um pouco de foxy old art-school era Roxy Music", como escrevem na bio do Myspace. E arrematam: "Pelo menos é o que as pessoas nos dizem". E vão dizer muito mais daqui para frente. Resta saber até quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça essa: &lt;em&gt;TBT&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="100%" height="81"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Fwilder-tbt&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=379e49"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Fwilder-tbt&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=379e49" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Veja essa: Girls vs b&lt;em&gt;oys&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LWgz2xVQJMI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LWgz2xVQJMI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Para baixar as duas faixas é preciso se cadastrar aqui: &lt;span style="color:#006600;"&gt;http://mailinglists.beggars.com/?p=subscribe&amp;amp;id=47&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais aqui: &lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/wearewilder&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8058314142741028907?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8058314142741028907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8058314142741028907&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8058314142741028907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8058314142741028907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/wilder-hype-as-avessas.html' title='Wilder - Hype às avessas'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6wEePd8GZI/AAAAAAAAA50/HohKy-jHdro/s72-c/Wilder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-6547382512366074537</id><published>2010-03-24T17:03:00.001-07:00</published><updated>2010-03-24T17:39:34.056-07:00</updated><title type='text'>Citadels - Psicodelia folk na medida certa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6qv9H39FCI/AAAAAAAAA5s/DY_PAX0iknI/s1600/l_181a4cb7ef80449692dff19d65324f65.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 279px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452363763506025506" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6qv9H39FCI/AAAAAAAAA5s/DY_PAX0iknI/s400/l_181a4cb7ef80449692dff19d65324f65.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Antes um quinteto, mas agora com três peças no jogo, o Citadels vem ganhando espaço na Inglaterra a bordo de um single que é, sem dúvida, um dos melhores lançados esse ano. &lt;em&gt;Chemical song&lt;/em&gt;, lançada no ep &lt;em&gt;Animals&lt;/em&gt;, já rendeu ao grupo comparações positivas com The Flaming Lips, MGMT e Grizzly Bear. O trio entra em estúdio em maio para gravar o début. O que chama a atenção, além das chapantes prformances ao vivo, são as harmonias vocais e as melodias épicas criadas pelo líder e guitarrista Bramble. O grupo mistura levadas folk com o imediatismo do pop, e afina a história com arranjos atmosféricos, amplos, que não deixam de pegar emprestado da eletrônica sua porção moderna. Nas letras, amores ganhos e perdidos, o absurdo da existência e a obsessão-fetiche pelo novo que atravessa a nossa era. Entrevista com os moços sai em breve, aqui e no Caderno B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa: &lt;em&gt;Chemical song&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oxaYIx4eee4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oxaYIx4eee4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/citadelsmusic&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-6547382512366074537?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/6547382512366074537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=6547382512366074537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6547382512366074537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6547382512366074537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/citadels-psicodelia-folk-na-medida.html' title='Citadels - Psicodelia folk na medida certa'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6qv9H39FCI/AAAAAAAAA5s/DY_PAX0iknI/s72-c/l_181a4cb7ef80449692dff19d65324f65.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3877465739612392626</id><published>2010-03-22T13:21:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T13:56:48.652-07:00</updated><title type='text'>Lissie - Diamante bruto em lapidação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6fS-MPCDEI/AAAAAAAAA5c/uNKMWZxhnuM/s1600-h/Lissie2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451557839833271362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6fS-MPCDEI/AAAAAAAAA5c/uNKMWZxhnuM/s400/Lissie2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Nascida em Rock Island, Illinois, às margens do caudaloso rio Mississippi, Elisabeth Maurus mais parece ter sido teletransportada de uma comunidade hippie californiana dos anos 60. Dona de longos e desgrenhados cabelos loiros, que emolduram sua pele sardenta, veste-se de forma comum e empunha um inseparável violão acústico como escudo. A timidez protege um diamante em fase de lapidação. Uma menina que mergulha fundo nas raízes musicais da América e volta à tona para emprestar fôlego renovado à música folk e gospel. Cantora de timbre áspero e melodista aguçada, extrai peças harmônicas simples e pegajosas. De apelo pop instantâneo, mas nada superficial em seus versos, leva uma vida tranquila na fazenda de Ojai, no interior da Califórnia. E é de lá que a moça acaba de soltar o belíssimo EP Why you running, produzido pelo líder da Band of Horses, Bill Reynolds. Em breve entrevista exclusiva com a moça no Caderno B e aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Veja essa: &lt;em&gt;Wedding bells&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sN7igYKC3KU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sN7igYKC3KU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;E mais essa: &lt;em&gt;In sleep&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BgZTLnqBukk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BgZTLnqBukk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;E mais aqui: &lt;a href="http://www.myspace.com/lissiemusic"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/lissiemusic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3877465739612392626?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3877465739612392626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3877465739612392626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3877465739612392626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3877465739612392626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/lissie-diamante-bruto-em-lapidacao.html' title='Lissie - Diamante bruto em lapidação'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6fS-MPCDEI/AAAAAAAAA5c/uNKMWZxhnuM/s72-c/Lissie2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3574511477205177149</id><published>2010-03-22T09:19:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T09:34:49.809-07:00</updated><title type='text'>Rox - Soul sem comparação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6ebz51oXhI/AAAAAAAAA5U/gNLPAmwMTMQ/s1600-h/C%C3%B3pia+de+Rox+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451497189956673042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 324px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6ebz51oXhI/AAAAAAAAA5U/gNLPAmwMTMQ/s400/C%C3%B3pia+de+Rox+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Se nos últimos anos o cenário musical brasileiro parece ter sido inundado por uma enxurrada de novas vozes femininas, na Inglaterra um fenômeno parecido se instala, mas fincado na fusão do pop com a soul music. Faltava, porém, uma voz versátil o bastante para englobar todo o lastro de gêneros que a black music abarcou em seu pulsar nos últimos tempos. Com seu timbre cristalino e de extensão invejável, Roxanne Tania Tataei – ou simplesmente Rox, seu nome artístico – aposta na diversidade e acerta num caminho próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que Joss Stone e, depois, Amy Winehouse redesenharam as ondas sonoras de cores sessentistas, uma profusão de meninas se lançou em releituras para a sonoridade esculpida por selos como Stax e Motown décadas atrás. Nomes como Adele, Duffy, VV Brown e até a novata discípula de Miss Winehouse, Dionne Bromfield, seguiram o fluxo esquemático do rastro deixado por grupos vocais femininos da época, como Martha and the Vandellas e The Supremes, assim como a receita quente de Sharon Jones and The Dap-Kings. Afastada de qualquer nostalgia, Rox, é claro, não quer saber de comparações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para ser sincera, eu tento realmente ignorar comparações do tipo. É claro que eu fico feliz, mas eu planejo estar na estrada por muitos anos e quero ter a certeza de que possa sobreviver a qualquer hype que cruze o meu caminho – esclarece a cantora, a bordo do Eurostar que a leva de volta a Londres depois de uma apresentação em Paris, para um programa de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Influência do musical 'Chicago'&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rox rescende às divas do soul e ao tratamento classudo e renovado que nomes como Sade e Lauryn Hill emprestaram ao rhythm and blues. De traços delicados e corpo escultural, também por isso chamou a atenção das principais publicações inglesas e, antes mesmo de lançar seu álbum de estreia, Memoirs, previsto para o meio do ano, marcou presença no concorrido palco de Jools Holland. Atravessada por referências musicais aparentemente desconexas, cita o musical Chicago como uma delas, assim como deposita em seu balaio de influências nomes como Frida Kahlo, Portishead, D'Angelo e Elton John. Autora de métricas sinuosas, em que sua articulação é exigida e mostra elasticidade, Rox embala desde levadas reggae como Rocksteady a canções mais diretas, guiadas pelos cânones do pop e do rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Amo praticamente todos os estilos musicais, mas os trabalhos de Eva Cassidy, Mahalia Jackson, Elton John, Joni Mitchell e Common me inspiram bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida em Londres há 21 anos, Rox solta a voz desde a primeira infância. Filha de uma cantora jamaicana e de um artista iraniano, dos cinco aos 10 anos dedicava suas manhãs e tardes de sábado, das 9h às 17h, aos ensaios com um grupo vocal da igreja de Norbury. E foi ali, em meio a encontros religiosos e churrascos de famílias jamaicanas, assim como em peças de teatro e excursões com o grupo Youth Musical Theatre durante a adolescência, que descobriu a sua potência vocal e a energia e desenvoltura que hoje emprega sobre o palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo começou muito cedo, mas eu sempre soube que deveria cantar. Acho que sou realmente sortuda em poder escrever minhas próprias canções e fazer com que elas possam afetar as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ousadia em pisar terrenos distintos chamou a atenção de um selo majoritariamente dominado por nomes da cena alternativa inglesa. Casa de artistas como The Strokes, The Libertines, Belle and Sebastian, Antony and the Johnsons e Little Joy, a Rough Trade Records não tardou em oferecer uma proposta, vencer uma batalha entre executivos de A&amp;amp;R e ampliar o seu quadro com uma artista de irrefutável apelo comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não tenho mais nada a pedir, ou tenho? – brinca. – Senti que teria liberdade com eles. Daqui em diante o que eu quero é viajar e tocar muito para as pessoas que curtem as minhas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras canções começaram a ser buriladas há cerca de dois anos. Assim que teve em mãos um conjunto coeso o suficiente arrumou as malas para trabalhar com o produtor Commissioner Gordon (Lauryn Hill e Damian Marley), em Nova York. De volta a Londres após algumas sessões, juntou-se ao talentoso Al Shux, responsável pelo hit Empire state of mind, lançado pelo rapper Jay-Z.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Commissioner me ajudou a construir um feeling, dar um rosto ao trabalho. Mas foram as sessões com Al Shux que sedimentaram a minha visão. Ele foi fundamental e me ajudou a acertar os detalhes finais para o disco – conta ela. – Gravar esse disco foi uma das experiências mais desafiadoras da minha vida. Apesar de confiar num repertório que havia sido testado em dezenas de shows em Londres, na Holanda e em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Odisseia romântica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bordo de hits instantâneos como o single My baby left me e baladas de tirar o fôlego como Sad eyes, faz de Memoirs um álbum conceitualmente clássico, que espelha uma odisseia de contornos românticos. Entre a euforia da paixão e o vazio de uma decepção amorosa, Rox marca seu espaço como uma das mais promissoras cantoras deste início de década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Construí canções sobre as diferentes fases do amor, e acho que o disco te carrega por uma montanha-russa de emoções – observa. – Espero que daqui a 20 anos ele possa sustentar o significado do que estou cantando. E que eu consiga chegar até lá e me conectar com as pessoas, com as suas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No enredo que conecta e dá sentido à ordem do disco, Rox parte de uma relação amorosa estável. Algumas faixas depois, rompimento, desesperança e frustração guiam versos sobre a perda de alguém que não lhe fez bem, até que, finalmente, ela se deixa levar por um novo amor. Tudo muito óbvio, não fosse o seu inquestionável apuro melódico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acredito que a música ainda continua a funcionar como a trilha sonora da vida de cada de um de nós. E de uma maneira muito poderosa. Só de imaginar que uma música minha possa significar tanto a ponto de ser escolhida para um casamento me faz sorrir. Não tem jeito, sou uma romântica irrecuperável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, além disso, uma cantora de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Breakfest in bed&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uiGmeTgHWDs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uiGmeTgHWDs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3574511477205177149?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3574511477205177149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3574511477205177149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3574511477205177149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3574511477205177149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/rox-soul-sem-comparacao.html' title='Rox - Soul sem comparação'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6ebz51oXhI/AAAAAAAAA5U/gNLPAmwMTMQ/s72-c/C%C3%B3pia+de+Rox+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-9047602926768809624</id><published>2010-03-19T05:51:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T13:23:31.855-07:00</updated><title type='text'>Franz Ferdinand tonight</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6PdISbc9sI/AAAAAAAAA5E/P0WdoRGcYQQ/s1600-h/franz-ferdinand.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450443108504106690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6PdISbc9sI/AAAAAAAAA5E/P0WdoRGcYQQ/s400/franz-ferdinand.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A estrutura de madeira e ferro que punha em lados opostos a banda e o público que lotava a Fundição Progresso em setembro de 2006 veio literalmente abaixo. Era o início do show, e o Franz Ferdinand arremessava os seus primeiros hits na plateia, que correspondia à altura. A paralisação aumentava ainda mais a tensão e os decibéis, com urros que se valiam do altíssimo pé direito para preencher o ambiente. Era a segunda vez que o quarteto escocês se apresentava no Rio em menos de um ano. Poucos meses antes, em fevereiro, um Circo Voador lotado estufava sua tenda para receber uma das mais incendiárias apresentações que a Lapa já viu. Não era para menos. O FF estava no auge do hype. Havia dois anos que o o disco homônimo chegara às lojas. Seguido por &lt;em&gt;You could have it so much better&lt;/em&gt; (2005), o rock cru, de riffs angulados e melodias pegajosas do grupo garantia espaço de destaque para o FF no cenário mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O último show que fizemos aí foi realmente incrível – recorda o baterista Paul Thomson. – Ficamos até preocupados de as pessoas não entrarem em surto. Foi algo bastante físico. O lugar estava quase entrando em colapso, e não queríamos causar uma catástrofe. Foi muito bom. No ano passado pudemos tocar em São Paulo, era um lugar menor, mas uma excelente casa, com muitas pessoas. Estamos ansiosos para voltar a tocar no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos depois, o grupo volta a se apresentar hoje na mesma Fundição Progresso. Mas, definitivamente, será uma experiência diferente. Ao lado de hits como &lt;em&gt;Take me out&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The dark of the matinée&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Michael&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;This fire&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Do you want to&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Walk away&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The fallen&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Eleanor put your boots&lt;/em&gt;, entre outros, estarão canções com uma nova roupagem, pinçadas do mais recente álbum do grupo, &lt;em&gt;Tonight&lt;/em&gt; (2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vamos tocar basicamente as canções desta turnê, mas é claro que sempre mudamos alguma coisa de um show para o outro... Acho que desde que começamos a excursão nossa apresentação já evoluiu bastante. Mas tudo depende do clima da noite. Se estamos tocando no frio de Glasgow é uma coisa. Tenho certeza que aí vai ser algo bastante diferente. A única coisa que mantemos é a espontaneidade. O nosso maior trunfo é poder ser livre para mudar as coisas quando bem entendermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi isso que os músicos tinham em mente quando decidiram entrar em estúdio para gravar &lt;em&gt;Tonight&lt;/em&gt;. O Franz Ferdinand já havia se tornado uma das maiores sensações britânicas. Mais que isso, haviam definido uma nova estética para o rock atual. O pós-punk cortado por guitarras secas, rápidas e angulosas havia se tornado modelo para uma infinidade de novas bandas do cenário independente. Na sala de gravação, Kapranos e companhia deveriam inventar um novo molde para que a carreira não desandasse em meio à veloz corrida de novas bandas na ilha. O cantor de pouca extensão, mas dono de métricas um tanto quanto originais, perseguia um novo caminho para as suas letras hedonistas, sobre garotas, relacionamentos amorosos frustrados, comportamento urbano e madrugadas de festa e bebedeira. E encontrou. Saíram da cena dos pubs e moquifos underground e invadiram porta adentro os clubes dançantes, mas dessa vez escoltados por densas camadas de sintetizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Demos muita atenção a tudo que envolvia o primeiro disco. E só o gravamos depois de tocarmos muito, ou seja, mais de 200 shows – recorda Thomson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro álbum, como é de costume em bandas iniciantes, foi reunido o que de melhor foi produzido durante a adolescência e o início da vida adulta. Já o segundo, apressados pela expectativa gerada pelo primeiro álbum, soava próximo do debute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tivemos pouco tempo para fazer o segundo disco... Tínhamos feito uma longa turnê e logo depois fomos para o estúdio. Oito meses depois já tínhamos o disco pronto. E então foi bom que, para este terceiro, pudemos ter mais tempo. Ficamos realmente envolvidos em pesquisar novas sonoridades. Estávamos muito mais focados, e mesmo assim as coisas levaram mais tempo para ficarem prontas. Aproveitamos o máximo que podíamos. Nos divertimos bem mais que o segundo, com certeza. O segundo é um disco muito rápido e direto, já Tonight é mais denso e pesado, mas para dançar também, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de cruzar a América Latina e retornar à Europa, em abril, o FF deve tirar alguns meses de folga. Mas o quarto álbum já está nos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não começamos a gravar, mas já temos umas canções. Não há nada muito definido. Ainda vamos trabalhar bastante nelas, e sem pressa. Agora ainda é hora de tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SJAt6Pg0ets&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SJAt6Pg0ets&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-9047602926768809624?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/9047602926768809624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=9047602926768809624&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/9047602926768809624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/9047602926768809624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/franz-ferdinand-tonight.html' title='Franz Ferdinand tonight'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6PdISbc9sI/AAAAAAAAA5E/P0WdoRGcYQQ/s72-c/franz-ferdinand.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2472190957838927196</id><published>2010-03-17T08:22:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T08:33:07.133-07:00</updated><title type='text'>Free Energy - Guitarras à moda antiga</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6Dz_gJPYjI/AAAAAAAAA4k/ODM6NvxqRxw/s1600-h/Free+Energy+4.Jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449623821404299826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6Dz_gJPYjI/AAAAAAAAA4k/ODM6NvxqRxw/s400/Free+Energy+4.Jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Enquanto queimava os tímpanos para finalizar o último álbum do LCD Soundsystem, James Murphy dividia as atenções no estúdio com uma sonoridade bem distante do que costuma produzir. Fora da trepidante atmosfera de beats eletrônicos, o produtor esmiuçava amplificadores valvulados para extrair riffs crus e as levadas rítmicas simplórias que emolduram o álbum de estreia do Free Energy. A fórmula sintética do minimalismo – menos é mais – servia a intenções nada modestas: reinventar o tão fora de moda classic rock americano que serve de base ao quarteto. Atravessados pela filosofia “faça você mesmo”, o grupo vinha batendo cabeça há alguns anos em sessões caseiras pouco satisfatórias. Em vez de frustração, o resultado deixava clara a necessidade de um produtor – e de peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu amei fazer esse disco. Foi tão bom gravar guitarras novamente. Eu havia realmente esquecido que fazia isso tão bem – disse Murphy, numa entrevista recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lapidado à exaustão, &lt;em&gt;Stuck on nothing&lt;/em&gt; chegou às lojas há duas semanas e carrega nos versos “We're gonna start a new life, and see how it goes”, que embala o single &lt;em&gt;Free energy&lt;/em&gt;, a centelha que moveu o grupo da acinzentada Minnesota aos estúdios da DFA Records, em Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O disco é resultado de anos e anos de gravações. Algumas músicas são novas, mas há outras que eu e Paul (Spranger, vocalista) compusemos para bandas antigas. Foi um processo realmente longo, e eu nem me lembro quando realmente começamos a fazer as versões finais com James – lembra o guitarrista Scott Wells.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele encara as idas e vindas ao estúdio, assim como as mudanças na formação do grupo como um processo de aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tocar com caras com quem nunca havia dividido um estúdio antes e conseguir construir uma massa sonora com o mínimo de coesão é algo realmente mágico – diz. – E agora perceber que tudo deu certo e que as pessoas estejam curtindo o nosso som é melhor ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;De Thin Lizzy a Cheap Trick&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Respaldado pela crítica, o grupo, que é a atração de quarta-feira do talkshow de David Letterman, confere boas doses de ironia e diversão à seriedade do rock produzido atualmente. Lançando mão de distorções setentistas, sinalizam influências como Thin Lizzy, Fleetwood Mac, Tom Petty &amp;amp; the Heartbreakers e Cheap Trick, em canções como &lt;em&gt;Drak trance&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Hope child&lt;/em&gt;. No entanto, deixam a agressividade de lado em favor de uma combustão eufórica, desprendida e relaxada, que serve a refrões ganchudos muito mais afeitos ao power pop que ao rock de arena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– James é um dos maiores responsáveis pelo clima descolado do disco. Ele reduz a estrutura do que tocamos aos movimentos mais básicos. Isso faz com que um movimento qualquer de slide ganhe uma potência enorme. Ele sabe como valorizar cada elemento, é muito meticuloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canções ensolaradas como &lt;em&gt;Dream city&lt;/em&gt; avalizam a ideia de uma sonoridade um tanto quanto “libertadora e para cima”, como diz Wells; sob medida para aturar a “rotina entediante dos escritórios, momentos difíceis num relacionamento amoroso ou as horas perdidas em meio ao trânsito caótico” das grandes cidades. Como se vê, &lt;em&gt;Stuck on nothing&lt;/em&gt; é mais que um bom título, e, sim, perfeitamente adequado às intenções libertárias de versos como “We are young and still alive / And now the time is on our side”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cantamos sobre o nosso crescimento, descobertas, amores, inspirações e toda a energia e desprendimento necessários para viver as belezas que encontramos por aí – diz. – Mas são as melodias, as linhas de guitarra e as dinâmicas que instruem o que devemos dizer. Os temas nascem do que os sons nos levam a pensar. As letras precisam estar perfeitamente conectadas com os arranjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sintonia fina do Free Energy você ouve aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dark trance&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Ffree-energy-dark-trance"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;      &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2Ffree-energy-dark-trance" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Bang pop&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2F03-bang-pop"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;      &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2F03-bang-pop" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/freeenergymusic"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/freeenergymusic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2472190957838927196?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2472190957838927196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2472190957838927196&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2472190957838927196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2472190957838927196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/free-energy-guitarras-moda-antiga.html' title='Free Energy - Guitarras à moda antiga'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S6Dz_gJPYjI/AAAAAAAAA4k/ODM6NvxqRxw/s72-c/Free+Energy+4.Jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4727018651635771579</id><published>2010-03-16T07:50:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T08:54:05.175-07:00</updated><title type='text'>Jimi Hendrix - Valleys of Neptune</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5-kWrPe9HI/AAAAAAAAA4c/45gWbTVtmzA/s1600-h/MH%2520Jimi%2520Hendrix%252068033-4a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449254783613334642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5-kWrPe9HI/AAAAAAAAA4c/45gWbTVtmzA/s400/MH%2520Jimi%2520Hendrix%252068033-4a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Gravada em 1966 e lançada como lado B do clássico &lt;em&gt;Hey Joe&lt;/em&gt;, a furiosa Stone free serve como cartão de visitas mais do que adequado para este álbum póstumo, cercado de expectativas e alguns mistérios. Considerada uma das mais pesadas da carreira de Jimi Hendrix, a faixa é um líbelo contra o comodismo e a caretice que tanto incomodavam o músico. Acelerando numa jam session, assim como boa parte do disco, explode num refrão que urge pela psicodélica e entorpecida liberdade ventilada pelo músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesclando sete faixas inéditas, dois covers e três previamente lançadas, &lt;em&gt;Valleys of Neptune&lt;/em&gt; denota o apuro da musicalidade de Hendrix, mesmo em canções consideradas inacabadas, como a faixa-título. Para ela, Hendrix experimentou toda uma diversidade de músicos e arranjos em mais de 15 diferentes sessões; as gravações seguiram até poucos meses antes de sua morte, em 1970. Se esta não é a versão final idealizada pelo gênio, serve como belo retrato final para as suas obcecadas e constantes variações sobre um mesmo tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzido em sua maior parte por Hendrix, que é acompanhado quase todo o tempo pela formação básica do The Jimi Hendrix Experience (o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell) o disco é um precioso registro do processo criativo do ícone. Em &lt;em&gt;Hear my train a-coming&lt;/em&gt;, ele envereda num blues carregado, em que vocifera as dores de um homem solitário que aguarda a chegada do trem na plataforma da estação. Nela, improvisos vocais e solos atiram notas livremente até o fecho dos extensos 7m29s que a conduzem. Já na curta &lt;em&gt;Mr. Bad Luck&lt;/em&gt; Hendrix ataca num rock direto, um pouco menos arraigado à verve bluesy que molda suas outras criações. Em seguida, emenda com a versão em estúdio de &lt;em&gt;Lover man&lt;/em&gt;, conhecida dos fãs em sua versão ao vivo, executada em performances lendárias (Woodstock, Berkeley, Isle of Wight).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais o ouvinte se aproxima do meio de &lt;em&gt;Valleys of Neptune&lt;/em&gt; fica claro o caráter laboratorial dos registros, não apenas pela imprecisão dos versos como também pela estrutura ainda pouco coesa dos arranjos, nos quais os solos de Hendrix prevalecem por longos minutos antes ou após versos esparsos de pouco significado. Entre as mais conhecidas pérolas ocultas, destaca-se &lt;em&gt;Fire&lt;/em&gt;. A incendiária canção, frequentemente associada à abertura dos shows de Hendrix, recebeu inúmeras releituras até hoje, de Alice Cooper ao Red Hot Chili Peppers, que arremessou a sua versão no caótico Woodstock de 1999, quando um incêndio de grandes proporções se alastrou justamente quando o grupo embalava o cover. Também lançada como bônus, em &lt;em&gt;Are you experienced?&lt;/em&gt; (1967), &lt;em&gt;Red house&lt;/em&gt; é um blues dramático, arrastado e melodioso; um dos pontos de carga emotiva mais intensa da coletânea. Contando ainda com as instrumentais &lt;em&gt;Lullaby for the summer&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Sunshine of your love&lt;/em&gt;, do Cream, &lt;em&gt;Valleys of Neptune&lt;/em&gt; é uma produção valiosa, mas sem o poder de impacto das jóias raras produzidas pelo músico em sua meteórica carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista &lt;em&gt;Bleeding heart&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CKxrPZ317CY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CKxrPZ317CY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4727018651635771579?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4727018651635771579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4727018651635771579&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4727018651635771579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4727018651635771579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/jimi-hendrix-valleys-of-neptune.html' title='Jimi Hendrix - Valleys of Neptune'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5-kWrPe9HI/AAAAAAAAA4c/45gWbTVtmzA/s72-c/MH%2520Jimi%2520Hendrix%252068033-4a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4735341012886760536</id><published>2010-03-14T19:22:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T05:19:31.395-07:00</updated><title type='text'>Delphic - O futuro é agora</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52cJiwqfbI/AAAAAAAAA4U/Bt456ev2lQg/s1600-h/delphic1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 310px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448682811951840690" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52cJiwqfbI/AAAAAAAAA4U/Bt456ev2lQg/s400/delphic1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;A cada ano torna-se mais desafiadora – quando não frustrante – a tarefa de acompanhar de perto a enxurrada de canções produzidas e veiculadas por novos artistas todos os dias. Em meio a um cenário pop multifacetado, do indie ao mainstream, cujas barreiras perdem definição gradativamente, se espraiam uma infinidade de nomes que, em questão de dias, horas, minutos e segundos são catapultados ao centro de um furacão midiático. Num &lt;em&gt;tour de force&lt;/em&gt; para sacar o que anda rolando, preguei os ouvidos em mais de 50 nomes nas últimas semanas com a missão de separar o que realmente importa. A partir deste domingo, uma série de entrevistas exclusivas se empenha em apresentar e destacar as mais relevantes promessas do ano. Entre elas o trio britânico Delphic, assim como os nove nomes listados abaixo, entre outros que aparecerão por aqui mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De volta a Manchester&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim uma banda inglesa ultrapassa a velocidade do hype; e sem dar tempo para os semanários musicais deixarem escorrer um novo gênero da ponta da língua. Dando adeus às sirenes ravers, às guitarras angulares, entre outros modismos, o Delphic mescla a house music dos clubes noturnos com a grandiosidade do rock de arena. Enquadram-se num cenário atual de bandas que aposentam a formação instrumental clássica. James Cook (vocal), Matt Cocksedge (guitarra) e Richard Boardman (multiinstrumentista) definem o trabalho como “música eletrônica executada por uma banda de rock”, e dão um tapa na cara do som eufórico e bem-comportado de alguns de seus contemporâneos. Primando pela originalidade, arremessam a sonoridade e a forma convencional de tocar guitarra na lata de lixo e apontam para um revival da Manchester oitentista – época em que os álbuns futuristas do New Order ditavam as ondas de rádio. No fim das contas, não revolucionam a máquina, mas garantem inventividade o bastante para emprestar novo fôlego à saturada cena inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que nos interessa é fazer com que as pessoas se emocionem e, é claro, fiquem estimuladas a dançar. Acho que Manchester precisa aprender a se mexer novamente. Queremos ser os maiores responsáveis por trazer o dance de volta ao mapa – afirma Cook,enquanto descansa após um set de DJ realizado em Newcastle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bordo de Acolyte, aclamado álbum de estreia, o grupo desponta como um dos mais energéticos da atualidade. Navegam por referências como Björk, Radiohead, Kraftwerk, Aphex Twin, Sigur Ros e Chemical Brothers para construir uma atmosfera singular, num arco de gêneros que embala o techno minimalista e o pop mais radiofônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Todas as sonoridades que absorvemos estão gravadas no nosso subconsciente, então é difícil entender de onde vêm as conexões. Quando começamos a escrever juntos percebemos o cruzamento de influências comuns – conta o vocalista. – O que faz a nossa cabeça é um tipo de música que leva em conta a noção de pioneirismo. Mas é claro que admiramos e sabemos o quanto é difícil fazer canções que atinjam as massas. É algo tão valioso quanto criar a sonoridade mais original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mescla de sonoridades distintas, a quebra de barreiras entre gêneros musicais e o desprendimento quanto à formação sobre o palco não são as únicas facetas que denotam a contemporaneidade do grupo. Dono do próprio selo, Chimeric, o trio elaborou todo o material gráfico do álbum de estreia, assim como os vídeos promocionais. Perfeccionistas, escolheram a dedo o produtor Ewan Pearson, depois que ele fez da faixa Counterpoint o reflexo exato do que os três idealizavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Somos extremamente detalhistas, então gravar e compor se torna um trabalho muito penoso e estressante. Ewan impediu que nos matássemos – brinca. – Ele transformou em realidade tudo o que estava dentro da nossa cabeça. Ele mora em Berlim, que é casa do techno. Foi tudo muito inspirador já que estamos imersos nessa cultura há muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem, ambicioso e inventivo, o guitarrista Matt Cocksedge diz estar cansado do rock calcado em riffs de guitarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Passamos muito tempo ouvindo bandas que ditavam “A guitarra está morta, vida longa à guitarra”. Esse tipo de música se tornou cansativa e entediante. Sentimos que deveríamos usar a nossa criatividade para inovar e capturar uma sonoridade única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceitual, a abordagem de Acolyte tem na faixa-título a matriz dos arranjos que moldam as outras nove canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acho que construímos um álbum fluido e consistente, áspero e bonito – diz Cook. – Acolyte é a peça-chave. Tudo gira em torno e deve caber dentro dessa atmosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada uma das questões respondidas, o trio deixa escorrer certezas e um otimismo que vez por outra se confunde com prepotência. Celebrados por resenhas favoráveis e pela instantânea glorificação do jornalismo musical britânico, eles sabem, porém, que ainda lhes resta um longo e instável caminho à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fico eletrificado, mas sei que é só o começo. Acabamos de lançar o primeiro disco, mas já estamos profundamente envolvidos com os conceitos do segundo. É claro que é incrível poder rodar o mundo tocando, mas fazer novas músicas é o que nos move. É como uma obsessão. Estamos sempre de olho no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Veja essa:&lt;em&gt; Halcyon&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZFHxtnacFV8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZFHxtnacFV8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/delphic"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/delphic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4735341012886760536?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4735341012886760536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4735341012886760536&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4735341012886760536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4735341012886760536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/delphic-o-futuro-e-agora.html' title='Delphic - O futuro é agora'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52cJiwqfbI/AAAAAAAAA4U/Bt456ev2lQg/s72-c/delphic1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-6434714159198341325</id><published>2010-03-14T18:57:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T20:41:06.063-07:00</updated><title type='text'>Chew Lips - Em busca do pop perfeito</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52YMOv1ACI/AAAAAAAAA4M/RZPFhPYewcI/s1600-h/CL1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448678460072722466" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52YMOv1ACI/AAAAAAAAA4M/RZPFhPYewcI/s400/CL1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Escoltada pelos multiinstrumentistas Will Sanderson e James Watkins, a lourinha Tigs tem a fórmula do pop gravada na boca. Envolta em bases eletrônicas e sintetizadores pulsantes, constrói refrões grudentos com a mesma facilidade que desenha linhas melódicas sinuosas de forte apelo sensual. Fã do rock alternativo cravado por ícones como Pavement, Dinosaur Jr. e Yo La Tengo, enfileira hits certeiros como a hipnótica Play together. Produzido por David Kosten (Bat For Lashes), &lt;em&gt;Unicorn&lt;/em&gt; é um apanhado de chicletes que fixam à primeira orelhada e versam sobre a passagem para a vida adulta. “Não sabíamos muito bem onde chegar, mas era claro que não deveríamos soar como algo pós-Strokes, Bloc Party e Foals. É um disco de transição”, revela Tigs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Veja essa:&lt;em&gt; Salt air&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/va0njQFvFEk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/va0njQFvFEk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Veja essa:&lt;em&gt; Play together&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u89t4-9-kM8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u89t4-9-kM8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/chewlips"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/chewlips&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-6434714159198341325?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/6434714159198341325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=6434714159198341325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6434714159198341325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6434714159198341325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/chew-lips-em-busca-do-pop-perfeito.html' title='Chew Lips - Em busca do pop perfeito'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52YMOv1ACI/AAAAAAAAA4M/RZPFhPYewcI/s72-c/CL1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4458878459723992353</id><published>2010-03-14T18:21:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T16:16:06.536-07:00</updated><title type='text'>The Drums - Nas ondas do surf pop</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52QeBLqvpI/AAAAAAAAA30/e4zqxar1tDw/s1600-h/td1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448669969576017554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52QeBLqvpI/AAAAAAAAA30/e4zqxar1tDw/s400/td1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Enquanto a eletrônica continua a mexer com o som e a cabeça de roqueiros – seja pela sobreposição de sintetizadores ou pela imersão em beats programados – Jonathan Pierce (voz) e Jacob Graham (guitarra) trilham o caminho inverso. Cansados das eletronices produzidas na Flórida, juntaram uma grana, arrumaram as malas e partiram para Nova York, onde se juntaram a Adam Kessler (guitarra) e Connor Hanwick (bateria). De guitarras em punho, mergulham na década de 50 e no surf pop dos 60, pegando carona na sonoridade oitentista de Orange Juice e The Smiths. Relegados a moquifos de segunda categoria nos EUA, ganham fama sob a grita da atenta mídia britânica, que os tem como “a banda mais cool de Nova York”. Ecoando Factory e Beach Boys, assinam hits pegajosos, dançantes e ensolarados como &lt;em&gt;Let's go surfing&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Saddest summer&lt;/em&gt;, assim como melancólicas e nostálgicas baladas. &lt;em&gt;Down by the water&lt;/em&gt; é um caldo de tirar o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Escuta essa:&lt;em&gt; Down by the water&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="100%" height="81"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2F06-down-by-the-water"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;      &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2F06-down-by-the-water" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Veja essa:&lt;em&gt; Best friend&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MUubQj7g56E&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MUubQj7g56E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/thedrumsforever"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/thedrumsforever&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4458878459723992353?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4458878459723992353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4458878459723992353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4458878459723992353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4458878459723992353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/drums-nas-ondas-do-surf-pop.html' title='The Drums - Nas ondas do surf pop'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52QeBLqvpI/AAAAAAAAA30/e4zqxar1tDw/s72-c/td1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-1307156842844701756</id><published>2010-03-14T18:06:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T20:42:11.049-07:00</updated><title type='text'>Rox - Do reggae ao soul com personalidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52JYdxqu6I/AAAAAAAAA3s/lQCJKGtKKvQ/s1600-h/l_af83127a5f8240a9a1f3bb2d9956a890.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448662177590983586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52JYdxqu6I/AAAAAAAAA3s/lQCJKGtKKvQ/s400/l_af83127a5f8240a9a1f3bb2d9956a890.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Desde que Amy Winehouse e Mark Ronson pintaram seu set de tintas sessentistas, uma profusão de jovens cantoras se lançaram à sonoridade Motown. Se em 2009, Adele, Duffy e VV Brown fizeram suas releituras, em 2010 a jovem Rox... já não tem mais nada a ver com isso. Entre Sade e Lauryn Hill, cita de Portishead a Elton John como influências. Cruzada por referências aparentemente desconexas, essa inglesa de 21 anos, metade jamaicana, metade iraniana, assina em &lt;em&gt;Memoirs&lt;/em&gt; uma odisseia amorosa. “Começo o disco falando sobre uma relação estável, depois falo sobre perder alguém que não lhe faz bem e, finalmente, o caminho até encontrar um novo amor”, diz Rox. Dona de um timbre cristalino e de uma extensão invejável, aposta na diversidade. Hits instantâneos como &lt;em&gt;No going back&lt;/em&gt; cruzam o terreno do soul, reggae e o mais puro pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa:&lt;em&gt; My baby left&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hXlBAadicBI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hXlBAadicBI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/roxmusik"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/roxmusik&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-1307156842844701756?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/1307156842844701756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=1307156842844701756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1307156842844701756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1307156842844701756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/rox-do-reggae-ao-soul-com-personalidade.html' title='Rox - Do reggae ao soul com personalidade'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52JYdxqu6I/AAAAAAAAA3s/lQCJKGtKKvQ/s72-c/l_af83127a5f8240a9a1f3bb2d9956a890.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2885780934642522409</id><published>2010-03-14T17:30:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T20:42:39.690-07:00</updated><title type='text'>Phantogram - Eletro pop hipnótico</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52GF1l-8DI/AAAAAAAAA3k/-BCIsSqOAn0/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 316px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448658559032029234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52GF1l-8DI/AAAAAAAAA3k/-BCIsSqOAn0/s400/2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Procedente da remota Saratoga Springs, a poucos quilômetros de Nova York, não demorou para o duo formado por Sarah D. Barthel (voz e piano) e Joshua M. Carter (guitarra) aterrissar na metrópole. Avançam sobre a música neoclássica, krautrock, shoegaze e o afrobeat para embalar melodias soturnas e as letras sobre amor e morte que recheiam o &lt;em&gt;début&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Eyelid movies&lt;/em&gt;. “Tentamos fazer a música que gostaríamos de ouvir... Algo fresco e novo, mas que seja familiar e estimule a nossa criatividade, como os Beastie Boys, Flying Lotus, Pavement, Bowie, Sparklehorse...”, enumera Josh, que anda escutando Beach House e excursionando com bandas como XX e Yeasayer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta essa:&lt;em&gt; Mouthful of diamonds&lt;/em&gt;&lt;object width="100%" height="81"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2F01-mouthful-of-diamonds"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;      &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2F01-mouthful-of-diamonds" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Veja essa: &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Running from the cops&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IyBXBFDwhdQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IyBXBFDwhdQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais aqui: &lt;a href="http://www.myspace.com/phantogram"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/phantogram&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2885780934642522409?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2885780934642522409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2885780934642522409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2885780934642522409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2885780934642522409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/phantogram-eletro-pop-pra-chapar.html' title='Phantogram - Eletro pop hipnótico'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S52GF1l-8DI/AAAAAAAAA3k/-BCIsSqOAn0/s72-c/2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8533696797677090196</id><published>2010-03-14T17:21:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T20:42:58.381-07:00</updated><title type='text'>Two Door Cinema Club - Indie rock pra dançar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51-DXZTCmI/AAAAAAAAA3c/Y12v4KJtY2Q/s1600-h/ZBLOGtwo-door-cinema-club-2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448649720472996450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51-DXZTCmI/AAAAAAAAA3c/Y12v4KJtY2Q/s400/ZBLOGtwo-door-cinema-club-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Amigos desde os tempos de colégio, Alex Trimble, Kev Baird e Sam Halliday são apontados como a grande revelação irlandesa dos últimos anos. Usam a formação de power trio para passar bem longe do punk e se filiar à sonoridade eletrônica. Expoentes do indie rock sob medida para as pistas de dança, desenham refrões melodiosos à Death Cab For Cutie e “levadas rítmicas chupadas de Daft Punk e outros combos eletro, como Digitalism”, diz Kev. Produzido por Eliot James (Kaiser Chiefs, Bloc Party), &lt;em&gt;Tourist history&lt;/em&gt; já embarca os irlandeses numa turnê ao lado do Phoenix e confirma o nome da banda no line-up dos maiores festivais de verão da Europa em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa:&lt;em&gt; Undercover Martyn&lt;/em&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LLK4oaXUuLg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LLK4oaXUuLg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/twodoorcinemaclub"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/twodoorcinemaclub&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8533696797677090196?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8533696797677090196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8533696797677090196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8533696797677090196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8533696797677090196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/two-door-cinema-club-indie-rock-pra.html' title='Two Door Cinema Club - Indie rock pra dançar'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51-DXZTCmI/AAAAAAAAA3c/Y12v4KJtY2Q/s72-c/ZBLOGtwo-door-cinema-club-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3396487352275729133</id><published>2010-03-14T17:12:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T20:43:17.735-07:00</updated><title type='text'>Chapel Club - Infinita herança do pós-punk</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S518mSOPN6I/AAAAAAAAA3U/Rz18LDtZ2SI/s1600-h/cc.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448648121356597154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S518mSOPN6I/AAAAAAAAA3U/Rz18LDtZ2SI/s400/cc.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Entra ano e sai ano, o cenário britânico catapulta uma releitura do pós-punk cunhado por Ian Curtis e seu Joy Division. Com a mesma verve carregada de bandas como The Editors e White Lies, o vocalista Lewis Bowman desenlaça melodias soturnas mas de irrefutável apelo pop. Barítono, empresta vocal encorpado para preencher arranjos que valorizam linhas de guitarras pontuais e estridentes. Citando Sonic Youth, New Order, Yeah Yeah Yeahs, Atlas Sound e Liars, Bowman ainda revela desconforto à frente do microfone. “É a minha primeira banda. Tive que aprender a cantar, escrever canções e me apresentar ao vivo. Fico surpreso que os nossos shows estejam chamando atenção. Ainda me parece um pouco ridículo”, confessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja essa:&lt;em&gt; O maybe I&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="225"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8845080&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8845080&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/chapelclub"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/chapelclub&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3396487352275729133?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3396487352275729133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3396487352275729133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3396487352275729133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3396487352275729133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/chapel-club-infinita-heranca-do-pos.html' title='Chapel Club - Infinita herança do pós-punk'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S518mSOPN6I/AAAAAAAAA3U/Rz18LDtZ2SI/s72-c/cc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8778118687144942467</id><published>2010-03-14T13:49:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T20:43:43.969-07:00</updated><title type='text'>Theophilus London - A nova cara do rap</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51M3jbMD3I/AAAAAAAAA3E/zhC7bNN2530/s1600-h/TMCcoverhiresnotext.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 326px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448595641473961842" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51M3jbMD3I/AAAAAAAAA3E/zhC7bNN2530/s400/TMCcoverhiresnotext.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Fugindo à tradição gangsta arraigada aos guetos mais populosos e pobres de Nova York e dos EUA, London passa longe da persona machista que corrompe e empobrece o rap americano. Incensado pelo universo da moda, por trás de seus óculos de grau, jaqueta de couro e influências pinçadas do rock britânico metralha versos inteligentes e – mais um diferencial – entoa alguns de seus refrões. Guiado por dançantes linhas de baixo, destila poesia urbana e contemporânea por entre batidas cruas e camadas de sintetizadores. Conhecido por mixtapes em que sampleia ícones do soul, R&amp;amp;B, jazz e até do pós-punk, conta com colaboradores de peso, como o produtor Mark Ronson e o cantor Sam Sparro. Se não deixa o materialismo excessivo de lado, ao menos redimensiona a estética e a sonoridade das ruas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Veja essa:&lt;em&gt; Humdrum town&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gypiIfMJYro&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gypiIfMJYro&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Baixe de graça &lt;em&gt;The charming mixtape&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.zshare.net/file-404.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais aqui: &lt;a href="http://www.myspace.com/theophiluslondon"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/theophiluslondon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8778118687144942467?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8778118687144942467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8778118687144942467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8778118687144942467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8778118687144942467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/theophilus-london.html' title='Theophilus London - A nova cara do rap'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51M3jbMD3I/AAAAAAAAA3E/zhC7bNN2530/s72-c/TMCcoverhiresnotext.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-6550948213023839446</id><published>2010-03-14T13:16:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T20:44:11.290-07:00</updated><title type='text'>Holly Miranda - Folk com tinta eletrônica</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51GcW3jI6I/AAAAAAAAA28/z6iVeF2NqV4/s1600-h/HollyMiranda_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448588577177019298" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51GcW3jI6I/AAAAAAAAA28/z6iVeF2NqV4/s400/HollyMiranda_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Dona de uma voz suave e de canções de tinta folk, Holly Miranda caiu nas graças de um dos mais celebrados produtores da atualidade, o guitarrista do TV On The Radio, David Sitek. Sob o estofo de uma cuidadosa produção, seu disco de estreia, &lt;em&gt;The magician's private library&lt;/em&gt;, chancelado pela XL Recordings, ganha a companhia das originalíssimas vozes de Tunde Adepimbe e Kyp Malone, ambos do TVOTR. Sob uma torrente de metais, teclados e guitarras, a moça desfila um repertório comovente em meio a paisagens sonoras acinzentadas, desoladas e, por vezes, fantasmagóricas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Holly Miranda canta, toca violão e é acompanhada por um violinista enquanto passeia por Williamsburgh, num giro de mais de 17 minutos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="225"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4824908&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4824908&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Veja essa:&lt;em&gt; Waves&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="225"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9009186&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=d05ae8&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9009186&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=d05ae8&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/hollymiranda"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/hollymiranda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-6550948213023839446?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/6550948213023839446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=6550948213023839446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6550948213023839446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/6550948213023839446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/holly-miranda.html' title='Holly Miranda - Folk com tinta eletrônica'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51GcW3jI6I/AAAAAAAAA28/z6iVeF2NqV4/s72-c/HollyMiranda_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-458133595320057934</id><published>2010-03-14T12:06:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T20:44:51.617-07:00</updated><title type='text'>Free Energy - Back to the basics</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51BecY8PYI/AAAAAAAAA20/jOqtotnghyE/s1600-h/FE2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 295px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448583115460853122" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51BecY8PYI/AAAAAAAAA20/jOqtotnghyE/s400/FE2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Eles não reinventam a roda mas emprestam generosas doses de diversão e ironia à seriedade do rock produzido atualmente. Distribuindo riffs clássicos em distorções setentistas, prestam tributo ao hard rock, mas deixam de lado a agressividade para construir uma sonoridade despojada. Refrões ganchudos fizeram a cabeça de James Murphy (LCD Soundsystem), que produziu o álbum de estreia, Stuck on nothing, e agora o distribui pelo seu selo DFA. “James nos encorajava, dizia que deveríamos nos divertir no estúdio. É ele é o responsável pela atmosfera relaxada do disco”, ressalta o guitarrista Scott Wells.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Escuta essa:&lt;em&gt; Dream city&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="100%" height="81"&gt;&lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2F02-dream-city"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;      &lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fluizfelipereis%2F02-dream-city" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Veja essa:&lt;em&gt; Free energy&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="225"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8577681&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8577681&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;E mais aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/freeenergymusic"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/freeenergymusic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-458133595320057934?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/458133595320057934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=458133595320057934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/458133595320057934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/458133595320057934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/free-energy.html' title='Free Energy - Back to the basics'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S51BecY8PYI/AAAAAAAAA20/jOqtotnghyE/s72-c/FE2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8555411174630960195</id><published>2010-03-11T08:42:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T08:49:53.978-08:00</updated><title type='text'>"Era no tempo do rei" embalado por canções inéditas de Aldir Blanc e Carlos Lyra</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5keq_bxnCI/AAAAAAAAA2s/CESK79n6f6U/s1600-h/Tempo498.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447418948212595746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5keq_bxnCI/AAAAAAAAA2s/CESK79n6f6U/s400/Tempo498.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;A ansiedade é incontida. Assim como irremediável qualquer “Fique tranquilo” amenizado pelo repórter. “O que você vai assistir não é exatamente a peça. O som ainda não está muito bom. Estamos sem o figurino...”, ressalta João Fonseca, segundos antes de simular o terceiro sinal que daria partida ao ensaio corrido do musical &lt;em&gt;Era no tempo do rei&lt;/em&gt;, baseado no romance homônimo escrito por Ruy Castro. O relógio anda em contagem regressiva. A menos de uma semana da estreia o diretor dá a impressão de que ainda tem muito com o que se preocupar. Mas, ao que parece, não é bem assim. E, no fundo, ele demonstra saber disso. Aos primeiros minutos, já relaxado na poltrona de uma das primeiras fileiras do teatro João Caetano, ele se refestela em gargalhadas irrefreáveis ante à marcante atuação de Alice Borges, que dá vida à voluptuosa e histérica Dona Maria, a Louca. A matriarca da família real portuguesa serve como narradora onisciente do espetáculo; comenta e interage com os atores e com a plateia em meio a tiradas de lascar. Entre uma pontuação e outra, Fonseca deixa transcorrer sem grandes intervenções as cenas que, mesmo sem figurino, som e seja lá o que for, denotam a excelência da produção que o público carioca está prestes a conferir nesta sexta-feira (12), quando a montagem definitivamente entra em cartaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fui pego de surpresa. Até agora foi tudo muito corrido. Eu estreei uma peça no comecinho do ano e só pude começar a ensaiar no dia 18 de janeiro. A minha sorte é que eu tenho um elenco de sonho, além da riqueza do texto e das canções lindíssimas – elogia Fonseca, diretor de espetáculos como Gota d'água, assim como o recente e premiado musical Oui oui, a França é aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deixa escapar “canções lindíssimas”, ele se refere às 19 músicas inéditas criadas por uma igualmente debutante parceria entre Carlos Lyra e Aldir Blanc. Não é todo o dia que uma dupla de craques da MPB empresta talento melódico e lírico ao teatro. Exemplos marcantes, como o lendário encontro entre Tom Jobim e Vinicius de Moraes, para Orfeu da Conceição, ou as contribuições de Chico Buarque e Paulo César Pinheiro, entre outras emblemáticas, atiçam a memória e instigam a expectativa. Passeando por lundus, maxixes, modinhas, marchas-rancho, choros, valsas, fados, viras, entre outra infinidade de ritmos, o espetáculo ganha vigor com a execução de uma banda ao vivo, adornada por cordas e sopros, além de bandolim e cavaquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Compositores como esses criando canções exclusivas faz toda a diferença do mundo – derrama-se Heloisa Seixas, mulher de Ruy Castro e corroteirista da peça ao lado da filha, Julia Romeu. – Não chegam a ser 19 ritmos diferentes, mas Carlinhos é de uma inventividade... Só não temos samba porque o texto do Ruy se passa em 1810, dois anos após a chegada da corte ao Brasil. O samba não havia sido criado e o carnaval tinha outro nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaixonado pelas palavras pesquisadas e cravejadas no romance, Aldir Blanc encarou o desafio de criar faixas que respeitassem a linguagem da época, mas que, ao mesmo, tempo sugerissem uma entonação confortável. Em uma das passagens, Solilóquio para Vidigal, o letrista lançou mão de seu malabarismo poético para emprestar 15 sinônimos à palavra canalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– No livro, Ruy já havia pesquisado 10, mas Aldir não repetiu nenhum. Ele é de uma riqueza vocabular impressionante. Consegue ser culto, coloquial e escatológico ao mesmo tempo – destaca Heloisa. – Ele é louco pelo Memórias de um sargento de milícias, que dá certa base ao trabalho do Ruy. O Carlinhos sabia disso e o convidou logo no início do trabalho. Ele se apaixonou pela ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor de canções para musicais como Pobre menina rica, ao lado de Vinicius de Moraes;Gata borralheira, com Maria Clara Machado; Vidigal, com Millôr Fernandes e Cangaceiro, com Zé Celso Martinez, Lyra não teve dúvidas, ao imaginar a trama cantada sobre o palco, em ligar imediatamente para Ruy Castro: “É a história do príncipe e de um menino. Isso dá um musical!”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Senti todo o clima do Brasil império e a vivência desses garotos. Ele se empolgou e me perguntou se eu gostaria de criar com o Aldir, pensando que eu não fosse concordar... Aldir nunca foi meu parceiro, mas o nosso encontro foi magnífico. Queremos gravar a peça para lançá-la em DVD e as músicas em CD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto afinavam as notas para a empreitada, Lyra sugeriu que Blanc lhe enviasse alguns escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você vai colocar música nas letras?”, perguntou Blanc, ainda desconfiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante à afirmativa do compositor, o escritor retrucou desconfiado: “É porque nunca funciona assim com outros parceiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele ficou surpreso, e aí começou a escrever aquelas letras incríveis, verdadeiras obras-primas. Comecei a imaginar um ritmo para cada uma delas. Só não compus sambas, porque iríamos pecar pelo anacronismo. Foi muito gratificante, porque é o inverso do que faço no samba ou bossa nova. É um compromisso com a letra e a situação dramática. Não é qualquer um que quer ou sabe fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito em 2007, Era no tempo do rei recria de forma bem-humorada a chegada da corte portuguesa ao Brasil. Exatos 200 anos atrás, o ainda menino D. Pedro foge do palácio para curtir “as músicas melodiosas, as mulheres deliciosas e as paisagens lindíssimas”, como assinala o texto, em pleno Carnaval de 1810. Assim como o autor do livro, Heloisa Seixas e Julia Romeu sentiram-se desobrigadas a reproduzir fielmente a trama e as intrigas palacianas desenvolvida por Castro. Em pleno Centro da cidade, o cenário faz referência ao Rio antigo. Em meio a nove painéis, Pedro (Christian Coelho) e seu fiel assecla, Leonardo (Renan Ribeiro) – personagem emprestado do clássico Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antonio de Almeida – aprontam de tudo enquanto passeiam pelos Arcos da Lapa e do Telles, assim como pela Praça 15 e o Paço Imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tomamos muitas liberdades. Fundimos personagens e transformamos alguns vilões em heróis – conta Heloisa. – Quando você transpõe uma obra literária para o teatro é natural a recriação e, com ela, a criação propriamente dita. É aí que surgem as alterações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudanças que servem ao tom farsesco de uma comédia musical fiel ao pano de fundo cultural e histórico detalhado no texto original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ruy foi muito generoso, e se manteve totalmente afastado até que concluíssemos o trabalho – revela Julia. – Deve ser difícil para ele perceber que muitos de seus personagens não estão na peça. Ele só assistiu quando estava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos cortes, o que se vê é o mesmo frescor e safadeza contidos no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Evitei participar da adaptação porque acho que o autor não deve se meter. São linguagens diferentes – analisa Ruy Castro. – O mais importante é que se preserva o espírito, a densidade verbal e a ação. É a história de Portugal se defrontando com o Brasil. O jovem príncipe sendo recebido por um brasileiro que lhe ensina a arte das ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco, em meio às peripécias dos adolescentes, se desenrola um golpe armado por Carlota Joaquina (Izabella Bicalho) para destituir D. João (Léo Jaime) do trono. Contando com o auxílio do diplomata inglês Jeremy Blood (Tadeu Aguiar), seu amante, ela se embrenha num Rio mezzo fictício mezzo real, onde passeiam figuras exóticas como o Major Vidigal (Luis Nicolau), o pilantra Calvoso (André Dias) e a prostituta Bárbara dos Prazeres (Soraya Ravenle), personagem real que, na trama, é mostrada como ex-amante do príncipe D. João. Leo Jaime ressalta uma necessária revisão da importância do governante português e ressalta alguns de seus feitos, como a criação do Banco do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele foi um grande estadista, que teve um trabalho gigantesco para trazer toda a biblioteca de Portugal para o Brasil de navio. Todo o planejamento urbano, paisagístico e estético que faz do Rio uma cidade maravilhosa também começou com ele – destaca o ator e cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupado em emprestar a D. João uma série de matizes, Léo Jaime canta, dança e rodopia em saltos no ar, sempre com sotaque azeitado e humor em boa medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não posso deixar o meu personagem cair num tom monocromático, simples e bobo. Depois do centenário começamos a entender que o brasileiro não tinha a concepção exata do que representou a família real portuguesa ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a gente nunca se redime da nossa alma de cachorro vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues, sempre como se não fôssemos donos da nossa própria história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um extenso currículo em musicais – Os cafajestes, Viva Elvis, Rock horror show, entre outros – o cantor ressalta o sinuoso repertório cunhado por Blanc e Lyra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– As canções dão um toque de brilhantismo. É um apanhado de valor inestimável para o teatro musical brasileiro. Nós, que somos tão musicais, merecemos um repertório mais extenso, original, e que represente com beleza a nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruy Castro concorda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não quero me antecipar, mas tem cheiro de clássico.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8555411174630960195?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8555411174630960195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8555411174630960195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8555411174630960195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8555411174630960195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/era-no-tempo-do-rei-embalado-por.html' title='&quot;Era no tempo do rei&quot; embalado por canções inéditas de Aldir Blanc e Carlos Lyra'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5keq_bxnCI/AAAAAAAAA2s/CESK79n6f6U/s72-c/Tempo498.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8326581797763321014</id><published>2010-03-07T17:39:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T17:53:50.374-08:00</updated><title type='text'>Karina Buhr – Mentiras sinceras lhe interessam</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5RYSRNfZdI/AAAAAAAAA2k/AgOctGPxvy8/s1600-h/4176666965_6f4e460caa_o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 176px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446074920278648274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5RYSRNfZdI/AAAAAAAAA2k/AgOctGPxvy8/s400/4176666965_6f4e460caa_o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Ela ajusta os cabelos ondulados com presilhas coloridas, enfeita as mãos com anéis de acrílico, veste sapatos de boneca e meia arrastão 7/8. Dona de um olhar esverdeado, Karina Buhr trasmite imprecisão. Nem doce, nem amarga. Às vezes fofa, outrora mulher perigosa, esta baiana radicada em São Paulo é um complexo mosaico de estímulos. Se a persona descrita na primeira linha se adequa a versos como “Eu quero passar a tarde estourando plástico bolha”, outros como “Eu sou uma pessoa má. Eu menti pra você” insinuam um avatar misterioso. Mas ela não esconde o jogo. &lt;em&gt;Eu menti pra você&lt;/em&gt; não serve apenas ao rótulo deste primeiro trabalho solo. É a faixa-título e carro-chefe de um disco intimista, confessional e personalíssimo. Com pose de menina e sensibilidade de mulher madura, aos 35 anos se revela como artista de melodias originais e letras afiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não tenho a menor intenção de definir alguma coisa, ou de passar alguma coerência – alerta Karina. – Escrevi letras e canções de estilos muito diferentes umas das outras. O meu campo está aberto e eu posso ir para onde eu quiser justamente por causa da primeira canção. Ela não está aí à toa. E é por isso que o disco tem esse título. Ele sintetiza o que acontece daí em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o disco abre com a despudorada &lt;em&gt;Eu menti pra você&lt;/em&gt;, cabe à inocente &lt;em&gt;Plástico bolha&lt;/em&gt; fechar o arco de temas e sonoridades multicoloridas pintadas por Karina e pelas guitarras de Edgard Scandurra e Fernando Catatau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocalista da banda Comadre Fulozinha desde 1997, ela assina um disco onde a dualidade, a contradição, a incoerência, a confusão e imprecisão de seus escritos ganham forma e síntese semelhante à explorada por tom Zé em versos como “Tô te explicando pra te confundir. Tô te confundindo pra te esclarecer. Tô iluminando pra poder cegar. Tô ficando cego pra poder guiar”. Ao fim de suas 13 canções, o que se desenha é um álbum coeso, por incrível que pareça. Realizado por uma artista em constante reavaliação, perdida entre o acaso e as incertezas do cotidiano, Eu menti pra você não é um emaranhado de referências cruzadas aleatoriamente. Fala com propriedade sobre desilusões amorosas (&lt;em&gt;Eu menti pra você&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Mira ira&lt;/em&gt;), as guerras no Oriente Médio (&lt;em&gt;Nassíria e Najaf&lt;/em&gt;), odes existencialistas (&lt;em&gt;Vira pó&lt;/em&gt;) e até as penúrias de uma artista independente para conseguir financiamento para a produção de um disco (&lt;em&gt;Ciranda do incentivo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inspiração no cotidiano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Gosto muito de escrever, não necessariamente para compor. Escrevo sobre o dia a dia, as coisas que acontecem na minha vida, na cidade ou no mundo – explica a cantora. – Minha inspiração vem do cotidiano. Não toco nenhum instrumento harmônico, apenas arranho uma rabeca. As melodias nascem por intuição. Começo a cantar e aí gravo em casa com um tambor e mostro aos músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida na Bahia, mas criada em Pernambuco, Karina absorveu as tradições da música regional, entre elas o ritual das pastoras, o cavalo marinho e o maracatu. Mais tarde, ao entrar na vida adulta, se debruçava à beira do palco em meio à borbulhante cena independente local. Bandas como Eddie, Mundo Livre S/A, Chico Science e Nação Zumbi efervesciam o cosmopolita cenário de Recife, que absorvia influências contemporâneas e as fundia com tempero local. E é justo pelo acúmulo de tal vivência que a cantora refuta a tese de que a faceta multidisciplinar, contemporânea e urbana de seu novo trabalho reverbere o sentido que sua vida ganhou ao se mudar para a capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sempre estive perto de um som urbano. Não é porque estou em São Paulo que o meu disco reflete apenas essa vivência – garante. – Experimentei uma movimentação intensa na época do mangue. Eram muitas influências convergindo e isso veio comigo desde lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi por conta daquele “rebuliço” que Karina não topou um inusitado convite do diretor teatral Zé Celso Martinez Corrêa, que, ao assistir a uma performance de Karina à frente do Comadre Fulozinha, decidiu convidá-la para integrar o Oficina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estava muito envolvida com a música, com o início da banda... E queria mostrar coisas novas – recorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos mais tarde ela não escapou à segunda investida de Zé Celso. Integrada ao Oficina, encenou Bacantes e, logo depois, encarou Os sertões. Radicada em São Paulo, os compromissos com a banda escassearam, mas a continuidade de sua produção musical não foi abalada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Confesso que não tinha muita consciência da importância do Zé Celso quando ele me convidou pela primeira vez. Me interessava a figura dele – lembra. – Quando fui a São Paulo entendi como funcionava o Oficina. Como atriz, cantava e compunha músicas para as peças. Não era apenas de teatro. Foi uma experiência muito intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos Karina entendeu que era chegada a hora de formatar as canções que burilava entre ensaios e coxias. Com a liberdade experimentada no Oficina, segue agora um fluxo próprio, sem barreira de gêneros ou impasse com os colegas de banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Temos uma relação legal, mas estava me achando invisível... Não era uma necessidade de aparecer, mas de botar a cara a tapa. Não queria misturar as estações. E, sim, ter mais independência e liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouça &lt;em&gt;Eu menti pra você&lt;/em&gt; aqui:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/karinabuhr"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;http://www.myspace.com/karinabuhr&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;*Publicada no Caderno B, do Jornal do Brasil.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8326581797763321014?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8326581797763321014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8326581797763321014&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8326581797763321014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8326581797763321014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/03/karina-buhr-mentiras-sinceras-lhe.html' title='Karina Buhr – Mentiras sinceras lhe interessam'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S5RYSRNfZdI/AAAAAAAAA2k/AgOctGPxvy8/s72-c/4176666965_6f4e460caa_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-110304208966388777</id><published>2010-02-28T05:58:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T06:37:48.659-08:00</updated><title type='text'>Coldplay - Os bons moços no topo do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S4p_a4Sx2VI/AAAAAAAAA2U/QiIG29EmaDE/s1600-h/montagecoldplay1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 264px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443303199395141970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S4p_a4Sx2VI/AAAAAAAAA2U/QiIG29EmaDE/s400/montagecoldplay1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Chris Martin pode ser considerado o rock star padrão dos anos 2000. Confuso, melancólico e inseguro – e bom moço também, é claro. Portanto, nada afeito à linhagem rebelde que a tradição do gênero talhou como forma dos anos 60 em diante. Martin, que se apresenta à frente do Coldplay neste domingo na Apoteose, prefere alinhar sua persona à cinematografia de Woody Allen. Estranho? Nem tanto. Ao longo da carreira, foram muitas as referências ao cineasta, além de depoimentos que poderiam sair diálogos entre os mais paranóicos personagens do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu nunca escuto os meus discos, porque eles me fazem desmanchar em lágrimas e suar frio – disse certa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do cantor, que se nega a escutar suas próprias canções, cerca de 40 mil cariocas estão em contagem regressiva para se espremer na passarela do samba em busca e se desmanchar em suor e lágrimas – mas de prazer – com os hits da banda. A Viva la vida tour, que cumpre uma de suas últimas pernas na América do Sul, é uma superprodução que acumula desde 2008 cerca de US$ 212 milhões, além de três milhões de espectadores em mais de 25 países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com uma megaestrutura de palco, a apresentação toma como base o repertório do quarto álbum dos ingleses, &lt;em&gt;Viva la vida or death and all his friends&lt;/em&gt;. No repertório, as recentes &lt;em&gt;Violet hill&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Viva la vida&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Lovers in Japan&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Lost!&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Strawberry swing&lt;/em&gt; dividem espaço com os maiores sucessos do grupo, como &lt;em&gt;Clocks&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Yellow&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;In my place&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The scientist&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Speed of sound&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Fix you&lt;/em&gt;, entre outros. É mais um supershow internacional a monopolizar a atenção dos cariocas, que ainda terão em breve as presenças do Guns’n Roses, A-Ha, Franz Ferdinand e Simply Red.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tão aguardada apresentação do Coldplay conta com aperitivos de primeira. Uma das maiores revelações do cenário alternativo atual, a banda Bat for Lashes entra no palco às 18h50. Criado em 2005, o projeto solo da cantora e multiinstrumentista Natasha Khan conta com dois álbuns de carreira e uma porção de indicações às maiores premiações da música britânica. Aos 31 anos, a morena nascida em Londres e descendente de paquistaneses aposta numa azeitada mistura de pop, folk e eletrônica. Indicada ao Mercury Prize pelo seu mais recente trabalho, Two suns, e ao Brit Awards, na categoria Melhor Artista Solo Feminino, Natasha explora uma série de dualidades em letras nada convencionais. Amor, ódio, dor, personalidades dúbias e conflitos existenciais recheiam o campo temático esculpido pela talentosa cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu novo álbum, que conta com a participação de integrantes do badalado trio nova iorquino Yeasayer, Natasha incorpora um alter ego chamado Pearl; uma femme fatale loura, autocentrada e destrutiva. Produzido por Dave Kosten, que também assina o seu álbum de estreia, &lt;em&gt;Fur and gold&lt;/em&gt; (2006), &lt;em&gt;Two suns&lt;/em&gt; é um álbum soturno, que remete ao trabalho de artistas como Kate Bush, Tori Amos e Goldfrapp, e tem no single &lt;em&gt;Daniel&lt;/em&gt; seu maior trunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Natasha Khan adentrar a Apoteose, os roqueiros do Vanguart abrem os trabalhos a partir das 18h. Considerados uma das mais promissoras revelações do cenário alternativo brasileiro, os garotos de Cuiabá atacam com canções diretas e dançantes, que bebem nas raízes da música americana, mais precisamente o blues e o folk.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Viva la vida&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dp3btz6c7yI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dp3btz6c7yI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;42&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5sFTH4pzcwA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5sFTH4pzcwA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Há 10 anos, com &lt;em&gt;Yellow&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pmdQOLWv6kw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pmdQOLWv6kw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-110304208966388777?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/110304208966388777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=110304208966388777&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/110304208966388777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/110304208966388777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/coldplay-os-bons-mocos-no-topo-do-mundo.html' title='Coldplay - Os bons moços no topo do mundo'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S4p_a4Sx2VI/AAAAAAAAA2U/QiIG29EmaDE/s72-c/montagecoldplay1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8757624500326692248</id><published>2010-02-21T04:47:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T05:29:46.339-08:00</updated><title type='text'>Wilco e Mutemath</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S4E02GFm84I/AAAAAAAAA2M/OT8xA-MAneY/s1600-h/wilco.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440687928791987074" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S4E02GFm84I/AAAAAAAAA2M/OT8xA-MAneY/s200/wilco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Wilco - &lt;em&gt;The album&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt; Neste oitavo disco de carreira o sexteto de Chicago passeia pelos gêneros que perfilou ao longo de seus 15 anos de carreira. Se há muito que a banda se distanciou da sonoridade eminentemente folk e country, &lt;em&gt;Wilco (The album)&lt;/em&gt; é um disco pop, &lt;em&gt;radio friendly&lt;/em&gt;, recheado de baladas. Melodista versátil e letrista afiado, o líder e compositor Jeff Tweedy joga o tempo todo com a percepção do ouvinte, assinando versos de carga emocional intensa e os camuflando com melodias doces e ensolaradas. Sem experimentalismos, suas 11 novas canções soam, boa parte do tempo, leves e assobiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas vez por outra Tweedy empresta sua carga emocional conturbada para os arranjos, como na hipnótica e urgente &lt;em&gt;Bull black nova&lt;/em&gt;, que arrasta o ouvinte para uma espiral de guitarras distorcidas e uma pungente e cíclica linha de baixo. Sem despertar grandes sobressaltos, o disco não carece de unidade, mas, sim, de ambição. Cantor de poucos recursos, Tweedy tem rendimento irregular, que pende ao desafino em algumas canções. Destaca-se a bela e quase pueril &lt;em&gt;You and I&lt;/em&gt;, que leva a participação da diva indie Leslie Feist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;You and I &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HYhQ2ReEyvQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HYhQ2ReEyvQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S4E0rWZ3qHI/AAAAAAAAA2E/RK9EWGnSe3I/s1600-h/mute-math-armistice-album-cover.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440687744193374322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S4E0rWZ3qHI/AAAAAAAAA2E/RK9EWGnSe3I/s200/mute-math-armistice-album-cover.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Mutemath - &lt;em&gt;Armistice&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt; Formado em New Orleans, o Mutemath aposta num rock de arena, grandioso e, talvez, um tanto exagerado em sua inerente inclinação ao mainstream e ao grande público. No segundo CD, o grupo soa como uma mistura entre The Killers, Muse, Jane’s Addiction e U2, navegando por batidas eletrônicas, cordas e guitarras espaciais. O resultado é um rock direto, guiado pela potente voz de Paul Meany e a bateria devastadora de Darren King. Apesar da grandiloquência, o Mutemath pode ser considerada uma das mais criativas bandas do cenário americano – não que isso diga muita coisa, é claro..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Backfire&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/b3UZPlCSsK0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/b3UZPlCSsK0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Typical&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DtwBHgyxDzc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DtwBHgyxDzc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8757624500326692248?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8757624500326692248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8757624500326692248&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8757624500326692248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8757624500326692248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/wilco-e-mutemath.html' title='Wilco e Mutemath'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S4E02GFm84I/AAAAAAAAA2M/OT8xA-MAneY/s72-c/wilco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2968359032841305785</id><published>2010-02-19T17:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T04:46:22.045-08:00</updated><title type='text'>The Roots - How i got over</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Enquanto o novo álbum do The Roots segue no forno até outubro, segue rodando o clipe do novo single, &lt;em&gt;How i got over&lt;/em&gt;. Serve como boa prévia e esperança de que o 11° disco seja melhor que o último, &lt;em&gt;Rising down&lt;/em&gt;, e tão bom quanto o penúltimo, o irretocável e impressionante &lt;em&gt;Game theory&lt;/em&gt;. Há muito o The Roots representa o que há de melhor no rap americano. Sonoridade orgânica executada por uma big band de primeiríssima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;How i got over:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="220"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6854460&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6854460&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="220"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2968359032841305785?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2968359032841305785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2968359032841305785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2968359032841305785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2968359032841305785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/roots-how-i-got-over.html' title='The Roots - How i got over'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-7288041944659118466</id><published>2010-02-19T15:01:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T16:27:53.186-08:00</updated><title type='text'>Gil Scott-Heron - I'm new here</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S38desOIBVI/AAAAAAAAA18/moFnCjGacN8/s1600-h/5t.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 399px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440099287990535506" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S38desOIBVI/AAAAAAAAA18/moFnCjGacN8/s400/5t.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Um poeta negro que sonhava em apenas ser escritor. Mas que entre uma encruzilhada e outra, ao misturar ritmo e poesia, tornou-se o pai do rap como o conhecemos. Sigo lendo o primeiro romance de Mr. Gil Scott-Heron, &lt;em&gt;Abutre&lt;/em&gt;. Brutal, sombrio e sexual, assim como as canções de seu tão aguardado novo disco, &lt;em&gt;I'm new here&lt;/em&gt;, lançado este mês. Em 2007 Scott-Heron cumpria pena por posse de cocaína quando recebeu uma visita do produtor Richard Russell. O boss da XL Recordings (Radiohead, White Stripes) propôs liberdade total para a gravação de um novo trabalho. O resultado do que foi gravado entre 2007 e 2009, dentro e fora da cela, você deve ouvir aqui:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="videoplayer.prt1" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="300" align="middle" height="500"&gt;&lt;param name="_cx" value="7937"&gt;&lt;param name="_cy" value="13229"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://gilscottheron.net/widget/gilscottheronalbum.swf"&gt;&lt;param name="Src" value="http://gilscottheron.net/widget/gilscottheronalbum.swf"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value="000000"&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="true"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;embed src="http://gilscottheron.net/widget/gilscottheronalbum.swf" quality="high" bgcolor="#000000" width="300" height="500" name="videoplayer.prt1" align="middle" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Sinta e veja o novo single, &lt;em&gt;Me and the devil&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OET8SVAGELA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OET8SVAGELA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-7288041944659118466?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/7288041944659118466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=7288041944659118466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7288041944659118466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7288041944659118466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/gil-scott-heron-im-new-here.html' title='Gil Scott-Heron - I&apos;m new here'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S38desOIBVI/AAAAAAAAA18/moFnCjGacN8/s72-c/5t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-7413676215696972997</id><published>2010-02-18T16:52:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T17:08:14.121-08:00</updated><title type='text'>Alejandro Sanz e Jorge Drexler lançam trabalhos em busca de novas sonoridades</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S33jJFjGpuI/AAAAAAAAA10/S1XKXYsGYxs/s1600-h/alejandro+sanz+1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439753670181168866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S33jJFjGpuI/AAAAAAAAA10/S1XKXYsGYxs/s400/alejandro+sanz+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Durante um passeio de barco pelo litoral de Nova York, em meados do ano passado, Alejandro Sanz curtia o bom tempo rodeado de amigos. Entre eles, uma presença especial fazia daquela tarde ainda mais paradisíaca. Não era a primeira nem a última vez que ele se encontraria com a cantora americana Alicia Keys – que na semana passada gravou um clipe com Beyoncé no Rio – mas naquele instante despertava o conceito que embala seu oitavo disco de carreira, &lt;em&gt;Paraiso express&lt;/em&gt;. Após se conhecerem nos bastidores de uma edição do Rock in Rio Lisboa, estabeleceram uma conexão imediata, mas Sanz não sabia até que ponto poderia levar adiante aquela empatia. A admiração era mútua, mas só alguns meses depois, durante o repentino encontro a bordo, eles construíram uma nova parceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nós nos encontramos nos bastidores, brincamos um com o outro e sentimos uma conexão. Então, alguns meses depois, durante esse encontro, eu estava tocando guitarra e começamos a improvisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do primeiro encontro surgiu o esboço de uma nova canção, &lt;em&gt;Looking for paradise&lt;/em&gt;, agora transformada no carro-chefe do novo trabalho de Sanz. Um dos maiores ganhadores do Grammy Latino, com 15 gramofones na estante, Sanz é um dos grandes fenômenos do mercado fonográfico espanhol, com cerca de 25 milhões de álbuns vendidos. Lançado no início do ano, Paraiso express já encabeça as principais paradas do México, Espanha e Estados Unidos. E o videoclipe do primeiro single, gravado com Alicia Keys, conta com mais de um milhão de exibições no YouTube. Extasiado com a parceria, ele recorda cada detalhe da construção de seu mais novo hit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Passou algum tempo até ela vir ao meu estúdio, em Miami. Lembro que começamos a tocar para relembrar a canção e Tommy Torres (produtor do disco) gostou bastante, mas quis mudar uma coisa ou outra na melodia – recorda. – Trabalhamos em cima das sugestões, mas a coisa não estava funcionando. Até que ela decidiu que deveríamos gravar da forma como havíamos feito no barco, em Nova York. A conexão estava ali. Alicia começou a escrever a letra em inglês e eu a minha parte, em espanhol. Ela é uma grande mulher, uma artista completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzido pelo porto-riquenho Torres e mixado por Bob Clearmountain (Rolling Stones, Bruce Springsteen, Paul McCartney), Paraiso express flerta com uma sonoridade próxima ao pop rock britânico. Se dá um passo à frente para conquistar novos fãs, não deixa de inserir as baladas românticas que talharam seu sucesso entre as rádios populares mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Percebo certa evolução em todos os meus discos. Busco sempre fazer algo diferente, sem repetir fórmulas – explica Sanz. – O que faço hoje cresce numa direção rock, mas sempre passa pelo flamenco e pelo pop. Paraiso... é um disco mais próximo da roupagem pop rock nos arranjos, um rock mais sinfônico, com orquestrações. Tentei alcançar esse tipo de sonoridade, que é muito poderosa e energética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás da tal energia que impulsiona a rouquidão indistinta da voz de Alejandro Sanz está um conceito ensolarado, que perpassa todas as suas novas canções. Bon vivant, o ícone espanhol e ídolo latino mostra que o tal passeio de barco serviu para muito mais do que refrescar as ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ali surgiu um conceito. Falo sobre os pequenos paraísos que encontramos no dia a dia. Maravilhas que acontecem perto de nós, mas que não percebemos. Isso pode ser numa simples reunião familiar, ou numa noite de muito sexo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S33i0GlK6RI/AAAAAAAAA1k/k5g1IsnscAE/s1600-h/drexler6fotthomascanet.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 316px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439753309681019154" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S33i0GlK6RI/AAAAAAAAA1k/k5g1IsnscAE/s320/drexler6fotthomascanet.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Drexler mais orgânico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Alejandro Sanz, o músico uruguaio, mas radicado na Espanha, Jorge Drexler não é dado a repetições. Com mais de 10 álbuns na bagagem, ele agora acena com &lt;em&gt;Amar la trama&lt;/em&gt;. Gravado num set de televisão, em vez de um estúdio convencional, Drexler reuniu nove músicos, dispostos em círculo num amplo salão, para registrar suas novas canções ao vivo. O músico, que iniciou a carreira com uma sonoridade aparentemente folk, repleta de instrumentos acústicos – e, anos depois, enveredou pela eletrônica – agora soa orgânico e mais quente, acompanhado de metais e percussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Já havia me desenvolvido bastante como músico quando comecei a trabalhar e produzir com computadores, o que eu adoro fazer até hoje. Ao mesmo tempo, precisava mudar, não queria repetir a linguagem de álbuns anteriores, e sempre admirei o estilo de gravação antigo, adotado por gente como Frank Sinatra. O cantor soando numa grande sala, interagindo com os músicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de Drexler, o músico interage também com uma pequena plateia, que foi reunida para aquecer ainda mais o set.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É um público ausente na gravação final. Mas sinto há muito tempo que a música precisa ter um alvo. Sentia a falta dessa troca durante a gravação dos meus últimos trabalhos. Como numa peça de teatro, tudo se modifica com a presença do público. Queria esse estado de alerta e tensão entre os músicos. Não queria algo relaxado na comodidade de uma pequena sala. Além disso, sei que nós, músicos, temos uma grande tendência à sedução. Eu mudo completamente a maneira de tocar quando alguém me observa, e sabia que isso iria acontecer com todos os músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao escutar o resultado, Drexler não escondeu o incômodo com “aquela sujeirinha de uma gravação captada ao vivo”. Aos poucos, porém, se acostumou com a nova sonoridade. E empolga-se em detalhar o que move as mudanças que embalam as várias fases da sua carreira.&lt;br /&gt;– Procurava algo mais luminoso, quente, orgânico e vivo. Queria algo mais real, apesar de saber que a verdade não é um monopólio da naturalidade – filosofa. – Eu sigo golpeando e arriscando, mas quando eu sinto que já transitei demais por um estética decido mudar. Quando ouvi pela primeira vez fiquei em pânico, porque no computador eu edito, limpo e acerto cada detalhe. Numa sala, os microfones captam a ressonância dos outros instrumentos. Apesar dos erros, queria realmente largar o laboratório e o microscópio. E acabou sendo ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhador do Oscar de Melhor Canção por &lt;em&gt;Al otro lado del río&lt;/em&gt;, incluída na trilha sonora de &lt;em&gt;Diários de motocicleta&lt;/em&gt;, de Walter Salles, Drexler acumula trabalhos enquanto cuida do lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Compus uma nova canção para o novo filme de Andrucha Waddington, que é como se fosse um soneto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, acaba de assinar a trilha sonora para o novo longa de James Ivory, &lt;em&gt;The city of your final destination&lt;/em&gt;, com Anthony Hopkins no elenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sou fã de Ivory. É um dos meus diretores favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À maneira de um bom roteiro de cinema, Drexler trata Amar la trama como uma narrativa, e destaca a multiplicidade de significados de sua nova trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Gosto de vogais porque elas nos despertam emoção. Além disso, trama é uma palavra polivalente, que pode sugerir uma confabulação, a sequência de um caminho, uma circunstância... Amar la trama é um conceito narrativo. Mais que o desenlace, eu quero desfrutar o trajeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se possível, com novos companheiros de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Gostaria muito de compor com Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante. Dê esse recado a eles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Una canción me trajo hasta aquí&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5nrb3IKLqJ4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5nrb3IKLqJ4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-7413676215696972997?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/7413676215696972997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=7413676215696972997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7413676215696972997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7413676215696972997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/alejandro-sanz-e-jorge-drexler-lancam.html' title='Alejandro Sanz e Jorge Drexler lançam trabalhos em busca de novas sonoridades'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S33jJFjGpuI/AAAAAAAAA10/S1XKXYsGYxs/s72-c/alejandro+sanz+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-5144487775049180659</id><published>2010-02-11T10:24:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T10:27:21.449-08:00</updated><title type='text'>Edu Lobo - Antigas canções por novas marés</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S3RL3zRbR0I/AAAAAAAAA1c/HxZcFkSVo34/s1600-h/IsabelGarc%C3%ADa+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437054072171218754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S3RL3zRbR0I/AAAAAAAAA1c/HxZcFkSVo34/s400/IsabelGarc%C3%ADa+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Quase 10 anos afastam o último trabalho autoral assinado por Edu Lobo, Cambaio, deeste Tantas marés, editado agora pela Biscoito Fino. Durante esse tempo, severas tormentas chegaram a levar o condutor do barco a quase perder o prumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, no entanto, Edu recuperou-se bem do aneurisma cerebral que ameaçou a sua vida e a continuação de sua sofisticada obra, há seis anos, e da fratura do cotovelo em setembro último, ao cair de uma escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o fluxo que escoa do título, pode-se dizer que em Tantas maréso autor navega pelas ondas que o embalaram, ao longo de quase meio século de carreira, por diversas correntes da MPB. Baião, bossa nova e frevo, entre outras toadas transbordam de uma coleção de composições inéditas e algumas releituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas, Perambulando, soa como síntese do que o compositor e cantor apresenta: “Sempre encontro um velho amigo / Para falar sobre paixão / E meu peito nessa andança / Sem querer, resgata uma lembrança de canção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem poder tocar violão desde o último acidente, Edu, que só compõe com o auxílio do instrumento, deu carga à memória para reencontrar velhos amigos e extrair novas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é com Chico Buarque, Paulo César Pinheiro e Cacaso que ele constrói este novo repertório – seis faixas instrumentais criadas por ele no passado ganham letras de Pinhei/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ro, quatro parcerias antigas com Chico ganham a sua voz, e uma inédita com Cacaso fecha este arco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas marés é um mar de baladas e os temas dominantes não poderiam deixar de flutuar pela solidão, paixões, temporalidade e, sim, tristeza, por que não? Edu e seus parceiros, porém, não romantizam ou deixam que tal sentimento emoldure o trabalho. E apesar de uma nostalgia dominante, o álbum não se deixa sufocar por lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova é acenada logo na abertura, com Dança do corrupião, um tortuoso baião, repleto de recortes rítmicos e com uma letra que desafia a dicção e revela o malabarismo vocal de Edu para versos como “Levanta o pé, vem / pula do chão / até pegar a divisão / cumé, hein? / é a pisada do baião”, assinados por Paulo César Pinheiro para a melodia traçada originalmente por Edu no disco Corrupião (1994). Em seguida, a dupla passeia por uma bossa de ar ranjos e desenho melódico jobinianos. Exala os anos 60 em cada esquina harmônica, contornadas sempre por cordas e piano. A embalagem deste arranjo assinado por Cristóvão Bastos serve como vestimenta à Primeira cantiga, também assinada por P.C. Pinheiro e com direito à participação da cantora Mônica Salmaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perambulando, lançada no disco Meia-noite (1995), é um dos pontos altos da recente safra de letras de Pinheiro, enquanto Ode aos ratos vem da lavra mais nova de Chico Buarque, que a gravou em Carioca (2006). Sem o seu violão, mas muito bem acompanhado, Edu sai-se bem como cantor e ainda melhor como pesquisador de sua própria obra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-5144487775049180659?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/5144487775049180659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=5144487775049180659&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5144487775049180659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5144487775049180659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/edu-lobo-antigas-cancoes-por-novas.html' title='Edu Lobo - Antigas canções por novas marés'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S3RL3zRbR0I/AAAAAAAAA1c/HxZcFkSVo34/s72-c/IsabelGarc%C3%ADa+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-7345443240733653258</id><published>2010-02-07T03:49:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T03:56:56.726-08:00</updated><title type='text'>Lembranças cinematográficas de Luis Buñuel</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S26qcGn5cfI/AAAAAAAAA1U/3n2D_VFAT1w/s1600-h/38932_Luis_Bunuel_PB_Paris_1955HD.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435469200073781746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S26qcGn5cfI/AAAAAAAAA1U/3n2D_VFAT1w/s400/38932_Luis_Bunuel_PB_Paris_1955HD.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;“Precisamos começar a perder a memória, ainda que gradativamente, para nos darmos conta de que é essa memória que constitui a nossa vida. Uma vida sem memória não seria nada, assim como uma inteligência sem possibilidade de expressão não seria inteligência”. Com tal pensata, o cineasta Luis Buñuel (1900-1983) dá boas vindas ao leitor que se aventura a esmiuçar suas tortuosas lembranças na “semibiografia” &lt;em&gt;Meu último suspiro&lt;/em&gt;, escrita em colaboração com o roteirista francês Jean-Claude Carrière. Invadida por uma profusão de armadilhas, invenções e devaneios, a memória de Buñuel, assim como a de todos nós, vacila e trapaceia contra a vigilância do diretor. Como num fluxo inconsciente, deixa escapar uma narrativa oral que valoriza e ergue à superfície suas reminiscências. Ao subsistirem à passagem do tempo, elevam-se à boca de forma inesperada e assumem condição de verdade histórica – ao menos pessoal, única e intransferível. Cineasta, e não historiador, deixa de lado as anotações. Desarmado, recorre ao escudeiro Carrière para traçar um painel de contornos surreais, uma composição de lapsos e luzes que deixa escorrer seus encantos: “O retrato que proponho é o meu, com minhas afirmações, hesitações, repetições e brancos, com minhas verdades e mentiras; para resumir: minha memória”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tornar-se cineasta, Buñuel estudou música, engenharia agrícola e entomologia. Nascido na pequena Calanda, criou-se em Zaragoza, estudou em Madrid e foi um dos primeiros espanhóis a fixar residência na luminosa Paris dos anos 20. Desde que chegara, ia ao cinema até três vezes por dia. Arrebatava-se com filmes de Eisenstein, a quem viria a conhecer; entre eles, o &lt;em&gt;Encouraçado Potemkin&lt;/em&gt; (1925) : “Ao saírmos estávamos dispostos a erguer barricadas, e a polícia teve que intervir”, recorda. Filmes de Pabst, Murnaus e, sobretudo, Fritz Lang o lançaram a um caminho sem volta: “Foi assistindo a &lt;em&gt;A morte cansada&lt;/em&gt; (1921) que senti que queria fazer cinema. Alguma coisa me tocou profundamente, iluminando a minha vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer cinema? Espanhol, crítico bissexto e sem nada que representasse bons contatos, seu primeiro emprego foi como auxiliar de Jean Epstein, para &lt;em&gt;Mauprat&lt;/em&gt; (1926), que o contratou para “varrer o chão, fazer compras, qualquer coisa”. Suas angústias como cineasta iniciante rendem detalhadas recriações de sonhos. Num deles, perde a memória ante o subir das cortinas num palco de teatro. Em outros, se aflige com um retorno ao serviço militar, em Madri; assombra-se com a aparição de fantasmas, revira-se em pesadelos com o pai morto, além de outros como o desespero pela falta de dinheiro para pagar contas: “Este é um dos que me perseguiram mais obstinadamente. Ainda me persegue”. E o mais perturbador e constante: ao chegar numa estação desconhecida, salta do trem para comprar algo, mas este não espera o seu retorno. O pavor de sentir-se sozinho na plataforma e sem os seus pertences fazia acordar aos berros quem estivesse próximo, como muitas vezes esteve Jean-Claude Carrière. “Como contar sua vida sem falar da parte subterrânea, imaginativa, irreal ?”, pergunta-se. Vivências, sonhos e devaneios são alimentos que enriquecem sua biografia e que, ao longo da vida, serviram de combustível a muitas cenas de longas como &lt;em&gt;O discreto charme da burguesia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Viridiana&lt;/em&gt;, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Minha motivação era manter Buñuel trabalhando. Ele já estava muito velho para dirigir um filme, e estava completamente entediado com si próprio, no México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de 18 anos de convivência e muitas conversas, entre um trabalho e outro, Carrière colheu um vasto repertório de escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu o convenci a escrever um livro que poderia ser como um portrait, um “libro-retrato”. Para levar adiante, eu escrevi, sozinho, no México, um dos capítulos do livro, Os prazeres deste mundo. E, apesar de ele não gostar de falar sobre si mesmo, parece que ficou convencido. A partir daí, trabalhamos juntos, como num novo roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de unir-se a Buñuel, Carrière havia trabalhado com Pierre Etaix, em filmes de comédia e documentários sobre a vida sexual de animais. Em 1963, Buñuel procurava por um roteirista francês em início de carreira para o seu próximo filme, &lt;em&gt;O diário de uma camareira&lt;/em&gt; (1964). E foi em meio aos agitos do Festival de Cannes, que Carrière foi apresentado ao cineasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Uma semana depois, o produtor do longa, Serge Silberman, me levou para a Espanha. Eu era um iniciante. Nós almoçamos juntos e conversamos sobre o projeto. Ele era um homem fisicamente impressionante, mas extremamente gentil e engraçado – recorda Carrière.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta que os primeiros contatos com o cineasta foram fáceis, apesar de, entre uma sai justa e outra, ter aprendido, de tempos em tempos, a dizer não ao chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O grande perigo era concordar com ele a toda hora e nunca propor nada, ser um “Mister Yes”. Levei algumas semanas para perceber isso – conta Carrière.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excitado com o panorama desvelado por Buñuel, aproveitou a chance para sedimentar uma parceria que durou cerca de 20 anos, com nove roteiros escritos e seis transformados em filmes. Entre os quais, além de &lt;em&gt;O diário...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A bela da tarde&lt;/em&gt; (1967), &lt;em&gt;A Via Láctea&lt;/em&gt; (1969), &lt;em&gt;O charme discreto da burguesia&lt;/em&gt; (1972), &lt;em&gt;O fantasma da liberdade&lt;/em&gt; (1974), até o último, &lt;em&gt;Esse obscuro objeto do desejo&lt;/em&gt; (1977).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não posso eleger um que sintetize o nosso trabalho, mas &lt;em&gt;A Via Láctea&lt;/em&gt; é um filme que dividimos inteiramente. Já &lt;em&gt;Esse obscuro objeto do desejo&lt;/em&gt; mexeu muito comigo. Provavelmente porque é o último que realizamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um roteirista, Carrière compartilhava e impulsionava a excêntrica imaginação de Buñuel. Jogava o seu jogo, e dava corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De certa forma, era até fácil lidar com ele. Acho que a nossa relação foi se desenvolvendo até nos tornarmos realmente amigos. Eu era parte da família, mas o trabalho nunca deixou de ser bastante longo e, é claro, levado a sério – garante. – Uma vez, nós chegamos a trabalhar por duas semanas inteiras, mas sem achar nada que valesse à pena. Até que decidimos voltar para casa. Para se ter uma ideia, quando fizemos &lt;em&gt;O charme discreto da burguesia&lt;/em&gt;, chegamos a escrever cinco diferentes versões para o roteiro. Sozinho, ou em conjunto, em algum lugar remoto, sempre no México ou na Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrière reconhece a profunda influência do cineasta, mas revela não dimensionar até que ponto seus roteiros exerceram poder semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu realmente o encorajava a filmar, mas não faço ideia do que ele achava. Ele apenas dizia que gostava da minha imaginação e senso de humor. E até hoje, quando tenho que tomar uma decisão delicada, me pergunto: “O que Buñuel faria?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contradições do homem e a coerência do cineasta&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Meu último suspiro&lt;/em&gt; narra as férteis experiências de um espanhol nascido na pequena Calanda, onde a velocidade dos acontecimentos remetia à Idade Média. Buñuel engendra o leitor numa travessia que percorre um século de grandes turbulências políticas e fervilhantes agitações artísticas. Do primeiro ao último suspiro, detalha um arco temporal que ganha tinta filosófica logo nas primeiras páginas e um arremate nas linhas finais: “Tive a sorte de passar a minha infância na Idade Média, época dolorosa e sofisticada... Dolorosa em sua vida material. Sofisticada em sua vida espiritual. Justamente o contrário de hoje”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Diretor de obras-primas como &lt;em&gt;Veridiana&lt;/em&gt; (1961, com o qual conquistou a Palma de Ouro em Cannes), Buñuel relembra, entre capítulos como “Os prazeres deste mundo”, “Sonhos e devaneios”, “O surrealismo (1929-1933)”, “A Guerra Civil Espanhola (1936-1939)”, “Ateu graças a Deus”, entre outros, detalhes de suas produções, a começar por &lt;em&gt;Um cão andaluz&lt;/em&gt; (1928), primeiro filme surrealista feito em parceria com Salvador Dalí, entre outros como &lt;em&gt;Os esquecidos&lt;/em&gt; (1950) e &lt;em&gt;Nazarin&lt;/em&gt; (1958), rodados no longo período em que viveu no México. Dono de uma forte e complexa personalidade, o diretor presenteia Carrière com frases lapidares, agudas, sarcásticas e muito bem humoradas, acerca de sua vida boêmia, sua paixão pelo boxe e pelos prazeres da vida – incluindo passagens despudoradas e polêmicas, como o afastamento do amigo Garcia Lorca e as violentas brigas com Gala, mulher de Salvador Dalí. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Ateu graças a Deus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Ele foi o primeiro espanhol a se instalar em Paris e a ingressar no grupo surrealista; por muitas razões, inclusive morais, é claro. A partir de então, convidou Dalí a entrar no grupo. Já Lorca nunca fez parte, mas Buñuel tinha por ele uma grande veneração, até o fim da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Católico tornado ateu, considerado por muitos um iconoclasta, Buñuel era, ao mesmo tempo, realista, surrealista, marxista, anarquista, místico, anticlerical, sádico, moralista... Um emaranhado de paradoxos e contradições que regiam a mente de um homem inconformado com a decadência e a hipocrisia da sociedade. Educado sob a rigidez do catolicismo, cresceu desafiando tabus, pecados e desejos lascivos, questionando milagres e dogmas, reconhecendo suas primeiras obsessões, por armas ou sexuais. Muitas delas ampliadas na tela, captadas por Carrière e transformadas em literatura confessional de primeira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Ele tinha uma personalidade complexa e contraditória. E é por isso que foi Buñuel. Ateu numa atmosfera católica. Surrealista, mas sem nenhum gosto pela violência. Teoricamente anarquista, mas vivendo como um modesto burguês.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-7345443240733653258?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/7345443240733653258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=7345443240733653258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7345443240733653258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7345443240733653258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/lembrancas-cinematograficas-de-luis.html' title='Lembranças cinematográficas de Luis Buñuel'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S26qcGn5cfI/AAAAAAAAA1U/3n2D_VFAT1w/s72-c/38932_Luis_Bunuel_PB_Paris_1955HD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-1729486767581242066</id><published>2010-02-03T17:34:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T17:55:38.720-08:00</updated><title type='text'>Oscar 2010: a fantasia de 'Avatar' contra a crueza de 'Guerra ao terror'</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2okgb2NPzI/AAAAAAAAA1M/3J83vw1lqV8/s1600-h/avatar_5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434196040025456434" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2okgb2NPzI/AAAAAAAAA1M/3J83vw1lqV8/s400/avatar_5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Realizada terça-feira, em Los Angeles, a cerimônia de apresentação dos indicados à 82ª edição do Oscar catapulta desde já uma rede internacional de apostas e pitacos de cinéfilos espalhados pelo globo. No fim das contas, porém, não foram tantas as surpresas. A tão esperada disputa entre o cineasta James Cameron (&lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt;) e sua ex-mulher Kathryn Bigelow (&lt;em&gt;Guerra ao terror&lt;/em&gt;) se confirmou como a grande batalha da noite de entrega das estatuetas, em 7 de março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa do Oscar deste ano, que será conduzida por Steve Martin e Alec Baldwin, conta com um único diferencial. Pela primeira vez em 66 anos, 10 filmes disputarão o principal prêmio, o de Melhor Filme, votado por cerca de 5,8 mil membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O número maior de indicados pretende ampliar a gama de concorrentes, com blockbusters populares disputando ao lado de longas independentes, mas elogiados pela crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente o panorama que põe em lados opostos &lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Guerra ao terror&lt;/em&gt; – o primeiro, uma ficção científica milionária; e o segundo, uma produção realista de baixo orçamento. Os dois longas lideram a corrida pelo maior número de estatuetas. O épico 3D criado de Cameron concorre em nove categorias, assim como o filme de feições independentes de Bigelow. Entre os concorrentes a Melhor Filme se destacam &lt;em&gt;Bastardos inglórios&lt;/em&gt;, de Quentin Tarantino, que disputa em oito categorias; &lt;em&gt;Amor sem escalas&lt;/em&gt;, dirigido por Jason Reitman e protagonizado por George Clooney, que recebeu seis indicações; e &lt;em&gt;Preciosa&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Up – Altas aventuras&lt;/em&gt;, ambos também com seis indicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior bilheteria da história do cinema mundial, com arrecadação de US$ 2 bilhões, Cameron entra em campo sabendo que não poderá superar os louros colhidos por &lt;em&gt;Titanic&lt;/em&gt; (1997) – indicado em 14 categorias e contemplado com 11 estatuetas. Lançado em DVD no Brasil, o filme de Bigelow ganha as salas brasileiras a partir desta sexta-feira. A reviravolta se dá por conta dos 23 prêmios que o longa acumula desde sua passagem pelo Festival de Veneza, em 2008. No último domingo, a produção, realizada com U$ 11 milhões, ganhou o prêmio de melhor filme da Liga dos Produtores da América, o que pode ser um bom prenúncio para o Oscar. Nos últimos 20 anos, em 13 ocasiões o filme escolhido pela associação venceu também o Oscar. Descrito por Bigelow como “um filminho de guerra difícil, rodado no verão do Oriente Médio”, &lt;em&gt;Guerra ao terror&lt;/em&gt; fez da diretora a primeira mulher a receber o prêmio do Directors Guild of America (DGA), o que aumenta as suas chances de ser a primeira representante feminina a levar um Oscar na categoria mais disputada. Ela é a quarta mulher a ser indicada a Melhor Direção. Antes dela, Sofia Coppola, por &lt;em&gt;Encontros e desencontros&lt;/em&gt; (2003); Jane Campion, por &lt;em&gt;O piano&lt;/em&gt; (1993); e Lina Wertmuller, por &lt;em&gt;Pascoalino Sete belezas&lt;/em&gt; (1976) foram indicadas, mas não ganharam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor de &lt;em&gt;Preciosa&lt;/em&gt;, Lee Daniels tornou-se o segundo cineasta negro a ser indicado. Estrelada por Daniel Day-Lewis, a superprodução &lt;em&gt;Nine&lt;/em&gt; ficou de fora da competição principal, assim como o novo longa de Clint Eastwood, &lt;em&gt;Invictus&lt;/em&gt;. No ano passado, o diretor também assistiu ao descarte de Gran Torino na corrida principal. Eastwood contenta-se com as indicações de Morgan Freeman (Melhor Ator) e Matt Damon (Ator Coadjuvante). Freeman, que interpreta o ex-presidente Nelson Mandela, tenta repetir o feito de cinco anos atrás, quando abocanhou, como ator coadjuvante, o Oscar por Menina de ouro. Agora ele concorre com Colin Firth, George Clooney, Jeremy Renner e Jeff Bridges, que, em sua quarta indicação, é apontado como um dos favoritos depois de ganhar o Globo de Ouro por seu personagem em &lt;em&gt;Crazy heart&lt;/em&gt;. Na categoria Melhor Atriz, Sandra Bullock recebe sua primeira indicação ao Oscar, por &lt;em&gt;Um sonho possível&lt;/em&gt;, e concorre com veteranas como Meryl Streep, por &lt;em&gt;Julie &amp;amp; Julia&lt;/em&gt; (a 15ª indicação da atriz). Já entre as coadjuvantes, a inclusão de Maggie Gyllenhaal, por Crazy heart, e a ausência de Julianne Moore, por &lt;em&gt;A single man&lt;/em&gt;, foram as surpresas. Sem representantes brasileiros, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro será decidido entre &lt;em&gt;Ajami&lt;/em&gt; (Israel), &lt;em&gt;Os segredos dos seus olhos&lt;/em&gt; (Argentina), &lt;em&gt;La teta assustada&lt;/em&gt; (Peru), &lt;em&gt;Un prophete&lt;/em&gt; (França) e &lt;em&gt;A fita branca&lt;/em&gt; (Alemanha), o grande favorito da noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Façam suas apostas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Melhor filme:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;"Avatar"&lt;br /&gt;"Um sonho possível"&lt;br /&gt;"Distrito 9"&lt;br /&gt;"Educação"&lt;br /&gt;"Guerra ao terror"&lt;br /&gt;"Bastardos inglórios"&lt;br /&gt;"Preciosa"&lt;br /&gt;"Um homem sério"&lt;br /&gt;"Up – Altas aventuras"&lt;br /&gt;"Amor sem escalas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor direção:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;James Cameron, “Avatar"&lt;br /&gt;Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror”&lt;br /&gt;Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios”&lt;br /&gt;Lee Daniels, “Preciosa”&lt;br /&gt;Jason Reitman, “Amor sem escalas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor ator:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Jeff Bridges, “Coração louco”&lt;br /&gt;George Clooney, “Amor sem escalas”&lt;br /&gt;Colin Firth, “A single man”&lt;br /&gt;Morgan Freeman, “Invictus”&lt;br /&gt;Jeremy Renner, “Guerra ao terror”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor ator coadjuvante:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Matt Damon, “Invictus”&lt;br /&gt;Woody Harrelson, “The messenger”&lt;br /&gt;Christopher Plummer, “The last station”&lt;br /&gt;Stanley Tucci, “Um olhar do paraíso”&lt;br /&gt;Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor atriz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sandra Bullock, "Um sonho possível"&lt;br /&gt;Helen Mirren, “The last station”&lt;br /&gt;Carey Mulligan, “Educação”&lt;br /&gt;Gabourey Sidibe, “Preciosa”&lt;br /&gt;Meryl Streep, “Julie &amp;amp; Julia"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor atriz coadjuvante:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Penélope Cruz, “Nine”&lt;br /&gt;Vera Farmiga, “Amor sem escalas”&lt;br /&gt;Maggie Gyllenhaal, “Coração louco”&lt;br /&gt;Anna Kendrick, “Amor sem escalas”&lt;br /&gt;Mo’Nique, “Preciosa”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor animação:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Coraline”&lt;br /&gt;“O fantástico Sr. Raposo”&lt;br /&gt;“A princesa e o sapo”&lt;br /&gt;“O segredo de Kells”&lt;br /&gt;“Up – Altas aventuras”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor filme estrangeiro:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Ajami”&lt;br /&gt;“El secreto de sus ojos”&lt;br /&gt;“The milk of sorrow”&lt;br /&gt;“Un prophète”&lt;br /&gt;“A fita branca”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor documentário:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;“Burma VJ”&lt;br /&gt;“The cove”&lt;br /&gt;“Food, Inc.”&lt;br /&gt;“The most dangerous man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon papers”&lt;br /&gt;“Which way home”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor trilha sonora:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Avatar”&lt;br /&gt;“O fantástico Sr. Raposo”&lt;br /&gt;“Guerra ao terror”&lt;br /&gt;“Sherlock Holmes”&lt;br /&gt;“Up – Altas aventuras”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor canção:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Almost there”, “A princesa e o sapo”&lt;br /&gt;“Down in New Orleans”, “A princesa e o sapo”&lt;br /&gt;“Loin de Paname”, “Paris 36”&lt;br /&gt;“Take it all”, “Nine”&lt;br /&gt;“The weary kind”, “Crazy heart”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor roteiro original:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Guerra ao terror”&lt;br /&gt;“Bastardos inglórios”&lt;br /&gt;“The messenger”&lt;br /&gt;“Um homem sério”&lt;br /&gt;“Up – Altas aventuras”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor roteiro adaptado:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Distrito 9”&lt;br /&gt;“Educação”&lt;br /&gt;“In the loop”&lt;br /&gt;“Preciosa”&lt;br /&gt;“Amor sem escalas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor curta-metragem:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;“The door”&lt;br /&gt;“Instead of Abracadabra”&lt;br /&gt;“Kavi”&lt;br /&gt;“Miracle fish”&lt;br /&gt;“The new tenants” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-1729486767581242066?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/1729486767581242066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=1729486767581242066&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1729486767581242066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/1729486767581242066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/oscar-2010-fantasia-de-avatar-contra.html' title='Oscar 2010: a fantasia de &apos;Avatar&apos; contra a crueza de &apos;Guerra ao terror&apos;'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2okgb2NPzI/AAAAAAAAA1M/3J83vw1lqV8/s72-c/avatar_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2373898522271516305</id><published>2010-02-02T17:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T17:56:37.199-08:00</updated><title type='text'>Raul Seixas: metamorfoses de um maluco no auge</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2jXHZSeiTI/AAAAAAAAA1E/8b9piNrRT7w/s1600-h/raulzito.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 322px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433829472469944626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2jXHZSeiTI/AAAAAAAAA1E/8b9piNrRT7w/s400/raulzito.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;No fim dos anos 60 ele já dava o que falar à frente de Raulzito e Os Panteras – combo que acompanhava os maiores nomes da Jovem Guarda. E foi a convite de um deles, Jerry Adriani, que o baiano de Salvador descarregava, de vez, sua energia mutante e abusada no Rio de Janeiro. Por aqui, enquanto atuava como compositor, produtor e até empresário, assinava contratos, carimbava seu nome em fichas técnicas e divulgava as canções que o levaram a preencher seus dois primeiros lançamentos, &lt;em&gt;Raulzito e Os Panteras&lt;/em&gt; (1968) e &lt;em&gt;Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta sessão das 10&lt;/em&gt; (1971). Fracassos de público e crítica, ambos serviram de combustível para a explosiva alquimia que viria a seguir. Em 1973, Seixas iniciava sua fase áurea sob a chancela de uma nova gravadora, a Philips. Entre 1973 e 1977, pôs na rua seis antológicos álbuns. Fundamentais na linha evolutiva do rock brasileiro, no que tange à mistura de gêneros e ao lirismo ferino, debochado e inteligente da parceria com Paulo Coelho, estas pérolas agora são reunidas no Box &lt;em&gt;Raul Seixas, 10.000 anos à frente&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esganiçando a voz em &lt;em&gt;Good rockin'tonight&lt;/em&gt; (Roy Brown), numa gravação caseira feita aos 9 anos, Seixas prepara e introduz o ouvinte ao caldeirão de loucura e metamorfoses sonoras que conduzem &lt;em&gt;Krig-há, bandolo!&lt;/em&gt; (1973). No primeiro álbum desta série, o cantor enfileira uma série de clássicos do seu repertório. Desde o rock-macumba &lt;em&gt;Mosca na sopa&lt;/em&gt;, passando pelos coros à Beatles de &lt;em&gt;Metamorfose ambulante&lt;/em&gt;, às bem-humoradas &lt;em&gt;Al Capone&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Ouro de tolo&lt;/em&gt;, Seixas sacode o comodismo de uma época que mergulhava na inércia, no vazio e no baixo astral da ressaca pós-tropicalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conciso e certeiro, &lt;em&gt;Krig-há, bandolo!&lt;/em&gt; é um mapa da multifacetada personalidade artística que guia todas as suas produções seguintes. Entre o brega e o requinte, entre guitarras elétricas e percussões regionais, acena com os ingredientes e a receita pronta que seria saboreada em &lt;em&gt;Gita&lt;/em&gt; (1974). O trabalho seguinte consolida a parceira com Paulo Coelho. Enquanto no disco anterior, Seixas assina sozinho a maior parte dos hits, neste segundo, as icônicas &lt;em&gt;Gita&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Sociedade alternativa&lt;/em&gt; levam os traços da dupla. Contagiados pela ideia de uma sociedade baseada nos preceitos do bruxo inglês Aleister Crowley e sob a luminosa inspiração do livro &lt;em&gt;Bhagavad-Gita&lt;/em&gt;, Seixas e Coelho colhem os louros e os dissabores de um trabalho provocativo e de grande sucesso comercial. A ousadia dos compositores não passou batida pela população e, muito menos, pelos militares, é claro. Exilados em Nova York, retornam ao Brasil pouco tempo depois – e ainda mais viscerais. A combustão mística e poética estofada por um existencialismo mambembe serve como escopo para &lt;em&gt;Novo Aeon&lt;/em&gt; (1975) – mais um manifesto a favor das liberdades individuais. Ainda em pleno regime militar, não sossega ou cessa de destilar o oposto do que disse antes. Enquanto nutrem a épica balada &lt;em&gt;Tente outra vez&lt;/em&gt; com os versos “Tenha fé em Deus, tenha fé na vida”, aceleram na satânica Rock do diabo, com “O diabo é o pai do rock / Enquanto Freud explica / O diabo dá os toques”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os álbuns anteriores, a reedição de &lt;em&gt;Há 10 mil anos atrás&lt;/em&gt; conta, após a faixa-título, com outro clássico, &lt;em&gt;Maluco beleza&lt;/em&gt;, pinçado de &lt;em&gt;O dia em que a Terra parou&lt;/em&gt; – editado pela Warner e fora da coletânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caixa traz ainda &lt;em&gt;Raul rock Seixas&lt;/em&gt; (1977) e &lt;em&gt;30 anos de Rock&lt;/em&gt; (1985), ambos repletos de covers para clássicos do rock internacional, de Chuck Berry a Little Richards, e nacional, como Roberto e Erasmo Carlos. Vinte e um anos após a sua morte, o lançamento é um acerto de contas com as múltiplas influências de um ícone atravessado, desde a infância, pela irreverência de Elvis Presley e a potência de Luiz Gonzaga.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2373898522271516305?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2373898522271516305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2373898522271516305&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2373898522271516305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2373898522271516305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/raul-seixas-metamorfoses-de-um-maluco.html' title='Raul Seixas: metamorfoses de um maluco no auge'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2jXHZSeiTI/AAAAAAAAA1E/8b9piNrRT7w/s72-c/raulzito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-7709944502851629499</id><published>2010-02-01T12:18:00.001-08:00</published><updated>2010-02-01T12:24:26.940-08:00</updated><title type='text'>Após 'Lula, o filho do Brasil', novos projetos abordam presidentes</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2c3epnOYtI/AAAAAAAAA08/Ff3D10j0OQM/s1600-h/Lula,_o_filho_do_Brasil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433372475151770322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2c3epnOYtI/AAAAAAAAA08/Ff3D10j0OQM/s400/Lula,_o_filho_do_Brasil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Desde 1915, quando D.W. Griffith assinou &lt;em&gt;O nascimento de uma nação&lt;/em&gt;, até 2011, quando Steven Spielberg leva às telas &lt;em&gt;Lincoln&lt;/em&gt; – ambos tangenciam a figura de Abraham Lincoln (1809-1865) – uma infinidade de séries de TV, telefilmes, cinebiografias, longas de ficção (científica, dramas e ação) e até comédias elege como personagem central de suas tramas o chefe maior do estado americano. A enciclopédia virtual dos cinéfilos, o Internet Movie Database (IMDb) assegura – mais de 650 produções audiovisuais americanas renderam-se ao poder da Casa Branca. No Brasil, o cenário é o oposto. Em vias de mudança, o cinema político ainda encontra dificuldades. E com parcas produções, ainda se arrasta nas truncadas engrenagens de seu carro-chefe, &lt;em&gt;Lula, o filho do Brasil&lt;/em&gt;, que completa um mês de circuito segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exibido em mais de 350 salas espalhadas pelo país, até a última semana o longa de Fábio Barreto contabilizou 767 mil espectadores, com renda acumulada de R$ 6,5 milhões. Maior sucesso da bilheteria da chamada retomada, &lt;em&gt;Se eu fosse você 2&lt;/em&gt; atraiu 560 mil espectadores na semana de abertura, enquanto o longa de Barreto sobre a trajetória do atual presidente acumulou pouco mais de 100 mil espectadores – menos até que um de seus inspiradores, &lt;em&gt;2 filhos de Francisco&lt;/em&gt; (2005), com 266 mil espectadores na primeira semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tais rendimentos confrontados à média arrecadada por outras produções nacionais, não se pode dizer que os números sinalizem um fracasso. Porém, projetado e embalado como um blockbuster, a decepção não deixa de ser evidente. Antes de chegar às telas, o produtor Luiz Carlos Barreto projetava público de 5 milhões de espectadores para o longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com as incertezas do mercado cinematográfico – e as dúvidas sobre a aceitação do público em relação ao tema – o “gênero” tenta decolar e já enquadra para os próximos meses produções envolvendo nomes como Getúlio Vargas, Jânio Quadros, Tancredo Neves, Fernando Collor e Fernado Henrique Cardoso. Autor de novelas, o roteirista Lauro César Muniz é o piloto de um dos mais ambiciosos projetos envolvendo cinema e política. De suas mãos nasce, até 2011, um longa dedicado a Getúlio Vargas. Como mote, cerca-se das três semanas que antecedem o suicídio que mitificou a figura do presidente a partir do fatídico 24 de agosto de 1954. Muniz acaba de entregar ao produtor Daniel Filho um primeiro tratamento para &lt;em&gt;Dr. Getúlio&lt;/em&gt; (título provisório).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ficamos muito afastados do tema por causa da ditadura. Existia um grupo de cineastas, assim como outros artistas, impossibilitados de tocar no assunto. Foram quase 30 anos de silêncio. Agora ocorre uma euforia em torno do filme do Lula, um personagem super popular. E isso estimula os produtores a pensar em filmes do gênero – acredita Muniz. – Acho que os sete anos de governo Lula geraram um interessa cada vez maior da população sobre política. Ele foi sabiamente blindado de todos os escândalos envolvendo a corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto do teledramaturgo parte do atentado ocorrido na Rua Tonelero (no qual morreu o major Rubem Vaz; o crime desencadeou os eventos que levariam ao suicídio de Vargas) e enfatiza as reações dos empregados do palácio do Catete e da população nos arredores do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Suicídio foi um ato político”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não ficaremos presos à história real. Terá ficção. Getúlio foi um ditador, mas era uma personalidade fabulosa e sua história é uma tragédia nacional fantástica. Tudo o que acontece a partir do atentado até a sua morte é muito forte. Ele tornou-se um mártir. Seu suicídio foi um ato político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premiado pelos longas Jango (1984) e Os anos JK - Uma trajetória política (1980), o cineasta Silvio Tendler investe seus esforços em mais uma produção política, mas sob a embalagem do gênero documental. Há mais de 20 anos, ele acumula um arsenal de fitas de áudio e vídeos do ex-presidente Tancredo Neves. Tancredo, a travessia tem previsão de lançamento para abril de 2010 – mês que marca os 25 da morte da sua morte, em 1985. No registro, Tendler destrincha os bastidores da transição de poder e mostra que, de lá para cá, pouca coisa mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A política é um filão de cinema, e sempre esteve de braços cruzados com ele. Um dos maiores clássicos do cinema mundial é sobre um jornalista que se candidata à presidência, Cidadão Kane. No Brasil, o documentário que sempre namorou a política, enquanto a ficção tem problemas mais complexos com direito de imagens e pressão dos familiares – observa Tendler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentarista acredita que houve um erro de avaliação no lançamento de Lula, o filho do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acharam que cinema se induz à base de mídia, mas não é bem assim. Não adianta comprar com 2 filhos de Francisco, que é musical. Ainda assim, um público de 800 mil é muita gente, quase um milhão. Para o momento do cinema político brasileiro, é um bom resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem-sucedidas minisséries de TV, como JK (2006) e Agosto (1993) , despertaram a atenção de milhões de espectadores, o aparato cinematográfico apenas começa a erguer a grua sobre o filão. Exemplo recente, o diretor Zelito Viana não obteve êxito ao transportar para o cinema 24 horas de um dia de Juscelino Kubitschek. Bela noite para voar (2009) acumulou parcos 30 mil espectadores. Diretor do longa, Zelito Viana diz que a lacuna de filmes políticos se estende a outras searas, mas por um motivo comum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Falta dinheiro para fazer um filme sobre futebol e sobre personagens da cultura, como Carlos Gomes, por exemplo – compara Viana. – No campo político, não temos filmes sobre Getúlio e até Dom Pedro II, que é uma figura importantísima para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmão de Fábio Barreto, Bruno Barreto mira sua câmera na direção do ex-presidente Fernando Collor, num longa baseado no livro Notícias do Planalto (1999), do jornalista Mário Sérgio Conti. Oponente de Lula durante as eleições de 1989, Collor terá sua trajetória vasculhada, desde as ligações de seu avô Lindolfo Collor com Vargas até o impeachment que o tirou do poder, em 1992. Mais adiante, o diretor Paulo Filho busca viabilizar um longa sobre Jânio Quadros, enquanto que, para 2011, o documentário Rompendo o silêncio segue os passos de FHC. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-7709944502851629499?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/7709944502851629499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=7709944502851629499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7709944502851629499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7709944502851629499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/02/apos-lula-o-filho-do-brasil-novos.html' title='Após &apos;Lula, o filho do Brasil&apos;, novos projetos abordam presidentes'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2c3epnOYtI/AAAAAAAAA08/Ff3D10j0OQM/s72-c/Lula,_o_filho_do_Brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-4513794443872855381</id><published>2010-01-27T12:16:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T07:56:04.300-08:00</updated><title type='text'>Paraphernalia finaliza álbum de estreia, produzido por Kassin</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2CgrzBCveI/AAAAAAAAA00/uqqMJA7JdcU/s1600-h/_MG_9671.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431517824898219490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2CgrzBCveI/AAAAAAAAA00/uqqMJA7JdcU/s400/_MG_9671.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Quando pipoca o anúncio de um novo supergrupo, a lembrança recente – maltratada por empreitadas similares de alguns ícones da música, em especial do rock – causa arrepios. Mas neste caso o assunto e a sonoridade navegam em frequências bem distintas, no que se refere à originalidade. Formado em 2001 pelo baixista Alberto Continentino e o guitarrista Bernardo Bosisio, o Paraphernalia é um combo instrumental que reúne os mais badalados e requisitados músicos da cena atual. Ao lado dos dois primeiros, nomes como Donatinho (teclados), Felipe Pinaud (Flauta), Marlom Sette (trombone), Leandro Joaquim (trompete), Renato Massa (bateria) e Joca Perpignan (percussão) acostumaram-se, nos últimos anos, a carimbar fichas técnicas de trabalhos assinados por gente graúda, como Caetano Veloso, João Donato, Marcos Valle, Orquestra Imperial, entre outros. Se, isolados, os oito integrantes constituem uma nova geração de músicos, compositores, arranjadores e produtores, juntos, formatam o conjunto de feras que sobe, às quartas, ao palco da Pista 3 para apresentar as canções que recheiam seu álbum de estreia – previsto para ser lançado até abril.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Já temos cinco anos de banda com essa formação e estamos tocando há quase um ano direto, mas até agora pouca gente no meio e na imprensa se deu conta – revela Donatinho. – Tudo começou com uma reunião de amigos. Tocávamos no Cine Buraco, em Laranjeiras, que era um cineclube bem underground, cheio de filmes B... Transformávamos o lugar em pista de dança e lotava só no boca a boca. É o mesmo que acontece agora. Não temos muita divulgação, mas as pessoas comparecem cada vez mais em peso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O sucesso das apresentações gerou a expectativa quanto ao primeiro álbum do grupo. Gravado em dezembro, o debute conta com 11 faixas inéditas – pinçadas entre mais de 30 composições assinadas pela banda. Produzido por Kassin e masterizado por Ricardo Garcia, o disco é um cruzamento de sonoridades que remetem ao movimento da blaxploitation, calcada no funk e na soul music, mas com sólidas bases na tradição musical afrobrasileira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Poderíamos ter produzido o disco, mas o Kassin é um olhar de fora, não é viciado. Alguém que admiramos o trabalho, a sensibilidade e o bom gosto – elogia o tecladista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Com melodias sinuosas e dinâmicas rítmicas pulsantes colocam o povo para dançar. E mostram que o termo instrumental pode ser muito mais abrangente do que se imagina. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Não somos um grupo instrumental como esses caras que tocam jazz de uma forma em que tudo parece uma desculpa para solar. Isso é música para músicos, cheia de convenções... É algo que eu, particularmente, detesto. Eu gosto de melodias – diz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Definido por Donatinho como instrumental pop e dançante, a trupe interpreta um repertório 100% autoral que lembra as trilhas sonoras cinematográficas e das séries de TV policiais criadas entre os anos 60 e 80. Imagens adornadas pelo talento de ícones como Quincy Jones, Curtis Mayfield, entre outros, que serviram para longas como Shaft, Super fly e Coffy. Do jazz ao rock, do experimentalismo aos ritmos africanos e latinos, teclados analógicos, antigos pianos elétricos e guitarras psicodélicas convivem também com levadas brasileiras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;-Todos nós gostamos desses filmes da blaxploitation , dos filmes do Bruce Lee... É a temática negra e de ação com muito funk e soul – define o flautista Felipe Pinaud. – Passeamos pelo samba, pelo afrobeat, sempre com muito groove. Mas não é um som americano, é brasileiro. E isso fica claro a partir das células percussivas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;No show de logo mais, que ao longo dos últimos nove meses contou com convidados ilustres como João Donato, Hyldon e Carlos Dafé, o grupo também passeia por versões para músicas de Jorge Ben Jor, Astor Piazzola, Lipps Inc., Manu Dibango, Bar Kays e Tim Maia. Empolgado com o trabalho, Donatinho explica que o grupo chegou a pensar em participações especiais para o disco, mas, no fim, optaram pelas vozes de seus instrumentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Um disco serve para registrar momentos. Chegamos a pensar em participações, mas é um disco nosso, com uma carga autoral, e decidimos privilegiar o nosso som. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-4513794443872855381?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/4513794443872855381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=4513794443872855381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4513794443872855381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/4513794443872855381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/paraphernalia-se-apresenta-hoje-na.html' title='Paraphernalia finaliza álbum de estreia, produzido por Kassin'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2CgrzBCveI/AAAAAAAAA00/uqqMJA7JdcU/s72-c/_MG_9671.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-9097452821743345377</id><published>2010-01-27T08:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T12:14:34.022-08:00</updated><title type='text'>Metallica, The Virgins e João Donato</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2CeKqSrBPI/AAAAAAAAA0s/a4L-kjQJy8k/s1600-h/metallica-new-publicity-photo-for-blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431515056597304562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2CeKqSrBPI/AAAAAAAAA0s/a4L-kjQJy8k/s400/metallica-new-publicity-photo-for-blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Gravado ao longo de três noites consecutivas na Cidade do México, o novo DVD do Metallica conta com o fervor de um público de mais de 50 mil pessoas para dar sentido a um subtítulo um tanto quanto genérico – e até certo ponto cafona: orgulho, paixão e glória. No entanto, ao longo de quase duas horas e meia de performance, nenhum dos termos fica sem resposta à altura. São tais palavras que ventilam a cabeça após um banho de riffs pesados e baterias devastadoras comandados pelo quarteto de quarentões, recém-ingressados no Rock and Roll Hall of Fame. Entre as 19 canções que recheiam o trabalho, um documentário registra, além dos bastidores do show, com ensaios da banda e detalhes sobre a produção, a carga de energia expulsa pelos fãs mexicanos, todos vestidos de preto, segurando guitarras, livros, discos e uma infinidade de souvenires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O registro é o ponto alto da World magnetic tour, mega turnê que traz o grupo pela quarta vez ao Brasil neste fim de semana – hiato de mais de uma década desde a The garage remains the same tour (1999). Para os fanáticos cariocas, que ficam sem o show da banda no Rio, o DVD serve como alento – ou como um belo aperitivo para pegar a primeira conexão rumo a São Paulo. Ao vivo, a vitalidade da banda e do público é resultado do bem sucedido Death magnetic, lançado em 2008, em que a banda resgata a sonoridade mais crua de álbuns como Master of puppets e ...And justice for all. Não à toa, recebem o público com Creeping death, seguida pela devastadora For whom the bell tolls e Ride the Lightning – lançadas em 1984. Daí, partem para Disposable heroes, de Master of puppets (1986) e One, de ...And justice for all (1988) até chegar em Broken, beat &amp;amp; scared, do mais recente disco, Death magnetic (2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sequência evidencia o quanto segue ativa a química entre os dois integrantes originais, James Hetfield e o batera Lars Ulrich. Muito mais que máquinas propensas a reciclar a combustão gerada em São Francisco, no início dos anos 80, a dupla, apesar dos cabelos e barbas brancas, continua intensa, ao lado de Kirk Hammett e Robert Trujillo. “Não somos máquinas. Mudamos o setlist todas as noites e não tocamos as músicas como estão nos discos porque é assim que funcionamos melhor. Queremos voltar ao que era feito há alguns anos. Sinto que falta humanidade e ainda somos quatro caras que curtem tocar juntos. E isso ajuda tudo a se tornar mais real”, diz Ulrich. Passeando por clássicos como The memorie remains e The unforgiven, assim como pela furiosa Sick &amp;amp; destroy, que fecha o show, ele mostra o quanto está certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;For whom the bell tolls:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Uj1d3I42fF4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Uj1d3I42fF4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;The Virgins - The virgins:&lt;/strong&gt; Donald Cumming assinou contrato com a Atlantic antes mesmo de ter uma banda. Carregava na mente noites entorpecidas e nas mãos um punhado de potenciais hits. Neles, presta tributo a ícones do art rock, como Talking Heads, e do underground nova-iorquino, como o Velvet Underground. Une a crueza do rock de garagem a levadas funkeadas, o que faz de Rich girls sucesso em qualquer pista de dança. Mas carece de originalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Donato Trio - Sambolero:&lt;/strong&gt; Com a tropicalidade de Amazonas, João Dontao introduz este Sambolero, acompanhado pelo elegante baixo de Luiz Alves e a preciosa dinâmica rítmica de Robertinho Silva. O repertório traz parcerias com Paulo Sérgio Valle (Quem diz que sabe), Caetano Veloso (Surpresa e A rã), Gilberto Gil (Bananeira e Lugar comum), entre diversas outras em que seu piano empresta cor e contornos sofisticados. A boa surpresa é a participação de Zeca Pagodinho, em Sambou, sambou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-9097452821743345377?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/9097452821743345377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=9097452821743345377&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/9097452821743345377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/9097452821743345377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/metallica-virgins-e-joao-donato.html' title='Metallica, The Virgins e João Donato'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S2CeKqSrBPI/AAAAAAAAA0s/a4L-kjQJy8k/s72-c/metallica-new-publicity-photo-for-blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-7410504657055883187</id><published>2010-01-22T07:36:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T07:48:28.994-08:00</updated><title type='text'>Tropa de elite 2 - Operação secreta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1nIovxpo4I/AAAAAAAAA0k/tw1RrjOdFc4/s1600-h/wagner_8117_1191968097.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429591428116882306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1nIovxpo4I/AAAAAAAAA0k/tw1RrjOdFc4/s400/wagner_8117_1191968097.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;A claridade que devassa as janelas na deslumbrante panorâmica do 26º andar do Marina Palace Hotel, no Leblon, é o oposto da perspectiva adotada pela produção de Tropa de elite 2. As palavras de ordem e o “conceito de estratégia” adotado por todos é um tanto quanto obscuro. Sai a ação, entra o suspense: “Ninguém irá falar ou responder perguntas sobre a história da trama ou sobre os personagens”, alerta, prontamente, a assessoria, antes de iniciar a entrevista. Enfileirados, o diretor José Padilha, o produtor Marcos Prado e parte do elenco, incluindo Wagner Moura, André Ramiro e Maria Ribeiro, conduzem uma sessão misteriosa de perguntas e respostas, boa parte das vezes, evasivas. Clima de segurança máxima e informações confidenciais servem como tentativa de blindagem. O rito não é à toa. Vale lembrar que, em 2007, antes mesmo da estreia de Tropa de elite, estimava-se que cerca de 11 milhões de brasileiros haviam assistido à versão inacabada do longa, furtada durante o processo de legendagem e distribuída indiscriminadamente em DVDs piratas e via internet. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Agora vamos montar o filme dentro do caveirão – brinca Padilha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Teremos um bunker, com chaves próprias – diz Marcos Prado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;E o diretor arremata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo que acontecer com o filme na pós-produção será realizado internamente, sem terceirização. Temos até um orçamento para a segurança, dentro e fora do set de filmagem. Agora, depois da exibição, o que eu posso fazer? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Ganhador do Urso de Ouro do Festival de Berlim, em 2008, e um dos maiores sucessos de público do cinema nacional, a mais nova franquia do mercado ainda não tem suas contas fechadas para a segunda versão. Entre as três possibilidades de financiamento a partir de leis de incentivo, o produtor Marcos Prado se esforça para captar os R$ 3 milhões possíveis dentro da Lei do Audiovisual, a partir da injeção de recursos privados; e mais R$ 1 milhão pela Lei Rouanet. Responsável pela distribuição do longa, através da Zazen, o produtor não poderá contar com a cota de até R$ 3 milhões vertida para a distribuição estrangeira. Padilha diz que “é sempre uma luta”. Já Prado, perguntado sobre um suposto aporte financeiro injetado pela Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), fabricante de fuzis usados pela polícia, nega e diz que a companhia é apenas uma parceira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– A Imbel nos apoia com os produtos, as armas, os fuzis que eles produzem para a polícia. Imagina você alugar esse equipamento para um filme... Seria caríssimo. Poupamos dinheiro, mas eles não são nossos patrocinadores. É uma troca, porque as armas da Imbel serão mostradas na tela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Mesmo com a pirataria, 2,4 milhões de espectadores assistiram à primeira saga do capitão Nascimento: o dilema de levar adiante suas responsabilidades à frente do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) e o desejo de ficar mais próximo da mulher grávida. Rodado a partir da próxima segunda-feira, em locações no Rio, entre favelas ocupadas pelas UPPs do governo do estado e em estúdio, o novo roteiro apresenta ao capitão um novo inimigo: as milícias. Taxado de fascista, acusado de glamourizar a violência e de tratar o truculento capitão do Bope como um herói, o longa de 2007 colheu polêmicas impressões, surgidas nas ruas e nos corredores da imprensa. Nenhuma delas, porém, foi o bastante para preocupar o diretor enquanto construía o roteiro da sequência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– “Faz o seu que eu faço o meu” é uma expressão usada pelos policiais do Rio. Eu vou fazer o meu filme – diz o diretor. – Não tenho controle sobre como as pessoas irão reagir e não me preocupo com isso. Contarei a história sem me autopoliciar, imaginando o que as pessoas vão achar. Eu deixo nas mãos do público. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Entre o crime e a família &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Ao bater de frente com o poder paralelo dos milicianos, Nascimento administra o desafio de pacificar uma cidade ocupada pelo crime e as constantes preocupações com o filho adolescente. São as transformações pessoais e os conflitos internos vividos pelo personagem de Wagner Moura as maiores mudanças do novo roteiro, elaborado por Padilha ao lado de Bráulio Mantovani. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– A grande diferença é que agora existe um arco dramático para contar a história do personagem. No primeiro, ele permanecia, do início ao fim, como o capitão do Bope. O nosso desafio era criar uma dramaturgia que acompanhasse as mudanças de comportamento. Como aconteceu com o Matias... No primeiro, ele começa cursando direito numa faculdade e termina como integrante do Bope. Agora a história é pessoal e não sei que tipo de polêmica pode gerar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Rumores indicam que o capitão Nascimento deixa o Bope para trabalhar na Secretaria de Segurança Pública... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– É tão difícil para mim quanto para vocês (jornalistas), que estão aqui para perguntar, e a gente para não dizer. O personagem passa por uma grande mudança, a qual eu não posso falar... Isso faz com que eu me sinta omisso, até – comenta Wagner Moura. – Posso dizer que no primeiro ele era muito pouco consciente do que fazia. Agora ele toma noção do que faz. Ele está mais velho. E policiais assim começam a refletir se o que eles fazem é útil e eficaz para a sociedade. Pensam na família, em como explicar aos filhos a profissão. É uma realidade dura, que será mais abordadas. Agora eu também sou pai e tenho munição emocional adequada para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-7410504657055883187?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/7410504657055883187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=7410504657055883187&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7410504657055883187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7410504657055883187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/tropa-de-elite-2-operacao-secreta.html' title='Tropa de elite 2 - Operação secreta'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1nIovxpo4I/AAAAAAAAA0k/tw1RrjOdFc4/s72-c/wagner_8117_1191968097.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-5217936421815100779</id><published>2010-01-20T10:22:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T10:43:17.203-08:00</updated><title type='text'>Vik Muniz - Homem de imagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1dOLD4J6kI/AAAAAAAAA0c/zGZvloqKyEM/s1600-h/VM.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428893827744787010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1dOLD4J6kI/AAAAAAAAA0c/zGZvloqKyEM/s400/VM.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;No amplo estúdio-ateliê que o fotógrafo e artista plástico Vik Muniz habita, no Brooklyn, em Nova York, o retrato é de uma grande e colorida bagunça. Do chão ao teto, livros, luminárias, brinquedos, fragmentos de novas e antigas peças, além de objetos de diversas formas, cores e funções povoam o ambiente. Em meio a isso tudo, minhocas se arrastam em volta de uma caixa de telefonia jogada no chão. Seria o resultado de experimentos para uma nova série? “Olha, há quatro semanas estou com problemas nos telefones, mas ninguém conserta. Está tudo uma bagunça”, diz. Há alguns dias, sofreu as agruras do isolamento digital e ficou sete semanas sem internet, por culpa “desse monopólio da Verizon criado por um conchavo do governo Bush”, reclama o paulistano de 47 anos, que há 25 deixou a São Paulo natal para fincar raízes na esmagadora Big Apple. “As pessoas acham que apagão é só no Brasil. Idealizam e acham que Nova York é chique... Chique é o caramba. Aqui não é mole, não... É uma cidade muito dura e difícil, isso sim. Vai lá fora para você ver o frio que está. Não tem nada de bonitinho... É o lugar em que você come na mesa de trabalho, não tem a boemia e o frescor do Rio. É como Tom Jobim dizia, é bom, mas é ruim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de um garçom com uma telefonista, aos 22 anos, após um acidente, em que tentou apartar uma briga e foi atingido por um tiro na perna, ele aceitou uma compensação em dinheiro, oferecida pelo autor do disparo, para financiar uma viagem aos EUA. Arrumou as malas para aprender inglês e ganhar a vida. Trabalhou como garçom, atendente de posto de gasolina e muitas outras funções nada requintadas para saldar as contas no fim do mês e alimentar, nas espremidas horas vagas, suas primeiras criações. “Eu não tinha muita escolha, não. Não frequentei escola de arte. Não que eu não quisesse ver meu trabalho florescer num ambiente intelectual, por uma atitude esnobe qualquer. Mas foi assim que aconteceu. Cresci dando murro em ponta de faca”, revela. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Influenciado pela pop art, mas principalmente pelos impulsos da mais intensa megalópole moderna, só mesmo após 15 anos de carreira deixou de lado as esculturas e desenhos que marcam seus primeiros traços para uma imersão fotográfica. As fotos, nateriormente encaradas como inimigas das dimensões e molduras de suas peças, tornaram-se centrais para a consagração de sua linguagem artística. Nas duas décadas seguintes, serviu-se de inúmeras lentes como inspiração para suas mais reconhecidas obras. “Quando eu comecei, não tinha nem como pagar o aluguel. Eu dava tiro para tudo o que é lado. E produzia um número extraordinário de tentativas, coisas muito dispersas. No início, sem disponibilidade econômica e trancado no estúdio, é que você descobre uma linguagem”, analisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora, a evolução de sua prolífica produção pode ser acompanhada em minúcias com o lançamento do primeiro catálogo raisonné dedicado a um artista contemporâneo brasileiro. Organizado por Pedro Corrêa do Lago, as 710 páginas de Vik Muniz, Obra Completa 1987-2009, com noite de autógrafos marcada para a próxima quarta, na Travessa do Leblon, ilustram o acervo integral do artista, dividida em 57 séries. Brasileiro de maior projeção no mercado internacional das artes, com obras vinculadas ao Metropolitan Museum of Art, Guggenheim e MoMa, Vik, de apenas 47 anos, confessa-se surpreso com esse extenso levantamento iconográfico – honraria dedicada, no país, a nomes como Cândido Portinari (1903-1962) e Tarsila do Amaral (1886-1973) apenas postumamente. “Todo artista que tem obra o bastante para preencher um livro geralmente não começa pensando nisso. Se você fica imaginando o futuro não deixa espaço para criar no presente. Acho que é oportuno. Não me lembrava de muita coisa. Se eu fosse esperar mais 20 anos diversas obras ficariam perdidas pelo caminho”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tanto a recente exposição retrospectiva apresentada este ano no MAM-RJ e no MASP, quanto a profusão de imagens e detalhamento do catálogo sinalizam um artista em constante experimentação. “O que eu faço vem de algo conceitual, tem um desenho, uma exploração, uma capacidade de criar curto-circuitos”. A afirmação conecta-se ao ritmo motorizado e elétrico de seu incessante processo criativo. No catálogo, 1.600 imagens ilustram cronologicamente detalhes das cerca de 1.200 obras criadas pelo artista paulista desde o início de sua carreira, há 22 anos. Na ponta do lápis, 55 peças ao ano... “Não dá para fazer conta, não. Varia muito”. Escala de produção que afina-se a lapidar frase de Warhol, ícone que subverteu a banalidade das latas de sopa Campbell em obra de arte: “A razão por que estou pintando assim é porque quero ser uma máquina”. “Trabalhei muito nos meus primeiros 10 anos. Queria mostrar os meus interesses, quem eu era e toda a minha capacidade física”. Diz que o retrato do artista quando jovem ilumina uma necessidade de “mostrar que é bom”. Para isso trancava-se por meses a fio, solitário, no estúdio. “No início tudo é muito autoral. Com o tempo isso passa. Hoje trabalho com assistentes, por que gosto de compartilhar um processo criativo mais aberto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de uma obsessiva pesquisa, adotou materiais inusitados como chocolate, caviar, açúcar, diamantes, lixo, brinquedos e muitos outros para recriar fotografias próprias além de imagens emblemáticas captadas por outras lentes. Assim como Andy Warhol, retrabalhou em cores e formas personalidades icônicas da moda, da política, do cinema, da música e de outras esferas da sociedade contemporânea, todas previamente expostas pela mídia e deglutidas em massa. Em uma de suas mais conhecidas séries, reconstrói um famoso retrato de Jackson Pollock com chocolate, desenha os contornos de Mona Lisa com pasta de amendoim e geléia e molda o rosto de divas do cinema em diamante e sangue, como Marilyn Monroe, recentemente arrematada por U$ 300 mil. “Proponho uma reorganização da forma como absorvemos as imagens. Uma negociação entre duas imagens ao mesmo tempo. Separo a versão e cristalizada e crio obstáculos. Trabalho como um mecânico, uma gramática para engrandecer as imagens por dentro”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nestas imagens, faz o público readquirir consciência sobre mitos expostas à exaustão. É como se olhássemos pela primeira vez símbolos familiares, mas desconectados de seu contexto original. Confessadamente desvinculado das tradições artísticas nacionais, firma sua postura como cidadão do mundo – pop. “O pop faz parte da necessidade de vivermos o nosso presente. Tenho que estar imerso na mídia atual. Somos todos cronistas e temos o compromisso de revelar o que está acontecendo no mundo. No século 19, o cara levava um cavalete para o campo e retratava a natureza. Eu faço a mesma coisa, mas com uma grande complexidade holográfica, uma quantidade enorme de referências que se cruzam, através de uma imaginação contaminada pelo aparato midiático, por experiências diretas. Chegamos a um ponto e quem a nossa vida se tornou menor do que a vida que chega pelo bombardeio das informações. Sou bastante claro quanto a isso, e tenho uma visão óbvia sobre as coisas que faço”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas o que faz Vik Muniz não se tornar apenas mera repetição das linguagens já reconhecidas pelo aval de críticos e dos curadores que guiam aos milionários corredores das galerias de arte? E no plano pessoal, o que o impede de tornar-se uma mera reprodução de si, o que poderia levá-lo a cair na banalidade de uma aceitação superficial, de um oba-oba? A necessidade de reinvenção, ele diz que é constante. Mas não representa um fardo. “Com o tempo, há uma acomodação em determinadas formas. Diversas aplicações que eu criei hoje são usadas largamente. O artista passa metade da sua carreira naquilo que é mais difícil, o desenvolvimento de uma linguagem própria. E depois vem a necessidade de subverter e provar que é mais do que aquilo. O que faço agora é tentar expandir algumas das minhas aplicações”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2009 marca uma década desde que seu trabalho passou a obter reconhecimento internacional. Além do novo catálogo e da recente exposição, “feita com o objetivo de atingir o maior número de pessoa possível”, o artista conta com o documentário &lt;em&gt;Lixo extraordinário&lt;/em&gt; em competição no Festival de Sundance, tem trabalhado em inúmeros projetos vinculados ao terceiro setor financiados por grandes empresas, corre o mundo realizando palestras e já planeja a realização de uma conferência sediada no Rio sobre arte pública, para o ano que vem. “Tão grande e ambiciosa quanto a minha obra precisam ser os mecanismos de comunicação e veiculação. A arte contemporânea vive uma defasagem de público. Quero trazer as pessoas de volta às galerias. Esta conferência será no Rio porque a maior parte dos artistas mora aqui. Temos que agrupar toda essa energia criativa, que ainda é muito dispersa, e fazer algo pela cidade”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vik Muniz não faz análise. E acha que talvez seja este o segredo para tanta produtividade e inquietação: “Solto todos os meus cachorros na minha arte. Nunca me ocorreu essa necessidade de autoconhecimento”. Não quer se conhecer, mas, sim, se reinventar. Mesmo que por um viés narcísico: “Quero criar um cara legal. Alguém que eu possa dormir à noite e ficar admirado, satisfeito com o que eu fiz”. Para isso, trabalha em parceria com ONGs, acumula projetos e amizades com representantes da associação de catadores de lixo, entre muitas outras atribuições. “Me contagia poder fazer tudo isso através da arte. Mas o que me preocupa e motiva hoje em dia não é tanto a cultura, mas o pensamneto relacionado à educação. Estou muito envolvido com o terceiro setor. Isso dá vida para o meu trabalho”. Aponta como a grande vantagem de ser um artista mundial, a oportunidade de transitar entre as mais carentes áreas do Rio às mais altas rodas. “Num dia estou em Duque de Caxias, em meio ao lixo de uma das áreas mais pobres... No outro, estou em Londres almoçando com um desses oligarcas russos e contando a eles sobre a vida e as pessoas do Jardim Gramacho. Vejo, por exemplo, que o sonho da Zona Sul, que é a qualidade de vida mais invejável que eu conheço, tem um preço grande do outro lado da cidade. E quero poder viver e me relacionar de maneira intensa e mais completa possível com o mundo em que vivo”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-5217936421815100779?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/5217936421815100779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=5217936421815100779&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5217936421815100779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5217936421815100779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/vik-muniz-homem-de-imagem.html' title='Vik Muniz - Homem de imagem'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1dOLD4J6kI/AAAAAAAAA0c/zGZvloqKyEM/s72-c/VM.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-7540262506825457531</id><published>2010-01-19T06:22:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T08:05:53.584-08:00</updated><title type='text'>Devendra Banhart - Concisão a favor de criativa alquimia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1XBWuJkh6I/AAAAAAAAA0M/OtXBF4WibEo/s1600-h/Devendra+Banhart+pc+Lauren+Dukoff+(2).JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428457521954457506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1XBWuJkh6I/AAAAAAAAA0M/OtXBF4WibEo/s400/Devendra+Banhart+pc+Lauren+Dukoff+(2).JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Aos 20 anos, o texano Devendra Banhart se lançava a bordo de um álbum caseiro, tão despretensioso quanto o seu estilo neo-hippie, &lt;em&gt;The Charles C. Leary&lt;/em&gt; – gravado em quatro canais e produzido pelo próprio. A partir de então, ou, melhor, desde que &lt;em&gt;Rejoicing in the hands&lt;/em&gt; (2004) tornou-se unanimidade pela crítica, o hipster criado entre a Venezuela e as praias da Califórnia passou a emoldurar, com seus penduricalhos e roupas multicoloridas, trabalhos ensolarados, mas que viajavam numa linhagem psicodélica um tanto quanto dispersiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Dono de canções mais contemplativas que excitantes, ou diretas, Banhart é cantor de recursos limitados, mas de ampla criatividade autoral. Dificilmente encontra-se em seus álbuns hits que seguem à risca fórmulas radiofônicas atuais. Produz e compõe quase artesanalmente melodias que flutuam por formas difusas e diversos andamentos, sem, necessariamente, retornar ao ponto de onde partiram ou eleger uma parte a ser afixada na mente do ouvinte como refrão. O despojamento é a marca registrada de tudo que envolve o seu trabalho, no que há de bom e ruim nesta displicente faceta – vide a desleixada performance do músico numa das últimas edições do finado TIM Festival.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Se em seus primeiros álbuns deixava o ouvinte perdido em fileiras de mais de 20 canções, que escorriam de forma cansativa, em &lt;em&gt;What will we be&lt;/em&gt; ele tenta o caminho da concisão.São 14 novas faixas que levam a tinta sempre fresca de seu folk tropical, cruzado por referências díspares mas que se casam numa alquimia original e instigante. Evoca distorções setentistas e dinâmica zeppelianas em &lt;em&gt;Rats&lt;/em&gt;, surfa por ondas solares e sinuosas em &lt;em&gt;Can’t help but smiling&lt;/em&gt;, e, vez por outra, se deixa levar por chacoalhadas dançantes, como em &lt;em&gt;Angelika&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Brindo&lt;/em&gt;, embebida por ritmos latinos e caribenhos. No fim da contas, Banhart rescende ao pop latino do francês Manu Chao e ao experimentalismo, mesmo que &lt;em&gt;low profile&lt;/em&gt;, de Os Mutantes, mas com um estilo próprio e multifacetado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O time que o acompanha na cristalina sonoridade de &lt;em&gt;What will we be&lt;/em&gt; é o mesmo do álbum anterior, o elogiado &lt;em&gt;Smokey rolls down thunder canyon&lt;/em&gt;. Coproduzido por Paul Butler, Banhart é escoltado pelo também produtor Noah Georgeson (Little Joy e Joanna Newsom), Greg Rogove (bateria), Luckey Remington (baixo) e Rodrigo Amarante, na guitarra. Navegando por arranjos inventivos, recheados por instrumentos de sopro, piano, elementos acústicos, percussões diversas e belos arranjos vocais, o álbum, gravado numa primavera, no Norte de São Francisco, é um passeio nostálgico que valoriza frágeis melodias e o cantar, em sussurros, que ecoa da pequena voz do músico. Baladas tristes como &lt;em&gt;First song for B&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Goin’back&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Meet me at lookout point&lt;/em&gt; são pontos altos. E dividem espaço com outros destaques, como a grooveada &lt;em&gt;Baby&lt;/em&gt; e a dançante e luxuriosa &lt;em&gt;16th &amp;amp; Valencia, Roxy music&lt;/em&gt;, entre muitas outras surpresas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Aliás, se há alguma alcunha que, definitivamente, não cabe em seu vasto repertório é a previsibilidade. Curioso, trata o estúdio de gravação como um laboratório de experimentações sonoras. Passeia como um cigano, sem residência fixa por gênero musical.Do início ao fim, deixa claro que acompanha as mais peculiares necessidades de cada uma de suas canções. As trata como peças únicas. E se fora do estúdio é o colorido e enigmático músico, e também artista plástico, dentro dele mostra que sua criação aparentemente casual é fruto de um produtor detalhista, nada relapso, atento aos pormenores de suas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Baby&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;16th &amp;amp; Valencia, Roxy music&lt;/em&gt;. Provando que ao vivo não é muito a dele:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3PZXovdZrbs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3PZXovdZrbs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-7540262506825457531?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/7540262506825457531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=7540262506825457531&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7540262506825457531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/7540262506825457531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/devendra-banhart-concisao-favor-de.html' title='Devendra Banhart - Concisão a favor de criativa alquimia'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1XBWuJkh6I/AAAAAAAAA0M/OtXBF4WibEo/s72-c/Devendra+Banhart+pc+Lauren+Dukoff+(2).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-2896673350581011510</id><published>2010-01-17T08:54:00.000-08:00</published><updated>2010-01-17T09:09:26.456-08:00</updated><title type='text'>A banda Tono, de Bem Gil, toca no Posto 8 e no Humaitá Pra Peixe</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1NCt43DdXI/AAAAAAAAA0E/Y03-hO-IMN4/s1600-h/Tono+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427755332036425074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1NCt43DdXI/AAAAAAAAA0E/Y03-hO-IMN4/s400/Tono+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Em 2007, o músico Rafael Rocha havia acumulado uma série de canções inéditas na gaveta. Pegou o telefone e discou para o amigo Bem Gil, filho de Gilberto Gil. Animado com a proposta de testar algumas ideias, o guitarrista reuniu alguns equipamentos, pedais e amplificadores, e abriu as portas do sítio da família, em Araras. Espalhou as tralhas na sala e na varanda para registrar a base de três canções. Empolgados, as três tornaram-se 10, o que era bagunça descompromissada tornou-se banda e o que era demo formou-se álbum, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/tonoauge"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;Tono auge&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;, gravado e lançado em produção independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu nunca havia tido experiência em bandas, então o pessoal disse que fazer demo não era uma boa. Decidimos fazer o encarte e transformamos aquele material no nosso primeiro CD – conta Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perder o humor e o despojamento, a banda se apresenta hoje no Posto 8 – e nas próximas duas semanas – e, nesta sexta-feira, assume a tenda do Circo Voador como uma das atrações do festival Humaitá Pra Peixe. Tanto no palco como no disco, assinam um cruzamento sonoro rico em texturas e brasilidade, que flerta com o samba, o rap, o funk, o reggae e o dub.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É bem difícil definir o que tocamos. É música brasileira, com uma série de misturas. No primeiro disco, o Rafa, por exemplo, estava trabalhando com um amigo que tinha um bonde de funk, e a gente acabou gravando Loramorena, que é um funkão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra excêntrica faixa do álbum, Você magoou soa como uma sátira ao rap romântico tecido por grupos como Sampa Crew e outros congêneres. Com uma letra banal ( “Amor, quero te encontrar novamente / Lembra daquela noite? / Foi tudo de repente / Você entrou na minha vida cheia de paixão / E eu abri a porta, claro, do meu coração”) a faixa ganhou um refrão que a fez crescer nas apresentações ao vivo, onde é uma das mais comentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eram muitas experiências. Acho que o segundo disco não vai ter essa pegada. A partir dele veremos o quanto estávamos testando as coisas no primeiro – revela Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado em 2008, Tono auge foi o cartão de visitas para a divulgação e realização dos primeiros shows do grupo. Após a estreia nos palcos, no Cine Glória, em menos de um ano fizeram cinco apresentações no Cinemateque – sempre com casa cheia – e mais três aparições no Circo Voador, uma delas como a banda de abertura do novo show de Arnaldo Antunes, Iê iê iê. Para o novo show, o primeiro trabalho responde apenas por menos da metade das canções interpretadas. As outras ficam a cargo das mais recentes composições do grupo, que inclui no repertório uma releitura para Nega música, de Itamar Assumpção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É realmente uma apropriação artística, demos uma roupagem nova aos vocais e acho que ficou a nossa cara – diz Gil. – Até as músicas do primeiro disco ganharam um novo formato com os shows. A banda se tornou realidade, então o que tocamos hoje é bastante diferente. Estamos no meio do processo e é bom porque o público pode entender o nosso caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem Gil e Rafael Rocha conheceram-se em 2002, em meio às filmagens para o longa 1972, dirigido por José Emílio Rondeau e Ana Maria Bahiana. Em cena, os rapazes interpretavam jovens amigos e músicos. Da ficção para a realidade diferença alguma pode ser notada. À época, Gil, com 17 anos, preparava-se para o vestibular, enquanto Rocha já tocava em bandas cults do cenário carioca, como Brasov e Binario. O primeiro havia despertado seu interesse para a música apenas um ano antes. E diz que o encontro com Rocha e o papel interpretado no longa, um guitarrista, mudaram sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu despertei para a música nessa época. Por causa do personagem que eu comecei a me interessar por guitarra, até então ficava só no violão – conta. – Mas não houve um desejo de montar uma banda. Foi algo natural, porque logo nos tornamos amigos. O Rafa queria montar um projeto e eu estava viajando com o meu pai, já havia tocado com a Preta... As pessoas esperavam um trabalho dele e tinham curiosidade para ouvir o que eu vinha fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, com a entrada de Bruno di Lullo, baixista do grupo audiovisual Binario, a bailarina multimídia Ana Cláudia Lomelino (voz) e Leandro Floresta (flauta, teclado e violões), além de Jorgito e Garnizé – ambos fora da banda, atualmente – o Tono passou a realizar alguns ensaios abertos. Num deles, a banda, ainda com formação indefinida, chegou a colocar em cena quatro vozes femininas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Numas dessas apresentações apenas eu não estava lá. Estava muito cheio e eu não entrei – recorda a vocalista Ana, que interpreta uma das mais doces faixas do álbum, Quando você dança. – A banda já passou por diversas formações. Eu conheci o Rafael em 2004, e numa roda de música entre amigos ele gostou da minha voz. Eu nunca tinha cantado, mas ele começou a insistir naquilo. Até que em 2008 eu comecei a me acostumar com esse negócio de cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empenhado na fase de pré-produção para a gravação do segundo disco, Tono escuro, com produção de Alberto Continentino, Gil acena com mudanças no panorama autoral do quinteto, que passa a dividir os vocais e a assinatura de quase todas as faixas entre todos os integrantes. O que faz do trabalho um combo autoral de múltiplas e criativas novas vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Terão faixas minhas e de todos, inclusive da Ana. É algo muito aberto e as pessoas acham estranho até o fato de o Rafael ser baterista e cantar. Mas é assim que nós somos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O que é Tono?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/D_ztJxZAjg4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/D_ztJxZAjg4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Quando você dança:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EWEU_cDN0PI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EWEU_cDN0PI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Não consigo viver sem o teu carinho:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_JoGuyxh6wg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_JoGuyxh6wg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-2896673350581011510?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/2896673350581011510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=2896673350581011510&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2896673350581011510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/2896673350581011510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/banda-tono-de-bem-gil-toca-no-posto-8-e.html' title='A banda Tono, de Bem Gil, toca no Posto 8 e no Humaitá Pra Peixe'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1NCt43DdXI/AAAAAAAAA0E/Y03-hO-IMN4/s72-c/Tono+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-3694278909070148857</id><published>2010-01-17T04:20:00.000-08:00</published><updated>2010-01-17T04:41:10.172-08:00</updated><title type='text'>Para quem ama e odeia: Gessinger chega aos 25 anos de carreira com novo trabalho e biografia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1MFLpSIqxI/AAAAAAAAAz0/n4Zt3w2zepo/s1600-h/poucavogal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427687673530198802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1MFLpSIqxI/AAAAAAAAAz0/n4Zt3w2zepo/s400/poucavogal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com a marca de 25 anos de carreira surge o peso dos números a mais apontados na carteira de identidade. Aos 46 anos, Humberto Gessinger não imagina o que poderá fazer no próximo quarto de século, mas encara bem o envelhecimento. Entre bandas desfeitas e carreiras solos, ele encontra numa dupla seu mais novo impulso e fonte de inspiração: “Componho menos do que antes, mas com muito mais prazer”, diz. Sem pressa ou pressão, leva a vida num ritmo menos acelerado, mas não menos intenso em relação ao ímpeto de compor. Ex-estudante de arquitetura, Gessinger contabilizou, na última segunda-feira, exatos 25 anos desde o primeiro show dos Engenheiros do Hawaii no pátio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Para celebrar a data, ele acaba de lançar uma biografia e não descarta episódicas apresentações da antiga banda ao longo de 2010. Amado (e igualmente odiado) por muitos, autor de hits como O papa é pop e Infinita highway ainda se mostra fascinado por formas e contornos: “Minha chave de entrada no mundo é a composição. E o que me estimula é a invenção da novas formatos. Faço melodias, escrevo e depois descubro os canais para dar vazão”. Como um arquiteto musical, mostra prazer em detalhar cada milímetro do novo formato que inventa para moldar sua nova empreitada: a dupla Pouca Vogal, formada com o guitarrista Duca Leindecker .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estou adorando envelhecer. Acho que capricorniano gosta do tempo. Parece que eu estava preparado, sempre gostei de calos e de rugas no rosto – garante Gessinger. – Com o tempo, aprendi a dizer não. A entender que não devo fazer o máximo, a usar melhor a minha voz. entender melhor que eu sou e o que eu escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acaba de lançar uma biografia, Pra ser sincero, com 123 letras e uma análise acadêmica sobre a sua trajetória, assinada por Luís Augusto Fischer. Mas assegura que não se vê rompendo com a música em direção à ficção. Muito pelo contrário. Com Duca Leindecker (Cidadão Quem), lança e excursiona com o CD e DVD Pouca Vogal – Ao vivo em Porto Alegre. No trabalho, além das oito canções inéditas cunhadas em dupla, como Depois da curva, Além da máscara e O voo do besouro, emprestam novos caminhos a clássicos do Engenheiros do Hawaii, como A montanha, Até o fim e Toda forma de poder, assim como Girassóis, entre outras do Cidadão Quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Conheço o Duca desde o início dos anos 80. Eu tenho 46 e ele 39. Era um moleque, o virtuoso da guitarra. Começou a tocar antes de mim e fazia coisas que eu nem imaginava. Com 13 anos ele já era da cena local. Era uma fase de transição na guitarra, com Van Halen e Stanley Jordan, aquela coisa virtuosística. É claro que ele evoluiu muito a partir dessa primeira impressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entusiasmado com o novo projeto e com as novas canções, com o passar dos anos Gessinger revela compor cada vez menos. Mas admite que ainda se diverte com todo o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não posso escrever o que já fiz. Você passa a se dar conta de como é louco tirar, do nada, no meio de um grupo de notas e de palavras, uma canção, que não existia cinco minutos antes – teoriza. – Eu gravei discos muito densos e com muita escrita no início. Hoje, só de olhar fico cansado. Fazia isso sem sentir. Agora, há menos pressa e pressão. Não existe a necessidade de se mostrar e se estabelecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco, a dupla se reveza em vários instrumentos. Gessinger toca violão, viola caipira, gaitas, piano e midi pedalboard (um teclado tocado com os pés), enquanto Leindecker fica com guitarra, violões com “afinações esquisitas” e bombo leguero – percussão de origem argentina. O cantor ainda tenta fazer com que o novo projeto seja entendido pelo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É uma coisa meio de one man band, mas quero frisar que não é um acústico. Outro dia, escreveram que fazíamos um formato acústico manjado. Mas é o contrário disso – ressalta Gessinger, destacando a afinidade do duo: – Não é qualquer um que poderia trazer o resultado que eu queria. Precisava de uma simetria, que tivesse um histórico parecido. Tínhamos bandas na mesma época, do mesmo lugar, além do fato de nossas bandas estão hibernando. Em 2004, nos reencontramos e começamos a trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entre fãs e detratores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acumulando fãs ardorosos na mesma medida dos detratores inflexíveis, Gessinger não se incomoda em despertar sentimentos tão antagônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quanto mais profundo e pessoal, mais radicais são as reações. O que me surpreende são trabalhos mornos, que não geram respostas – comenta. – Tenho dificuldades em me comunicar fora do âmbito da canção e nunca achei que acrescentasse alguma coisa o diálogo com a crítica. Isso gerou um distanciamento, já que vivemos num Brasil cordial, da camaradagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gessinger segue um fluxo próprio, autônomo. E nem a data comemorativa do Engenheiros do Hawaii serve como motivo para um desvio de rota – leia-se, o retorno da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bandas são entidades abstratas. Quando é que começou? Quando eu comecei a fazer música, quando eu encontrei meus parceiros? É difícil saber, mas devemos fazer algumas apresentações pontuais, porque recebemos muito carinho dos fãs e agora pinta uma nova geração que não viveu os anos 80. É uma história cercada por afeto e não há porque ser radical e dizer que acabou. Mas não acho que seja o veículo ideal. Sinto que o Pouca Vogal é a plataforma adequada para as minhas canções, para o meu jeito de compor e escrever. Até onde eu posso prever, me sinto o cara do Pouca Vogal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Tententender:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XcjeiVxlCO8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XcjeiVxlCO8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-3694278909070148857?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/3694278909070148857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=3694278909070148857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3694278909070148857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/3694278909070148857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/para-quem-ama-e-odeia-gessinger-chega.html' title='Para quem ama e odeia: Gessinger chega aos 25 anos de carreira com novo trabalho e biografia'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S1MFLpSIqxI/AAAAAAAAAz0/n4Zt3w2zepo/s72-c/poucavogal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-5395104021416905985</id><published>2010-01-14T07:31:00.001-08:00</published><updated>2010-01-19T07:33:33.970-08:00</updated><title type='text'>Antonio Fagundes - palco livre para um voo solo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S0842wjIpHI/AAAAAAAAAzs/tUt-8drUoQs/s1600-h/Foto_Joao_Caldas_6217.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426618589401097330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 319px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S0842wjIpHI/AAAAAAAAAzs/tUt-8drUoQs/s400/Foto_Joao_Caldas_6217.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Do lado de fora do Shopping da Gávea, o sol a pino de uma sexta-feira de verão sugere ares de férias. Mas o clima não ultrapassa a bilheteria do Teatro dos Quatro. Dentro da sala escura desde o início de 2010, tudo o que Antonio Fagundes não teve até então foi descanso. Há 35 anos sem pisar na cidade para uma longa temporada teatral (o último espetáculo protagonizado por ele no Rio foi Sete minutos, de 2003, que ficou apenas um mês em cartaz), o ator acumulou as gravações da nova novela das 19h, Tempos modernos, e os ensaios para a estreia de Restos, que entra em cartaz de quinta a domingo após uma série de felizes coincidências. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Trouxe ao Rio cerca de 15 de meus 45 espetáculos, mas foram passagens muito curtas. Por ser um monólogo, não preciso deslocar muita gente. E o fato de eu estar gravando a novela, de segunda a quarta, facilita a estadia – argumenta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Sentado à beira do palco, Fagundes está à vontade, apesar do ar de cansaço. E não poderia ser diferente. Produzida pela Fagundes Produções Culturais, a montagem conta com o filho Bruno como assistente de produção e com a filha Diana no comando do making of que acompanhou todas as etapas da produção. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Diana criou diversos filmetes sobre a peça, todos já no YouTube, enquanto o Bruno, que é ator, ajudou na produção – conta o pai, que vê com bons olhos a opção de Bruno em seguir seus passos. – Eu nunca forcei nada. Acho horrível o filho ser o que o pai quer. Dos quatro, ele é o único que quis. Digo que o ator já começa desempregado. Esta é a sua condição normal. O excepcional é quando ele trabalha, mas havendo paixão tudo resiste. Agora, ele vai entrar na dor e na delícia de ser ator no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Com muito mais delícias que lamentos fincados na afiada memória, deixa escorrer o fascínio de um iniciante prestes a encarar seu primeiro solo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– O teatro é como um salto mortal triplo sem rede. Estou diante de uma infinidade de possibilidades. E quem detém o controle é a plateia. Isso não existe em nenhum outro veículo – anima-se. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O ator acredita que o palco é o último resquício de humanidade, e onde há “a possibilidade de reunir um grupo grande de pessoas em torno de uma ideia”, teoriza. Para ele, o teatro é o único ambiente artístico de intensa comunicação ao vivo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Ao vivo não quer dizer que é agora, mas que algo está vivo. É a grande mágica. O ator erra e alça voos a partir da troca com o público. Teatro é basicamente comunicação. Eu não consigo entender uma peça que não queira comunicar. Se for assim, é melhor ler um livro sozinho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Após cada uma das sessões, assim como fez em sua primeira temporada, no ano passado, em São Paulo, o ator organiza um bate-papo com o público: “Às vezes duram mais que a peça. As pessoas se envolvem e é maravilhoso”, vibra. Mas do alto de mais de 40 anos de carreira, o que Fagundes busca comunicar? Escrito pelo americano Neil Labute, o monólogo é o resultado final de três longos anos de pesquisa, em conjunto com o diretor Márcio Aurélio. Entre algumas tentativas, faltava o texto exato às medidas do ator, que, no palco, se apruma sob os cortes do terno assinado por Ricardo Almeida para viver as agruras de Edward Carr. Homem simples, pai devotado e dono de uma rentável empresa de carros restaurados, vê sua vida destruída pela morte do grande amor da sua vida, com quem se casou após tirá-la de outro relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Eu não conhecia o texto, apesar de já ter lido uma série de outros trabalhos do Labute. Ele tem um humor fantástico, que consegue fazer a plateia rir num velório, ou seja, numa peça que não é basicamente uma comédia – elogia. – Ele constrói uma dramaturgia rica, no sentido de que ele não defende os personagens. Pelo contrário, chega a ser bastante cruel. Seus personagens são seres humanos. Ele não os trata como heróis. E não protege o público dessa crueldade. Você não sai impune do teatro quando há um texto de Labute. E isso é o mínimo... Uma peça deve provocar, transformar e mexer com sua cabeça. O Neil faz você pensar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Em clima de velório, o texto desenlaça temas como solidão, preconceito, afeto, paixão, sexo e uma análise profunda sobre o amor, que refletem as elaborações mentais do viúvo entre um cigarro aceso e outro. Sem revelar muito do que se passa em cena, Fagundes discute a natureza da vida e da morte e o que a sociedade aceita em nome do amor. Um texto de intensa carga dramática, mas pontuado pelo humor pungente de Labute.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Trata-se de um homem colocado diante de uma perda irreparável, mas que celebra esse amor único até o fim. Até que Labute reserva seu golpe teatral, que faz todo mundo repensar nossos preconceitos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-5395104021416905985?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/5395104021416905985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=5395104021416905985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5395104021416905985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5395104021416905985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/antonio-fagundes-palco-livre-para-um_14.html' title='Antonio Fagundes - palco livre para um voo solo'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S0842wjIpHI/AAAAAAAAAzs/tUt-8drUoQs/s72-c/Foto_Joao_Caldas_6217.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-5374757070907395773</id><published>2010-01-13T18:01:00.000-08:00</published><updated>2010-01-13T18:26:02.220-08:00</updated><title type='text'>Dona Ivone Lara - Canto de rainha</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S06AAtlDVdI/AAAAAAAAAzc/S3DPJK9KVZY/s1600-h/2449338907_8f6a5e1318_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426415350751385042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S06AAtlDVdI/AAAAAAAAAzc/S3DPJK9KVZY/s400/2449338907_8f6a5e1318_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Fiel à linhagem que ergueu os pilares do canto de samba feminino, tão em voga na atualidade, Dona Ivone Lara descende da fina flor de ícones como Tia Ciata e Clementina de Jesus. Sua voz e dotes, como compositora afiada, a guiam ao panteão dos maiores personagens da música popular brasileira. Aos 87 anos, e cercada por seletíssimos convidados, a elegante dama do samba imperial finalmente recebe tratamento tão refinado quanto seu talento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Em DVD ao vivo, &lt;em&gt;Dona Ivone Lara - Canto de rainha&lt;/em&gt;, recheado com 20 faixas, Dona Ivone deita o seu canto e improvisos para ornamentar canções do seu vasto repertório autoral. Clássicos como &lt;em&gt;Acre ditar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Alvorecer&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Sonho meu&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nasci pra sonhar e cantar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Sorriso de criança&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Candeeiro da vovó&lt;/em&gt; ilustram a o rico teor de sua mais constante e frutífera parceria, ao lado do compositor Délcio Carvalho, que, no show, exibe o seu belo e grave registro, com divisões peculiares e boa extensão vocal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Primeira mulher a assinar um samba-enredo, &lt;em&gt;Os cinco bailes da história do Rio&lt;/em&gt;, e a ingressar a ala de compositores de uma escola de samba carioca, o Império Serrano, Dona Ivone abre os trabalhos com a sua primeira criação, &lt;em&gt;Tiê&lt;/em&gt;, composta aos 13 anos para homenagear um passarinho que “à época era como se fosse a minha boneca”, revela nos extras. A faixa, que recebe créditos dos baluartes Hélio dos Santos e Mestre Fuleiro, simboliza a porta de entrada da artista no mundo do samba: as rodas de partido alto do Morro da Serrinha, onde os parceiros improvisavam versos ao entorno dos refrões da cantora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Contralto, desde pequena era escolhida para fazer o contracanto nas canções apresentadas em festas de colégio. A responsabilidade lhe serviu de base para os arranjos vocais que hoje são a sua marca pessoal mais admirada.Intuitivamente, sofistica suas interpretações com elaborados e sinuosos laralaiás, que emolduram introduções que se tornaram marcantes, como a de Mas quem disse que eu te esqueço, tecida em parceria com Hermínio Bello de Carvalho. Com direção geral de Túlio Feliciano e arranjos de Paulão 7 Cordas, Dona Ivone recebe, no belíssimo cenário assinado por Luiz Henrique Pinto, presenças ilustres, como a de Caetano Veloso, em Força da imaginação e Alguém me avisou – esta também com Gilberto Gil. Jorge Aragão reverencia a artista com Enredo do meu samba, enquanto Beth Carvalho entoa Sonho meu e os bambas Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz e a Velha Guarda do Império Serrano dão ponto final luxuoso a esta rica e atemporal homenagem a uma das maiores compositoras do país. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-5374757070907395773?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/5374757070907395773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=5374757070907395773&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5374757070907395773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/5374757070907395773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/dona-ivone-lara-canto-de-rainha.html' title='Dona Ivone Lara - Canto de rainha'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S06AAtlDVdI/AAAAAAAAAzc/S3DPJK9KVZY/s72-c/2449338907_8f6a5e1318_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-8145515754445400637</id><published>2010-01-11T14:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T14:40:09.449-08:00</updated><title type='text'>Louise Brooks, Valentina e Simone Spoladore - Palco de musas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S0uoideC5VI/AAAAAAAAAzU/n_QV5sZCspA/s1600-h/Fotografa+Hanna+Jatob%C3%A1-+148.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425615486077560146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S0uoideC5VI/AAAAAAAAAzU/n_QV5sZCspA/s400/Fotografa+Hanna+Jatob%C3%A1-+148.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;No discurso do diretor teatral Felipe Vidal, “a literatura não é mais a arte-mãe”. Nem o próprio teatro é elemento central. Como acenam suas últimas montagens, &lt;em&gt;Purificado&lt;/em&gt; (2002), de Sarah Kane; &lt;em&gt;Rock’n’roll &lt;/em&gt;(2009), de Tom Stoppard; &lt;em&gt;O mundo maravilhoso de Dissocia&lt;/em&gt; (2007) e &lt;em&gt;Sutura&lt;/em&gt; (2009), de Anthony Neilson; Vidal busca construções dramatúrgicas cruzadas por um emaranhado de referência à cultura pop – cinema, quadrinhos, videoclipes e música. Seu mais novo espetáculo não poderia deixar de levar tais ingredientes. Em &lt;em&gt;Louise/Valentina&lt;/em&gt;, um dos destaques da grande série de estreias que marca, anualmente, o mês de janeiro, o diretor conduz um monólogo em que Simone Spoladore dá vida ao personagem em quadrinhos Valentina, criado pelo italiano Guido Crepax; e a sua musa inspiradora, a atriz americana do cinema mudo, Louise Brooks – famosa pela célebre Lulu, personagem de &lt;em&gt;A caixa de Pandora&lt;/em&gt; (1929), de G.W. Pabst. Em cartaz a partir deste sábado, no Espaço Sesc, em Copacabana, a atriz divide-se entre Lulu, Valentina e Louise Brooks, numa dramaturgia erigida a partir da interlocução entre estes ícones da transgressão do século 20. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Louise Brooks é uma atriz fantástica, fiquei impressionado com a Lulu, que é um personagem fascinante, assim como a Valentina – diz Vidal. – São histórias que se cruzam ao longo do texto. Crepax usa em seus quadrinhos todo o universo do cinema mudo, por exemplo. Ele criou Valentina a partir de uma imagem da Lulu, sem ao menos assistir ao filme. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Simone e o diretor alimentavam há alguns anos a vontade de trabalhar juntos. Pensavam num monólogo. Mas não tinham texto ou sequer uma ideia do que encenar. Depois de alguns encontros, a atriz revelou o desejo de interpretar algum personagem de história em quadrinhos adulto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Quando ela falou na Valentina, eu lembrei da Louise, porque sabia da influência que o personagem tinha causado no trabalho do Crepax. Na verdade, conhecia mais a Lulu do que a Louise, e lendo a biografia dela você entende que sua história é ainda mais interessante. Daria uma peça por si só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;No palco, os dois lançam mão de fragmentos de livros, cartas, entrevistas e tiras de quadrinhos para conduzir a narrativa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Assisti e li tudo o que eu podia sobre elas. Foi um trabalho difícil, porque não tínhamos um texto pronto. Pegamos fragmentos de todo esse material e misturamos às nossas impressões e intuições – conta a atriz. – Não existe um desejo de contar uma história objetiva, ou detalhar biograficamente a vida da Louise. É uma aproximação subjetiva entre esses dois universos. Não há nada muito concreto, é um espetáculo fluido. Acho que ele ainda pode mudar muito ao longo da temporada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Para dar vida a estes símbolos, personagens que transcendem as esferas do cinema e dos quadrinhos, a montagem interage com a dança contemporânea e as artes visuais. No palco, Simone navega por três fases da vida de Louise Brooks, enquanto dialoga com quatro curtas-metragens e evolui sobre a direção de movimentos da bailarina Marcelle Sampaio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Nascida no Kansas, em 1906, e bailarina de formação, Louise Brroks iniciou a carreira em musicais. Entre 1925 e 1938, estrelou 24 filmes, tornado-se uma das maiores estrelas do mundo com a hipnótica Lulu – cujo corte de cabelo tornou-se um ícone da moda na primeira metade do século 20. Após o sucesso com a personagem, decidiu arriscar-se no mercado europeu, realizando outros dois longas, com Pabst e René Clair. Ao retornar aos EUA, não conseguiria mais se adequar às normas ditadas por Hollywood. Relegada a pequenos e inexpressivos papéis, decidiu encerrar a carreira precocemente, aos 31 anos. Após anos de ostracismo e quase miséria (há rumores de que teve que se prostituir pra sobreviver), a bela e culta Louise tornou-se escritora, publicando artigos nos anos 50, 60 e 70 em várias revistas sobre cinema. Em 1982 lançou o best-seller Lulu em Hollywood pouco antes de sua morte, em 1985, na cidade de Rochester, Nova York.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Ela se sentia aprisionada pela personagem. E como era uma mulher linda, inteligente e com muita personalidade, seu temperamento impedia que ela se dobrasse aos padrões exigidos pelos chefões de Hollywood. Ela começou a ser boicotada pelos produtores machistas da época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Após abandonar a carreira, Louise Brooks tornou-se escritora. Em alguns de seus livros e compilações, algumas cartas revelam correspondências entre ela e Crepax.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Depois que ele enviou alguns desenhos, ela retornou com uma carta, dizendo que havia adorado a Valentina, e que agora ela lhe servia como inspiração e espelho de força.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Culta e sexy, liberta e bem resolvida, a jovem fotógrafa Valentina tornou-se personagem fetiche do universo masculino (e feminino), por sua beleza e independência. É diante dessa exuberância que o diretor enxerga a principal conexão entre os personagens reais e fictícios que envolvem Lousie Brooks, a cinematográfica Lulu e a fantasiosa Valentina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– O que nos interessa era observar essas similaridades. Todas elas são mulheres incríveis e fortes – compara. – Valentina emprestou atmosfera cinematográfica às histórias em quadrinhos. O trabalho do Crepax, assim como de outros, ganhou status de arte.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-8145515754445400637?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://radarpop.blogspot.com/feeds/8145515754445400637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5046853744009767839&amp;postID=8145515754445400637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8145515754445400637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5046853744009767839/posts/default/8145515754445400637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://radarpop.blogspot.com/2010/01/louise-brooks-valentina-e-simone.html' title='Louise Brooks, Valentina e Simone Spoladore - Palco de musas'/><author><name>Luiz Felipe Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11415543815246187724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-YuX65dGcV8s/TgVqKli_j3I/AAAAAAAAA-I/4USv2nV3yBA/s220/photo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S0uoideC5VI/AAAAAAAAAzU/n_QV5sZCspA/s72-c/Fotografa+Hanna+Jatob%C3%A1-+148.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5046853744009767839.post-7443090179411265559</id><published>2010-01-07T10:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T10:35:33.603-08:00</updated><title type='text'>Inspirado em Caio Fernando Abreu, 'Aqueles dois' estreia no CCBB</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S0YpM6YIOJI/AAAAAAAAAzM/a5hHcSPIVJs/s1600-h/LP-4-Diego-Pisante.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424068103019968658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wN3xlujZ3-s/S0YpM6YIOJI/AAAAAAAAAzM/a5hHcSPIVJs/s400/LP-4-Diego-Pisante.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Um deserto de almas habita o departamento administrativo de uma repartição pública. O silêncio, o vazio e o tédio angustiante de vidas acomodadas parecem reger as leis e normas vigentes. O código moral, a ética e a conduta impecável daqueles trabalhadores desolados, porém, sofreriam um abalo. Pouco a pouco, dois novos funcionários, Raul, 31, e Saul, 29, passam a compartilhar gostos e desgostos comuns, numa cumplicidade que, embora incompreensível a eles próprios, passa a despertar sentidos e rumores cada vez mais incômodos aos companheiros de trabalho. Os seis meses de convivência diária entre estes dois personagens quietos e enigmáticos – entre cafés, despachos, relatórios e trocas de impressões sobre a rotina – moldam as linhas de Aqueles dois, um dos mais famosos contos de Caio Fernando Abreu. Transposto ao teatro e esmiuçado pela companhia mineira Luna Lunera, o texto chega aos palcos do CCBB a partir de sexta, após passar por Belo Horizonte e São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Comecei a ler os contos do Caio para um treinamento de atores do grupo e percebi que Aqueles dois tinha muito a ver com o que estávamos vivendo como companhia teatral – conta o ator e diretor Cláudio Dias. – Passávamos por um momento muito burocrático, envolvidos com prestação de contas e todo o processo que envolve leis de incentivo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;A labuta diária entre uma produção e outra remetia diretamente ao clima árido de uma repartição pública, justamente o universo criado pelo autor para o conto, publicado em Morangos mofados, um de seus livros mais famosos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– No texto, os dois personagens se encontram, o que representa uma ótima metáfora para o que acontecia com a gente durante as oficinas. Voltávamos a ter contato, tocar uns aos outros, num momento de criação artística, de encontro. E acho que este texto é sobre encontros e amizade – explica o ator. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Com direção e dramaturgia de Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves, Rômulo Braga e Zé Walter Albinati, a peça, assim como o conto, lança mão de citações a artistas e obras de áreas diversas, da música e do cinema, como Audrey Hepburn, Jane Fonda e Carlos Gardel, todos misturados na narrativa, com o tom autobiográfico peculiar à produção literária do autor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Os textos do Caio trazem uma musicalidade característica. Ela está contida nesta obra e foi transportada para o espetáculo. Ele sugere trilhas sonoras para a leitura dos seus textos. Neste caso, com muito Carlos Gardel – detalha. – Na peça, usamos as canções citadas no conto, além de outras de artistas que ele cita ao longo de suas cartas e outros textos, como Angela Ro Ro e Cazuza. É uma escrita bastante musical. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Na trama, que envolve o aprofundamento dos laços entre Saul e Raul, o autor dá margem a uma diversidade de leituras e percepções sobre o universo dos dois personagens, uma espécie de jogo e provocação que leva o espectador a refletir sobre amizade, preconceito e sexualidade. E soa como um lembrete para que o público nunca deixe de cuidar de suas próprias gavetas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– O que me impressiona no texto é a questão da amizade e do encontro, independentemente de gênero. O que nos emociona e cativa as plateias por onde passamos é justamente o encontro entre essas duas pessoas – revela Dias. – Assim como o texto do Caio, mantemos esse mistério, porque cabe ao público criar sentido ao relacionamento dos dois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;No palco, os quatro atores se revezam nos papeis de Raul e Saul e como narradores. Cenário, figurino, música e texto atuam simultaneamente num jogo textual e corporal entre atores, espaço e objetos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;– Costuramos o texto passando do épico para o dramático. Quatro atores se revezam entre os personagens e na narrativa do texto. Ora os três são Saul, um de nós é Raul, e por aí vai. Serve para mostrar que essa história pode acontecer a qualquer um, incluindo os espectadores. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5046853744009767839-7443090179411265559?l=radarpop.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http:/
